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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As variações da Romanidade


La maison et le monde: La romanisation et ses variations juridiques


La maison et le monde foi o título de um colóquio celebrado o dia 8 de fevereiro de este ano na Maison Française d’Oxford (Univ. de Oxford) no que se deram cita historiadores da antiguidade e do direito para prantear uma serie de questões sobre a pluralidade e diversidade da tradição legal romana no âmbito provincial e imperial. Do total das 6 palestras das que constou o colóquio 4 estão disponíveis em áudio na web da Maison Française d’Oxford


Sinopse
Existe um perigo para as culturas nacionais para se tornar aberto para o resto do mundo? Existe um perigo, no século 21, a preferir a singularidade ao invés de pluralismo? Estamos diante de um nivelamento das culturas e direitos, com uma cidadania universal?
   
A história pode nos fornecer algumas lições sobre estas matérias. O Império Romano pode ser o lugar onde a relação dialética entre um padrão dominante e as suas múltiplas formas foi experimentado com o mais alto grau e por isso poderia ser interessante para questionar a extensão da romanização nas províncias ocidentais do Império. Através arqueologia, é possível identificar a existência de culturas peculiares na Tardo-Antiguidade. Ao invés de discutir em termos de dicotomia (romanidade ou resistência), a busca de acomodamento e da interação em formas complexas e tradições mistas, abre um novo caminho a pesquisa.
    
O objetivo é fazer um balanço, para avaliar as consequências institucionais e legais dos fenómenos de aculturação, e, como elo, tomar um novo olhar sobre o legado romano


Introduction
Soazick Kerneis
   


Teaching law with Isidore (of Seville) in the hand. Toward the construction of a common legal culture in early medieval Europe
Luca Loschiavo
   


What is Roman, what not? in the Formulae of Gaul
Boudewijn Sirks
    
 

Irish and Welsh law in their European contexts
Thomas Charles-Edwards
   
 


Postagem relacionada:  A Roma que "nunca foi"

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Hospitalidade e Patronato em Hispânia


HOSPITALIDAD Y PATRONATO

Balbin Chamorro, P.: Hospitalidad y Patronato en la Península Ibérica durante la Antigüedad. Junta de Castilla y León, Salamanca, 2006
ISBN: 84-9718-367-3


questão das relações de hospitalidade e especificamente o chamado Pactos de Hospitalidade (Hospitium) é um dos temas recorrentes do estudo da Antiguidade hispânica. Neste sentido, este livro que recolhe o que fora a tese da autora, Paloma Balbin Chamorro constitui uma revisão e atualização de uma temática fundamental para compreender como funcionam as relações sociais que operam no mundo pré-romano indígena e assim mesmo como se produz a integração dele no contexto das novas estruturas imperiais.

A autora, da acordo com uma linha desenvolta em outros artigos, leva a cabo esta posta ao dia através de linhas paralelas de inquérito, por um lado a revisão crítica das diversas teorias ao longo dos anos têm planejadas o qual a leva a questões como a da identidade ou diferença das instituições do Patronato e a Hospitalidade, a natureza dessas formas institucionais no mundo antigo e sua relação com o status das comunidades dentro do Estado romano. Também ligado a elo a autora faz um catálogo exaustivo de toda a documentação epigráfica conhecida sobre esta instituição na Península Ibérica.

Em uma outra abordagem, a autor apresenta uma leitura do Hospituum como uma instituição de longa duração, alongando a perspetiva de seu estudo para o mundo medieval, como acrescimento da possibilidade de utilizar os dados desse período como analogia para a compreensão do funcionamento da hospitalidade na Antiguidade hispana


 INDEX




quinta-feira, 24 de maio de 2012

Social Evolution & History



Social Evolution & History é um jornal académico internacional avaliado por pares (peer-review) focado no desenvolvimento e evolução das sociedades humanas no passado e presente. Além de artigos originais de pesquisa, a evolução social e História inclui notas críticas e uma secção de resenha de livros. A revista tem dedicado assim mesmo números monográficos a distintos temas centrados na evolução das sociedades humanas desde uma perspetiva multidisciplinar na que conjugam as apartações Antropologia, sociologia, história ou arqueologia, sobre temas como a natureza e variedade dos sistemas de chefia, a origem e evolução do Estado ou da vida urbana, etc.

Social Evolution & History é publicada com uma periodicidade de dois números por ano, pela editorial russa Uchitel Publishing House, sendo os seus editores antropólogos e historiadores económicos de esta mesma nacionalidade: Dmitry Bondarenko, Leonid Grinin e Andrey  Korotayev. Os números íntegros do jornal estão disponíveis na sua totalidade em on-line, em pdf até dois anos antes do último número e em formato html os artigos desta derradeira entrega (nº 10/2) da que abaixo vos oferecemos o index


INDEX

Articles:

Kurtz, Donald V.
The Evolution of Social Organization

Barry III, Herbert
Direct Evolutionary Links with Food from Domesticated Animals

Macdonald, Charles J.-H.
Primitive Anarchs: Anarchism and the Anthropological Imagination

Vahia, Mayank N. ; Yadav, Nisha
Reconstructing the History of Harappan Civilization

Shinakov, Evgeniy A. ; Polyakova, Svetlana G.
Comparative Analysis of the Process of Initial State Genesis in Rus' and Bulgaria

Cherkasov, Аleksander А.
All-Russian Primary Education (1894–1917): Developmental Milestones

Review Essay:

Borbone, Giacomo
Review of Krzysztof Brzechczyn, Idealization XIII: Modeling in History


Ir ao site da revista:  Social Evolution & History

terça-feira, 8 de maio de 2012

Morre Dafydd Jenkins


O professor Dafydd Jenkins, historiador juridico e decano dos estudos de direito medieval gales, morreu na madrugada de domingo, 6 de Maio, aos 101 anos de idade. Nascido o 1 de Março de 1911 em Londres mas de pais de Cardiganshire. Estudou em Cambridge Ciências Naturais e de seguido Direito, trabalhando cedo como advogado em Carmarthen, pouco depois em 1938 foi secretário da campanha para que a língua galesa fora reconhecida e usada nos Tribunais.

Desde 1965 até o seu passamento lecionou no Departamento de Direito da Aberystwyth, ocupando eventualmente uma cadeira em História do Direito e Direito galês, (1975-1978), e passando a posteriori ao posto de emérito na mesma universidade


Trabalhador incansavel, a longa listagem das suas publicações  começou na década de setenta, prolongando-se ininterrumpidamente até o ano 2010, entre algumas das suas obra se incluem Cyfraith Hywel (Llandysul, 1970), Celtic Law Papers (Bruxelas, 1973), The Welsh King and his Court (Cardiff, 2000), Tair Colofn Cyfraith: The Three Columns of Law in Medieval Wales (Bangor, 2007). Também foi editor de textos legais medievais, destacando a sua edição e tradução das Leis de Hywel O Bom, a obra capital do direito gales: The Law of Hywel Dda: law texts from Medieval Wales (Llandysul, 1986)

Dafydd Jenkins era considerado o maior especialista em direito medieval gales e uma das grandes autoridades mundiais em direito céltico. Gorffwys mewn heddwch


terça-feira, 6 de março de 2012

PROJETO ÓENACH 2012 - Congresso


Landscapes of Assambley

Quando: 24-25 março
Onde:  Depart. Archaeology UCC


Embora na maioria das vezes traduzido como "Feira / Mercado", o Óenach termo é um derivado de 'um', articulando conceitos de “unificação”. Originalmente óenach significava o conjunto principal do corpo político de um ou vários reinos, presidido e convocado por um rei, para diversos fins coma servir de tribunal, promulgar leis, negociar alianças, mas também, como uma ocasião de festa em geral, onde se faziam eventos desportivos como carreiras de cavalos. Como tal, o óeanch é o equivalente irlandês da instituição pan-europeia de Assembleia.

tumulo no sítio de assembleia de Tailtiu, foto: Óenach Project

O Projeto Óenach é um projeto de pesquisa de curta duração no Departamento de Arqueologia do Colégio Universitário de Cork, que abordar a questão do Óenach. O projeto óenach empregar diversos métodos de pesquisa para analisar as paisagens do óenach, a fim de examinar as suas origens, desenvolvimento e a sua iconografia arqueológica. Os principais estudos de caso do projeto estão localizados nos principais locais de Assembleia da Irlanda.

Ó Néill Stone nos Chãos de Tulach.  foto: National Library of Ireland  

Um dos objetivos principais do projeto é estabelecer um discurso preliminar sobre as origens, função e evolução desta instituição. Elo permitira o estabelecimento de uma base a partir da qual as origens, natureza e evolução das primeiras práticas de assembleia irlandesas podam ser comparadas com os estudos de outros projetos de investigação em curso no Reino Unido e Escandinávia, nos que está analisando locais e práticas de Assembleia em toda a Europa, sinaladamente o projeto The Landscapes of Governance do Instituto de Arqueologia do UCL, e o The Assembly Project

local de assembleia de Bällsta, Suecia. foto: A. Sanmark

Como parte do Projeto Óenach uma conferência  com o titulo Landscapes of Assembly: the Óenach in early medieval Ireland será realizada pelo Departamento de Arqueologia do Colégio Universitário de Cork nos dias 24 e 25 de março. Esta conferência irá examinar a natureza e manifestação arqueológica das práticas de Assembleia na Irlanda, a par do papel do Óenach na têmpera sociedade irlandesa


  Programa


+INFO no site do:   Óenach Project

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Administrar as Provincias - Livro

Administrer les Provinces de la République romaine

Barrandon, N. & Kirbihler, F., Administrer les provinces de la République romaine. Actes du colloque de l´université de Nancy II 4-5 juin 2009. Univ. de Rennes, 2010
ISBN: 1255-2364


Sumario:
Este volume constitui as atas de um colóquio que foi realizado em Nancy em 2008, e que foi consagrado ao tema da administração romana das províncias no final da Republica. Este colóquio tentou compartilhar o trabalho de diversos especialistas que trabalham na temática da provincialização das diversas regiões Império, oferecendo um estado da questão sobre o conhecimento atual da questão como, o poder dos governadores, o impacto da legislação romana ou das decisões dos Imperatores no funcionamento das instituições locais, contribuindo deste jeito a ampliar o conhecimento sobre a história das províncias na época da República através de uma reflexão de conjunto que oferece uma análise historiográfico e conceitual dos estudos sobre a administração provincial. 

A obra divide-se em duas partes uma primeira dedicada a relação entre o Senado, os magistrados na gestão dos territórios provinciais, e uma segunda em que se levantar os fundamentos da administração provincial do ponto de vista Jurídico, fiscal, social e militar.


 INDEX




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Direito, língua e Império - Livro


LAW, LANGUAGE AND EMPIRE IN ROMAN TRADITION

Ando, Clifford, Law, Language, and Empire in the Roman Tradition University of Pennsylvania, Philadelphia, 2011
ISBN: 978-0-8122-4354-3


Acaba de sair um novo livro sobre o direito romano que afronta a cultura jurídica desde uma interessante a perspetiva, focada na prática jurídica e em como as necessidades de adaptação do direito aos novos contextos que no espaço e tempo se sucederem ao longo da história do império, tiveram que buscar solução os juristas romanos, com um especial interesse pelo direito privado como elemento nuclear da vida jurídica no mundo romano. O livro é obra de Clifford Ando, professor de Estudos Clássicos, e História do Direito da Universidade de Chicago, autor de alguns livros sobre temática similar coma Imperial Ideology and Provincial Loyalty in the Roman Empire (2000)


Abaixo tendes a modo de sumário o estrato de uma entrevista sobre o livro dada pelo autor e que poderdes também ler ver íntegra aqui


Sumario:

O livro divide-se em duas partes, a primeira com dois capítulos, e a segunda com três. A primeira parte concentra-se no pensamento jurídico, a segunda sobre a interação entre os órgãos específicos do direito e a natureza dos efeitos do império em eles, os dois projetos são profundamente inter-relacionados. Como as peças, os diferentes capítulos foram escritos de modo a ser legível e inteligível por conta própria, embora eu acho que cada um também se beneficia de ser articuladas com as outras perguntas que eu estava pedindo no momento. [...]

Por razões complicadas, o direito romano como uma disciplina acadêmica permaneceu por muito tempo fixado na descrição de suas regras. Como um escrever um testamento em Roma? Qual era a idade de casamento? Os livros tinham títulos como "A lei romana de escravidão."

Meu livro tenta dar passo a perguntas sobre o que os advogados romanos pensavam, a fim de perguntar sobre como eles pensavam. Por que eles acham que a lei mudou? Como é que eles acham que a mudança na lei poderia ou deveria ser justificada? E como é que eles acham que as instituições legais poderiam ou deveriam se adaptar à mudança social?

O fato e o que a sociedade romana estava em fluxo constante. O mesmo pode ser dito de quase qualquer sociedade, é claro. Mas a sociedade romana sofreu uma mudança aguda de un tipo particular e de uma fonte muito específica: era uma sociedade imperial, e por isso foi constantemente absorvendo novas populações, que falavam línguas novas e trouxeram com eles novos costumes.

Um problema relacionado é que o direito romano inicialmente veio a existir quando a sociedade romana estava confinada à cidade de Roma e a sua vasta hinterlândia agrícola. Mas a ação imperial levou rapidamente aos romanos mais longe. Como poderiam as instituições de uma pequena cidade do Mediterrâneo ser expandidas para regular um império mundial? E que a expansão poderia realmente ocorrer sem efeitos significativos, para o bem ou para o mal, sobre o sistema da lei e o Estado de Direito da propria Roma? [...]

O livro tenta manter os pés firmemente plantados em dois mundos diferentes. Por um lado, é uma obra de história. Além disso, é uma obra de história com uma agenda: Gostaria de revelar aos juristas romanos como mais criativos, mais humanos e, de fato, mais humanos do que alguma reconstrução de um corpo de regras provavelmente mostra.

Seu mundo estava mudando, e, sendo encarregados de regular esse mundo, eles foram forçados a confrontar essa mudança, a reconhecer as limitações de suas regras e da própria linguagem de suas regras. Mais do que muitos, eles entenderam profundamente, que não se pode simplesmente fazer o mundo se adequar às regras. É antes uma questão de fazer as regras se ajustar ao mundo, mesmo que, para preservar a autoridade e a autonomia do direito, deve-se descrever esta prática de alguma outra forma.

E, no entanto, esta é também uma obra de erudição contemporânea. As suas perguntas são, portanto, muitas vezes questões modernas.


INDEX

Preface p. IX

Chapter I. Citizen and Alien before the Law p. 1

Chapter 2. Law´s Empire p. 19

Chapter 3. Empire and the Laws of War p. 37

Chapter 4. Sovereignty and Solipsism in Democratic Empire p. 64

Chapter 5. Domesticating Domination p 81

Appendix. Work-around in Roman Law: The Fiction as Its Kin p. 115

Notes p. 133

Bibliography p. 153

Index p. 163

Acknowledgments p. 167


+INFO no site de:  UPennPress

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Occidens - Uma base de dados sob a expanção romana em Occidente

A base de dados Occidens. La Expansión romana en Occidente parte dum projecto para o estudo da expansação romana no Occidente durante a época republicana, o projecto centrase principalmente en Hispania mas expande a perspectiva comparando a situaçao hispana coa doutros territorios occidentais, especialmente o caso de Sicilia e das Galias, tratando de estabelecer se existe um modelo comum na forma em que os representantes do poder romano interatuam coas comunidades indigenas e como reacçonan assim mesmo estas, prestando especial atenção aos aspeitos politicos, militares, juridicos e diplomáticos

Como parte deste projecto a dados Occidens recolhe toda a bibliografia actualizada sobre esta temática inicialmente, desde o ano 1995, se bem progresivamente se espera que vaia incluindo obras de referencia anteriores a esta data. Occidens consititue pelo tanto um recurso de grande utilidade pola diplomacia antiga e os primeiros processos de contato entre o Imperio Romano e as sociedades indigenas occidentais.


Ir à base de dados: Occidens

sábado, 23 de abril de 2011

A Lança na Água a Espada na Pedra ... a Palestra



Aqui tedes o video da minha comunicação A Lança na Água a Espada na Pedra, apresentada no III Congresso Internacional de Estudos Celtas. Os Celtas da Europa Atlantica, Narom, o dia 16 de Abril de 2011

Presentação:



Esta é uma versão acurtada da presentação powert point original, ... o resto e muto mais na publicação


Descarrega a presentação no meu:  Academia.edu

domingo, 14 de fevereiro de 2010

RECHTSARCHÄOLOGIE ao alcance dum click

Karl Konrad Ferdinand Maria von Amira

Entre os historiadores do direito Karl Von Amira (1848-1930) destaca como o pai e criador de uma disciplina que combinava os estudos de história do direito e das instituições, a iconografia e a etnografia, numa síntese que se deu em chamar Arqueologia do Direito (Rechtsarchäologie) e que vinha a recolher o testemunho dos primeiros passos dados pelas monumentais "Antiguidades jurídicas Germanas" (Deutsche Rechtsaltertümer) de Jacob Grimm. Durante anos Von Amira ajudado pelos seus discípulos, algum tão destacados coma Von Schwerin, recolheu uma ingente quantidade de material gráfico relacionado com a simbologia jurídica e outras matérias anexas, que agora aparece aqui compilado graças a este projeto de digitalização do arquivo que da mão das novas tecnologias põe ao dispor dos pesquisadores e pessoas interessadas uns fundos de incalculável interesse.


Ir ao:  Rechtsarchäologische Sammlung Karls von Amira 

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tac. Germ. XIII. I. Armas, jóvenes y ritos de paso: Valores simbólicos de las armas y de la guerra a través de un rito germano


Las armas han jugado frecuente un importante y destacable papel entre distintos pueblos antiguos, o bien, conocidos por la etnografía contemporánea. En este sentido los estudios sobre el simbolismo, especialmente el jurídico, del armamento tienen una importante tradición en buena parte de la investigación europea –germanófona frecuentemente-. No es extraño por tanto que el papel de la guerra y de las armas entre celtas y germanos halla ocupado un buen numero de páginas sobre el mundo bárbaro occidental, ya que nos permite, más allá de la pura taxonomía funcional o ergológica, entrar en una esfera profundamente social y ligada a usos, costumbres, y mentalidades, o al propio ethos en el que dichas sociedades se desenvolvían.

Nuestra modesta, y breve, aportación a la problemática parte de un conocido texto clásico al que aportaremos algunos paralelos que, a nuestro entender, permitan ver la lógica en la que el rito se desenvolvía y que, asimismo, permitió sus posteriores adaptaciones, el texto es el siguiente:
 
   «Llevan a cabo todos sus asuntos públicos y privados sin despojarse de las armas. Pero tienen la costumbre de que nadie las tome antes de que la ciudad lo haya considerado apto para llevarlas. Entonces, en la misma asamblea, alguno de los jefes, o el padre o los parientes arman al joven con el escudo y la «frámea»: ésta es para ellos su toga, éste el principal ornato de su juventud. Hasta ese momento se les considera parte de la familia; a partir de ahora, parte de la Ciudad » (Tac. Germ. XIII.1) 

El importante papel del armamento es señalado asimismo por el autor en otros párrafos, como cuando cuenta que no solo la entrega de las armas daba al joven la capacitación para formar parte de pleno derecho de la Asamblea tribal sino que, incluso, el propio método de votación que se seguía en esta consistía en la aclamación agitando las armas por parte de los presentes (Germ XI. 6). Asimismo nos relata la especial vergüenza que suponía para un germano la perdida del escudo en la guerra, la cual desembocaba comúnmente en el suicidio (Germ VI.6). El último termino el ritual de investidura de las armas parece reducirse a un mínimo común denominador previo, y bien conocido, la necesidad de portar armas por parte del joven para ser considerado entre los adultos, algo fácilmente explicable en una sociedad guerrera, como lo era la germana.
 
2. la iuventus: guerra e iniciación y mercenariazgo
No obstante la idea de que los jóvenes no disponían de la capacidad de portar algún durante su periodo de paso a la edad adulta contrasta con los que sabemos acerca de los periodos liminares y entra en contradicción, asimismo, con ciertas referencias literarias sobre los germanos. Cesar cuenta en su Guerra de las Galia que los jóvenes germanos antes de la edad adulta tenían como ocupación fundamental la caza y los ejercicios militares (Cesar, BG IV. 23). La frontera y la dedicación a la caza actividad marginal y al saqueo, frecuente en contextos iniciáticos confería a estos guerreros un status especial separado del mundo ordinario y frecuentemente sometido a formas de conducta y prescripciones especificas alejadas de lo cotidiano.
Dicho carácter marginal e iniciático también se observa en otro fragmento de la Germania, al describirse el voto que asumían los jóvenes catos mientras no hubiesen matado un enemigo: consistente en la prohibición de cortarse el cabello [1], así como de portar un anillo de hierro al cuello (propio de esclavo) como signos de su consagración al díos de la guerra bajo cuya protección se encontraban (Tac. Germ, XXXI. 5) [2].

El papel de la muerte de un enemigo, o de los hechos de armas, como parte de la admisión de los jóvenes a la sociedad adulta aparece también referido por Paulo Diacono, que describe como el principe longobardo Alboino tras dirigir una serie de campañas contra los gépidos, en las que muerte al hijo del rey de ese pueblo, solicita a su padre el que le deje formar parte de su mesa, a lo que este objeta que antes debe recibir las armas de un rey extranjero (Hist. Lang. I. 32). La admisión como compañero de mesa (Tischgemeinschaft) del señor [3], se equipara así dentro del comitatus al papel de integración que tiene a nivel tribal el derecho de asistir a la Asamblea (Wenskus 1961: 363 ).

El episodio de Alboino recuerda asimismo la descripción que Posidonio hace del banquete galo al destacar junto a la presencia del señor y de sus guerreros sentados a la mesa, de un segundo grupo que actúan de portaescudos (oplophorountes) colocados a su espalda (Athen. Deipn. IV. 36), lo que posiblemente refleja un status diferencial dentro de la clientela guerrera que podría indicar distintos grados -o clases de edad- dentro de ella (Karl 2005: 261), similares a lo que cita Tácito (Germ XIII.1-4) al hablar del comitatus germano (Kristiansen 1983: 51).


Otro paralelo a tener en cuenta es la costumbre en el derecho irlandés de que un señor ofreciese la panoplia básica, el gaisced (literalmente “lanza y escudo”) a sus seguidores al llegar a la edad adulta (Jackson, 1964: 18). Procopio, asimismo, nos describe con respecto a los hérulos la costumbre de que los miembros del sequito militar combatiesen sin escudo hasta que hubiesen demostrado su valor, momento en que les era entregado por su señor (Proc. Bell Pers. II. 16. 28). Dentro también del ámbito de la clientela conviene recordar también la cesión del caballo y frámea a los miembros del comitatus por parte de su patrón (Germ. XIV. 2).
El patrocinio sobre las bandas guerreras daba lugar a la otra en la que posibilidad era que estos jóvenes emigrasen temporalmente para integrarse temporalmente en el sequito guerrero de un noble o rey extranjero, antes de volver a su patria, que Tácito atribuye a los jóvenes de la nobleza germana (Germ. XIV. 2), y que en el algunos caso como el de los longobardos pudo adquirir valor preferencial. Al respecto es bastante ejemplificador el itinerario que se nos muestra en el Beowulf anglosajón, el héroe acompañado de una tropa de compañeros aproximadamente de su misma edad deja su tierra natal y se dirige a otras tierras donde procede a saquear el territorio extraño o a buscar una corte para ponerse al servicio de un rey (Beow. 195ss). En el caso irlandés, el periodo de correrías que comenzaba , a los catorce años, es decir al termino de la niñez con el periodo de fosterage (altram)[4] y finalizaba cuando el joven, retorna a su tierra y recibe en herencia tierras con lo cual pasa a convertirse en un hombre asentado, periodo que no obstante no concluía nunca antes de la edad de 20 años como mínimo (Mc Cone 1986: 10).

El periplo heroico de Beowulf termina cuando tras la muerte de su tío, el rey, se convierte él mismo en sucesor al trono (Beow 2200-2008). Existe un paralelismo, incluso temporal -en el caso irlandés-, y lo que Cesar describe descrive para los germanos en su De Bello Gallico cuando afirma que sus muchachos no solían casarse, por prescripción de sus costumbres, antes de los veinte años: «Intra annum vero vicesimum feminae notitiam habuisse ». Junto a ese guerrero temporal figura, asimismo, un tipo de guerrero que prolonga el periodo liminar con todas sus características más allá de la edad convenida convirtiéndose en un profesional de la guerra a tiempo completo al servicio de los nobles. Tácito describe a estos guerreros como una especie de elite militar que goza de gran prestigio (Tac. Germ XXXI. 5) a costa, no obstante, de mantener en sus signos (Tac. Germ. XXXI.4) y en sus actos la marginalidad iniciática y social propia del joven. Un status peculiar que se muestra también en el mantenimiento de una forma determinada de combatir.

2.1 Tipología del armamento y grupos de edad 
 Así pues la contradicción aparente entre el estado de cosas bélico del joven preadulto y la entrega de armas como capacitadota para la mayoría de edad puede entenderse mejor, en realidad como una dualidad de armas y formas de combatir entre dos grupos de edad. Tácito al respecto describe junto a la caballería germana la presencia de jóvenes como infantería de vanguardia lanzando armas arrojadizas (Tac, Germ. VI.1-3). El dúo framea y escudo aparece vinculada a un tipo de guerreros preciso, el ejercito regular, mientras que los jóvenes son caracterizados por el uso armas arrojadizas, el hecho de que los primeros usen del combate cuerpo a cuerpo y los segundos a distancia indica quizás en que estamos ante una dualidad tecnológica en cuanto al tipo de armas.

El combate más informal, si se nos permite la expresión, de lo iuvenes germanos recuerda también al los gaseati galos cuerpo de elite formado por jóvenes guerreros que combatían en las primeras filas frecuentemente desnudos y armados con armas ligeras como la lanza arrojadiza (gaesum) que les daba nombre (Pol. II. 28. 3; 29.7-8). La desnudez dejaba expuesto el cuerpo[5], y constituía en cierta forma de temeraria exhibición del valor, que el joven debía demostrar para integrarse en el mundo adulto, y en ese sentido puede compararse con la ya citada costumbre herula de combatir sin escudo.

Los datos arqueológicos muestran en el área germana un panorama que concuerda claramente con el descrito por Tácito y permite precisar la naturaleza del armamento diferencial descrito en el ejército germano. Las necrópolis muestran un claro predominio de las puntas de lanza en las tumbas en las tumbas, y una ratio muy limitada de espadas, de la que se infiere el carácter de arma reservada a un grupo muy limitado de la población. Ello llevo a Schindler a plantear ya hace algunos años la presencia de una distinción social dentro del grupo de los guerreros entre "portadores de lanza" (Lanzeträger) y "portadores de espada" (Schwertträger) (Schindler 1971: 43-82).

Los análisis osteológicos permiten comprobar que indistintamente dentro del grupo de los portadores de espada, esta arma aparece únicamente asociada a adultos de cierta edad, que por otro lado suelen además mostrar una panoplia completa, mientras que las puntas de lanza en esclusividad o junto con escudo se asocian a individuos más jóvenes (Steuer 1982: 205) ello supone que los sujetos que portan espada fueron lanceros durante su juventud, y que asimismo la espada como arma de prestigio se encuentra limitada a un grupo de elite y dentro de estos a individuos de una determinada clase de edad (Steuer, 1982: 206ss). Lo cual prefigura lo que encontramos entre algunos pueblos germánicos históricos, como la división por grupos de edad entre iuvenes (geogud) y seniores (dugud) dentro del ejercito anglo-sajón (Davidson 1989: 16) o entre los daneses según la descripción de Saxo Gramático (Hist. Dan.VII).

Porcentagens de armas em necrópoles germanas centroeuropeas (Steuer,1982)

Un fenómeno peculiar es la presencia de ajuares guerreros incompletos, es decir formados por un solo ítem (puntas de lanza, espuelas, escudo, o vaina sin espada) (Hachman 1956: 15) lo cual nos permite observar de manera metonímica el protagonismo de de las distintas formas de combate (infantería, caballería, etc.) en la definición de la personalidad social de sujeto[6]. La presencia del escudos aislados o de ajuares con solo lanzas podría interpretarse como definidora de dos tipos de status y clase de edad, y vendría a explicar, también, en cierta forma el valor aparentemente exagerado que se daba a la perdida del escudo (Germ. VI. 6), ya que esta supondría una especie de negación in terminis de un estado adquirido a través del valor en la guerra y escenificado en la ceremonia de paso a la edad adulta. Y, por tanto, una contradicción con los valores que definían al sujeto en la sociedad germana.

 La entrega de las armas no constituye, por tanto, en realidad, o exclusivamente, una capacitación del joven como soldado sino un signo a través del que se define la condición y el status que ha adquirido dentro de la comunidad, como guerrero y como hombre: su paso a la condición de adulto a través del tipo de armamento que le distingue del de los jóvenes en periodo de transición, y que presupone una organización militar basada en clases de edad.
 
3. Entre Hallstatt y La Téne, Vieja y Nueva Clientela: El emerger de la Gefolschaft 
 Esta dicotomía entre la espada y la lanza se puede rastrear ya hacia atrás a las fases iniciales de la Edad de Hierro Centroeuropea. Durante la época de Hallstatt se aprecia una presencia muy limitada del uso de la espada, la diferencia con respecto al mundo germano contemporáneo de Tácito, o al horizonte Lateniano, en la mayor escasez relativa de este ítem. La espada ha sido definida junto con el túmulo como el gran elemento de prestigio ideológico de las Jefaturas de Hallstatt, ya que asimismo al igual que la espada el túmulo monumental se encuentra limitado a un grupo muy limitado de la población que concentra el poder, una elite constituida por jefes con incipientes clientelas militares.

El túmulo típico de Hallstatt será el que al rededor de si tenga dispuesta una serie de tumbas de individuos pertenecientes al grupo familiar del noble-jefe enterrado, y de sus seguidores caracterizados por la posesión de puntas de lanza en su ajuar, que en algunos casos pudieron seguir como totenfolge a su señor al más allá, como evidencia el gran túmulo de Magdalenesberg (Kristiansen 1998: 365) o la presencia ocasional de fenómenos paralelos en algunos túmulos como Homichhele con un individuo de sexo femenino junto al muerto (posiblemente la viuda) (Kristiansen 1998: 365).

Este panorama cambio a partir de la transición entre Hallstatt D3 y La Téne A, cuando el comercio entre el Mediterráneo y el Centro y Norte de Europa perdió pujanza, lo cual afecto a la “economía de bienes de prestigio” desarrollada por las jefaturas hallstáticas. Se ve a partir de entonces una decadencia del núcleo de Hallstatt y un papel más activo de las zonas periféricas de su interland al mismo tiempo que el registro funerario cambia dando lugar a sepulturas más modestas pero con una presencia mayor de elementos de prestigio, armas y otros elementos relacionados con la guerra, como el carro de combate, lo cual denota el papel de aristocracias más amplias emergentes que vinieron ocupar el lugar de los jefes hallstáticos. En este contexto las instituciones de dependencia personal que observamos en torno a las jefaturas de Hallstatt C antes bien que desaparecer cobran un nuevo protagonismo, se flexibilizan, convirtiéndose en el elemento fundamental en la lucha por la competencia social entre las elites.

La capacidad de atraer una clientela numerosa entorno a si se convierte en un factor decisivo en el juego político, lo cual redunda en una mayor movilidad física, más allá de la frontera tribal, o social de los jóvenes que forman las clientelas guerreras. Algunos autores como Nash han planteado un precedente atenuado de esta movilidad durante el periodo hallstático en base a una posible relación de mutualidad entre el centro alpino y su interland centroeuropeo -la zona nuclear posteriormente de La Téne A- en la que cada uno jugaría el papel de atractor y suministrador de mercenarios (Nash 1985: 50-52).

Relação entre estructura social e clientela militar na Idade do Ferro centroeuropea (Tenreiro, 2006)

El sistema de mercenariado extensivo supone una separación del concepto tribal tradicional de guerra hacia una nueva concepción diferente en la línea que señala Schlesinger al oponer un tipo de guerra basado en la Gefolschaft a otra basado en el principio tribal (Stammenkrieg) lo cual influye en el propio concepto de poder político (Schlesinger, 1963: 67-68). Lo cual explicaría la rápida transición y aceleración de la dinámica en torno al sistema de clientela militar que nos describe Polibio (Pol. XVII.12) y que luego encontramos más tarde en el mundo de los oppida galos donde nobles como Dumnorix basan buena parte de su ascendiente entre las elites tribales en la presencia de amplios ejércitos de seguidores (B G. I. 18).

El punto culminante de todo este proceso posiblemente deba ser fijado en un hecho novedoso y sin precedentes que eclosiona en una franja temporal muy concreta en torno al s. IV y III, esto es la exportación de grupos de mercenario centroeuropeos al Mediterráneo. El primer testimonio tenemos que situarlo en el reclutamiento bárbaros realizado por Dionisio de Siracusa (Diod. XIV.75.9), y tendrá continuidad durante época helenística. La presencia y el retorno de estos mercenarios a sus lugares de origen no dejo de tener su efectos en la propia organización militar con el trasplante de un modelo de formación que imitan los mediterráneos, por parte de los galos y que Tácito nos describe en su versión germana (Belbrück 2000: 36). El nuevo sistema parece que tuvo una difusión relativamente rápida entre la periferia germana.

Así se ha interpretado efectivamente las armas del deposito votivo de Horjtspring en la Isla de Als (Dinamarca) fechado de entorno al año 350 a. C [7]. La comparación en base al utillaje militar de Hortjtpring con el deposito Smørumove, datado en el Bronce Final, permite observar la profunda transformación en las formas de combatir (Ransborg, 1993: 50-51) que se da durante ese periodo, viéndose la sustitución de una forma de guerra más simple donde predomina el combate singular de una elite y una infantería indiferenciada de lanceros por otro donde se hace un uso consciente de las distintas posiciones y una especialización del combate (Ransborg 1993: 58). No obstante la reducida escala de las unidades militares supone una diferencia con respecto al modelo ortodoxo mediterráneo, donde prima el grupo compacto y el uso de la lanza larga [8]. El limitado numero de guerreros sugieren que la única forma mayor de agrupación militar sería la mera suma de pequeños ejércitos, solo ejercible a nivel tribal, una imagen que es muy coherente con la descripción del comitatus germano y con contextos marginales derivados de la Edad del Hierro, como el de los fianna irlandeses. La influencia del mundo galo lateniano [9] tiene su correlato lingüístico en el peso de ciertas coincidencia en buena parte del vocabulario institucional germano con voces célticas, significativamente centradas en el campo del poder o de lo militar (D´Arbois de Jubaiville 1891; Schmidt 1986: 231-247)[10].

Kuhn defendió asimismo la adscripción céltica del complejo comitatus-Gefolschaft a si como a algunos elementos asociados a él como el juramento y la devotio (Kuhn 1956: 78). Al respecto es interesante constatar la presencia en tumbas de latenienses de un segundo enterrado posiblemente vinculado a estos fenómenos de devotio[11]La situación periférica de lo germano hizo que el papel de las instituciones de clientela que cristaliza entrono a la inicios de la 2ª Edad de Hierro, conservaran mejor su facies primordial, mientras que en el propio mundo galo esta se había visto profundamente alterada (Daudigney, 1979: 166-167) por la propia evolución de aquel hacía una sociedad protourbana, la de los oppida[12] (Crumley 1974). Se ha incidido en el papel de la Edad del Hierro como periodo de transición entre una sociedad tribal basada en vínculos de parentesco y sociedades de “estado arcaico” donde cobran mayor protagonismo otro tipo de elementos -como los vínculos de dependencia- en la configuración del poder de las elites locales (Hess, 1977: 770-1).
En ese contexto el rito descrito por Tácito cobra especial énfasis pues permite observar uno de esos campos en que lo nuevo se superpone a lo anterior y aun se expresa a través de su simbolismo para evitar la disonancia. Ello nos lleva al papel que Tácito otorga al parentesco en el rito y sus relaciones con las formas de clientela.  
 
4. Las armas y el rito: Adopción, fosterage, parentela y clientela
 Tácito refiere la presencia de tres posibles categorías de sujetos como actores del ritual: el padre, un pariente o un noble sin parentesco necesario con el joven.. El hecho de que Tácito oponga la admisión en la familia a la admisión en la comunidad (civitas) tribal, parece afianzar la idea de que el joven quedaba investido en ese momento de un estatus de igualdad jurídica con su progenitor, y por tanto emancipado de aquel (Wenskus, 1961: 362). En este sentido las armas actúan como “initiation gifts” es decir objetos que durante el rito de paso actúan como símbolos que definen el nuevo status del sujeto (Lincoln 1977: 150-151) y cuya cesión por el padre al hijo supone en cierta forma la transmisión de una serie de derechos que aquel ya poseía como miembro del grupo.

Una curiosa evolución de dicho principio es la que Gregorio de Tours refiere al describir la transmisión del trono franco a Childeberto por parte de Guntramo mediante el gesto de entregarle una lanza: «Posthaec rex Gunthramus data in manu Childeberti hasta, ait, hoc est iudicuum quod tibi omne regnum deum tradidi» (Greg. Tur. Hist. Franc. VII. 33). En otras legislaciones medievales tenemos constancia de la costumbre de “regnum cum dominica hasta tradere” (Grimm, 1995:225) de igual manera que igualmente, en otras ocasiones, se da el acceso a la realeza a través de la cesión al nuevo gobernante de la espada como símbolo del gobierno sobre el territorio: «est enim consuetudo curiae, ut regna per gladium, provinciae per vexillum a principe tradantur vel recipiantur» (Grimm 1995: 230). Más allá del valor o prestigio como denotador de status y condición del sujeto se da aquí con relación al rol del arma, un segundo aspecto que prolonga su papel en el ritual hacia un nuevo campo de acción, como es el de aquellas ceremonias destinadas a expresar palpablemente abstracciones jurídicas (Chassan, 1841), relacionadas en este caso con el concepto de "sucesión" o “legitimidad”. En los que el arma no actua ya meramente como símbolo de la “acción” (símbolo activo) sino que adquiere un papel propio como expresión del poder (símbolo objetivo) (Chassan 1841: 105).

El arma y el propio ritual de cesión de la armas es utilizado, así para expresar efectivamente la transmisión –literal- del poder o de la propiedad dentro del grupo familiar o incluso la legitimidad sucesoria del sujeto en aquellos caso en que no era real (adopción), como en otras expreso la mera transmisión de la condición de adulto. No deja de ser significativo al respecto que traditio del reino franco al merovingio Childeberto se simultanease asimismo con una adopción por parte de su tío el rey. En cuanto a la presencia de otro pariente que no sea el padre puede parecer en cierta forma extraña o irregular, con respecto a este campo, pero no lo es tanto si pensamos en otra institución que nos describe Tácito: la existencia del avunculado entre los germanos, y su estrecha relación con el fosterage, que el autor romano no comprendiendo bien los tramites, expresa a través de la terminología de la “toma de rehenes” (Tac. Germ. XX. 5). La asociación de la práctica del fosterage a la presencia de un sistema familiar en el que se reconoce cierto papel a los vínculos cognaticios, aparece como una forma de refuerzo de las alianzas creadas con la unión matrimonial (Lallemand, 1988). Ello explica el papel peculiar que presentan algunos personajes en la épica germánica o céltica (Cu´Chulain, Beowulf); jóvenes héroes caracterizados como sobrinos[13] con una especial relación, con su tío, frecuentemente un rey (O´Cathasaigh 1986; Bremmer 1981). Y recuerda –también- algunos episodios trasmitidos por los historiadores clásicos, como la historia de Veloveso y Segoveso (Liv. V. 34. 1-4) sobrinos del rey de los bituriges enviados por aquel como colonizadores (Marco Simón 2000).

La sustitución del padre por un avunculo materno durante el rito constituiría, así pues, una buena forma de afianzar los vínculos afectivos y sociales creados durante el periodo de crianza, reforzando aun más si cabe el lazo de la paternidad ficticia o simbólica establecido a través de ella. Ello no se podría separar del propio rango por nacimiento de los participantes –tanto el receptor como del que era recibido-, lo cual entre sujetos de distinto origen daba lugar normalmente a relaciones de clientela como sucedía en algunos tipos de fosterage (Parkes, 2003: 763-767). En otras ocasiones –entre iguales- el parentesco por las armas se mostraría más “honorífico”, como sucede en el caso de Alboino, remitiendo a la misma lógica de la alianza que observamos en torno al parentesco. Los vínculos de “parentesco ficticio” (Waffensonschaft, Blutbruderschaft) en el caso de los aristócratas se convertía en una forma de establecer o afianzar vínculos de amistad, o alianza entre sujetos (Genzmer, 1938: 133), que en ocasiones irían de la mano de alianzas más o menos directas de linajes, sin que por ello se llegase a crear una relación de dependencia.

La polisemia del sentido familiar del rito es puesta a prueba aquí para expresar a través del imaginario del parentesco otro tipo de relaciones sociales entre sujetos. En otras ocasiones no obstante, el rito se presentaría como una verdadera integración de facto y directa del joven en el grupo familiar –la deriva clientelar-, en sentido amplio, del noble que lo recibe en clientela como “hijo ficticio” (Le Goff 1977: 381). El papel de la “adopción ficticia” del joven guerrero por el líder como forma de entrada en el comitatus, destaca el simbolismo implícito en la utilización del parentesco ritual para reforzar la fidelidad (Enright 1996: 77) convirtiéndose así, finalmente, en la contraparte de la admisión a nivel tribal del joven.
Un caso intermedio entre la clientela y el fosterage tradicional lo tenemos en algunos ejemplos irlandeses en los que el parentesco materno actúa como forma de dar un status jurídico a un joven que se encuentra privado por alguna razón de el, lo que lleva a una equiparación con la “protección”·ofrecida al cliente (Janski 1999: 3-13) El carácter clientelar de la paternidad por las armas derivara asimismo en ciertas formas de establecer vínculos de sumisión más allá ya del comitatus, entre nobles o reyes (Wenskus, 1961: 362). Como tempranamente Casiodoro nos muestra a través del ejemplo de la adopción de armas por parte de Teodorico de Rodvulfo, rey de los gépidos, a cambio –claro está- de este le prestase a su vez “obsequio et devotio” (Cass. Var. IV. 2). Una nueva evolución del rito tacitéo, para adaptarse a las circunstancias, que nos sitúan ya en el alba de las instituciones medievales. Un mismo rito para la época de Tácito; un mero hecho de derecho privado, ya sin consecuencias publicas (sin la “ciudadania” tribal de turno ), en el posterior mundo feudal. Dos etapas, en resumen, de la historia de una misma institución. 

BIBLIOGRAFIA

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-Wenskus, R. 1961, Stammesbildung und Verfassung. Das Werden derfrühmittelalterlichen gentes. Böhlau Verlag, Colonia.

Notas:

Esta comunicación desarrolla parte de uno de los trabajos presentados para nuestro DEA en el área de arqueología realizado bajo la dirección del Prof. Víctor Alonso Troncoso. 
[1] Snorri Sturluson (Heinskrill. II. 4) describe un voto con sentido guerrero similar hecho por rey sueco Harald Lindo Pelo (Genzmer, 1938: 134) 
[2] Igualmente la prescripción de no entrar en el santuario del dios supremo de los semnones sin ir atados (Tac. Germ XXXVIII. 2-4 ) 
[3] El papel del banquete entre las elites germanas se apreciaría en las tumbas de guerrero más ricas en la aparición de cuernos de beber y vajillas de lujo. La participación de los miembros del comitatus en el banquete podría estar indicada por tumbas más modestas (¿de miembros de la gefolschaft)donde , junto a las armas, figuran únicamente cuernos de beber (Hachman, 1956: 15). Sobre el papel del banquete entre los germanos y celtas (Enright, 1996) 
[4] Igual sentido del final del periodo de fosterage para el mundo galo (Cesar BG. VI, 18.3) 
[5] Un correlato arqueológico tardío de esta costumbre en una estatuilla del cementerio sajona Finglesham (Kent) que representa a un guerrero desnudo (Davidson 1989: 12) 
[6] Dicha ausencia podría vincularse, en algunos casos, especialmente en el de las vainas, a fenómenos de transmisión hereditaria de las armas (Hachman 1956: 9). Lo que recuerda la escena del islandés Cantar de Hérvor (s. XIII) en la que la protagonista va a la tumba de su padre para exigirle al espectro de aquel la espada como herencia (Herv. 10-11), petición a la que debe acceder por la fuerza de la costumbre ( Herv. 21-23) 
[7] El depósito el botín -los espolia- de un ejército vencido que habría sido ofrecido en un ritual similar al descrito por Orosio para los Cimbrios . (Hist. IV. 16.5-6) 
[8] El carácter ligero de la falange germana o celta deriva de que el papel de los mercenarios bárbaros fue el de tropas ligeras (peltastai) (Gracia Alonso 2003: 74) 
[9] Hachman considera arqueológicamente la influencia lateniense un factor de aceleración de la complejidad social en la zona S. de Germania (Hachman 1956: 16-17). Igualmente Wenskus define el proceso de aparición de sociedades aristocráticas en esta área durante la 2ª EH como una “gallisch-westgermanische Revolution” (Wenskus 1961: 355-360) 
[10] Es significativa también la antroponimia de origen celta entre la elite germana, como sucede en el caso el rey suevo Ariovisto (Enright 1996: 207) o del marcomano Maroboduo (Much 1928: 32), o la serie de antropónimos en –rik, formados por analogía con los nombre galos en -rix 
[11] Inicialmente el auriga, pero un simple guerrero después Es sugerente la comparación con el soldado de infantería que actuaba como asistente del jinete entre los suevos de Ariovisto (Cesar B G I. 42) o con algunas formas de combatir celtas como la trimarcisia (Thierny 1960: 196). El sacrificio de sirvientes es citado por Cesar (B G VI. 19). 
[12] Cesar observa la dicotomía entre los galos del pasado, miembros de una sociedad guerrera y expansiva, y los de su época: dedicados al comercio, e incide en el relevo de los germanos en el papel de periferia guerrera (B G. VI. 24). Crumley observa en la distribución de los oppida galos una función de control estratégico de nudos de comunicación y rutas comerciales (1974: 32ss, 77).
[13] El fosterage avuncular aparece citado explícitamente en el Beowulf (Beowulf 2428-2429)

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segunda-feira, 30 de março de 2009

O Custo da Guerra

Nestes intres de incertidume económica custa pouco recordar aquela velha e celebre canção que ganhara tanto predicamento entre circa finais dos oitenta ou inícios dos noventa e que rezava profeticamente aquelo de "o custo da vida sobe outra vez?", bem deixando agora as questões idiomáticas e contextual-cojunturais que verso-seguido se pranteavam, não tem duvida que o tempo que nos toca viver, ou a que nos toca sobreviver molda a nossa forma de perceber no mundo.

E a situação atual, contudo o dramático da sua conjuntura, não deixa de planear dúvidas sobre certezas várias que de cote noutros momentos se nos fizeram evidentes, já foram ideológicas, económicas ou sociais, cecais também é bom momento para retomar velhos problemas, e velhas questões nos mesmos âmbitos, ou repensar de novo sobre conceitos de solidariedade, reciprocidade, dom e outros, etc., etc nao menos velhos conhecidos das ciencias sociais. Seja como for pode que esta situação na que se esta a repensar a economia, a muito atual e cotia economia, também favoreça que apanhem novo pulo ou -simplesmente- renasçam os estudos de história económica, ainda em âmbitos não tão atuais 

A este respeito resulta curioso topar-te na internete um projeto de pesquisa vinculado a âmbitos com tanto desenrolo como o da Guerra na Antiguidade, ou a Economia Antiga, eido este ultimo de grande desenrolo sobre tudo desde Finley, e ainda antes com Bücher, passando por Duncan-Jones ou Thomas Pekary.

Dois campos nos que se têm estudado profundamente, desde as mentalidades ate a tecnologia, mas que rara e estranhamente se têm dado em sinergia, dando respostas comuns a verdadeiros problemas, a saber qual era a base financeira, logística e material da guerra na Grécia ou Roma antigas, que o que este projeto da Universidade de Erfurg pretende começar a responder a través de uma simples pergunta: "Quanto lhes custava a Guerra na Antiguidade?".


Ir ao site do projeto:  ANTIKE KRIEGSKOSTEN