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terça-feira, 10 de março de 2015

Um novo túmulo principesco descoberto


Descoberto em França um novo túmulo principesco do século V a. C


Desde outubro de 2014, uma equipa de arqueólogos do Inrap vem escavando com uma tumba principesca datada do início do século V a.C, dentro de um complexo funerário monumental excepcional em Lavau (Aube).


Tumba principesca excecional
No centro de um túmulo de 40 m de diâmetro, o falecido e seu carro no medio de uma vasta câmara funerária de 14 m², um das maiores registradas pelos arqueólogos para esta época do fim da Idade do Ferro (Hallstatt).


De acordo com o colapso dos níveis do túmulo, o túmulo contém depósitos funerários de uma riqueza digna das mais altas elites hallstatticas. Dispostos em um ângulo, os objetos mais ostentosos consistem de piscinas, uma cista de bronze cista (balde) com uma decoração acanalada cerâmica fina, e uma faca na sua bainha.


A peça central do depósito funerario é um caldeirão de bronze, de cerca de 1 m de diâmetro. Quatro assas circulares estão adornados com cabeças Acheloo deus-rio aqui representados com chifres, barbudo, com orelhas de touro e um bigode triplo. A borda do pote é decorado com oito cabeças de leões. A obra é grega ou etrusca.


No interior do caldeirão repousa um oinochoe cerâmico de figuras pretas no que apares Dionísio deitado sob uma videira enfrentado a uma personagem feminina. A representação seria uma cena do banquete, um tema recorrente na iconografia grega.


O lábio e ao pé do jarro são definidos com uma placa de ouro, destacada por uma decoração en fligrigna imitando meandros de água. Um serviço de bebida de origem greco-itálico que reflete as práticas de banquete das elites aristocráticas celtas.

Principados celtas e cidades-estados gregas e etruscas
O final do século VI e início do século V a.C, estsão marcados pelo desenvolvimento da atividade econômica das cidades-estados gregas e etruscas do Ocidente, especialmente Marselha. Em busca de


escravos, metais preciosos e mercadorias (incluindo âmbar), os comerciantes do Mediterrâneo entrar em contacto com as comunidades celtas continentais.


Aqueles que dominavam as vias naturais de comunicação, especialmente na área do interflúvio do Loira-Sena-Saona-Rin-Danúbio, beneficiam-se do tráfego e vêm suas elites adquirir muitos produtos


 de prestígio que os mais notáveis são encontrados enterrados em túmulos monumentais, como por exemplo Heuneburg e Hochdorf na Alemanha, Bourges, Vix em França e agora Lavau


Espaço funerario, Lugar de memória
A vocação funeraria deste site é remarcavel, incluindo a sua perduravilidade. As primeiras sepulturas de cremação e tumulos circulares delimitadas por fossos são criadas no final da Idade do Bronze (cerca de 1300-800 aC).


Sucede-lhes, durante a primeira Idade do Ferro, um guerreiro com sua espada de ferro e uma mulher adornada com pulseiras de bronze sólido. Por volta do 500 aC, as fossas de quase três metros de profundidade uniram em um único conjunto monumental estes monumentos antigos e a um tempo construe-se o tumulo principesco. 


Este espaço memorial ainda está em uso no período galo-romano: as valas do monte são conservados, os túmulos antigos ocupam agora o espaço.

O conhecimento dos principados celtas renovada
A escavação do túmulo de Lavau renova hoje em dia a pesquisa e o conhecimento do fenómeno principesco da primeira Idade do Ferro na Europa Ocidental. Melhor preservada que as túmbas de carro de Vix


 (Côte d'Or) e Hochdorf em Baden-Württemberg (Alemanha), a de Lavau hoje foi excavada por uma equipa interdiciplinar utilizando as mais recentes metodologias e técnicas desenvolvidas pelo já durante a escavação do túmulo de Warcq (Ardenas).

Fonte: Inrap


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Ethnographisch-Archäologische Zeitschrift Nº 53/1


Ethnographisch-Archäologische Zeitschrift
Vol. 53/1 - 2012


INDEX

Abhandlungen

«Das ergab aber ein so buntes und wenig eindrucksvolles Bild». Zu den Anfängen der archäologischen Kartographie in Deutschland (1870–1914)
Susanne Grunwald

Überlegungen zum organischen Gerätetyp «Vorschaft» des 
europäischen Magdalénien
Sebastian Pfeifer

Theoretische Archäologie und Historische Erzählung. Zu Hochkultur 
und Barbaricum am Beispiel der Fürstensitze der Späten Hallstattzeit
Beat Schweizer

Social Construction and the Invisible Gender Roles in Talensi 
House Construction
Gertrude Aba Mansah Eyifa-Dzidzienyo


Tagungsbericht

Gewalt und Gesellschaft. Dimensionen der Gewalt in ur- und frühgeschichtlicher Zeit. Bericht zur Tagung vom 14.–16. 
März 2013 in Würzburg
Thomas Link


Besprechungsaufsatz

Die Fundverteilungen von Kalkriese Oberesch im Rahmen einer Schlachtfeldarchäologie: Neue Aspekte zur Interpretation 
des Fundplatzes
Nils Müller-Scheeßel


Ir ao número da revista:  EAZ

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Centralização e Urbanização na Idade do Ferro


Paths to Complexity
Centralisation and Urbanisation in Iron Age Europe

Fernández-Götz, M.; Wendling, H. & Winger, K., Paths to Complexity: Centralisation and Urbanisation in Iron Age Europe. Oxbow Books , Oxford 2014  ISBN: 9781782977230


Sinopse
O aparecimento e desenvolvimento das primeiras cidades, tem onstituido um dos desafios principais da investigação em arqueologia e história antiga. Estudar as cidades a longo prazo e com uma perspectiva trans-cultural que vincule o passado com o presente, 


levaria a um melhor entendimento de um dos desenvolvimentos mais importantes da história humana. Ademais, a investición arqueológica das cidades antigas pode contribuir a perceber melhor os processos contemporâneos de urbanização.



Os 21 contributos do volume reúnem o mais recente da investigação continental, tanto por parte de investigadores consolidados como de jovens colegas que fornecem novas perspectivas. A Idade de Ferro no se conjunto é a focagem dos temas desenrolados como são as semelhanças e diferencias observadas entre os processos de urbanização e centralização do Ferro Inicial e Final.


As novas aproximações sobre a organização interna dos assentamentos e os seus processos de formação; a suministro economico desde o seu meio dos sítios centrais e a função crucial de santuários na formação dos nucleos urbanos. 


Os contributos cobrem uma área que vai desde o centro de Espanha à Moravia e desde França do sul à Grã-Bretanha. A finalidade é oferecer um trabalho de referência para os leitores interessados na arqueologia de Idade do Ferro assim como no processo de urbanização em geral


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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Os Celtas no Norte da Itália - Livro

Les Celtes et l’Italie du Nord
I Celti e l’Italia del Nord

Barral, Ph; Guillaumet, J-P; Roulière-Lambert, M.J, Saracino, M & Vitali, D. (dir), Les Celtes et l’Italie du Nord. Premier et Second Âges du Fer /I Celti e l’Italia del Nord. Prima e Seconda Etâ del Ferro. Actes du 36ème colloque international de l'AFEAF. Revue Archéologique de l’Est, Supplément Nº 36, S.A.E, Dijon 2014, 740pp.   ISBN 978-2-915544-27-5


Sinopse
O colóquio de Vérona foi a ocasião de apresentar diante dos especialistas as descobertas e resultados das investigações mais recentes efetuadas no norte da Itália. Também foi uma ocasião de intercâmbios de conhecimentos sobre uma Itália Cisalpina fortemente unida, desde sempre à Transalpina.


Os trabalhos dos archéologos acrescentaram-se com os dos linguistas e numismáticos, que contribuem a um enriquecimento fundamental do nosso conhecimento sobre a Gália Cisalpina, « laboratório » onde Roma pôs em prova as modalidades de conquista e de gestão que ia aplicar no mundo transalpino alguns anos mais tarde.

Inscripção em lingua lepontica de Prestino

Os temas ilustrados nas sessenta contribuições apresentadas neste volume são complementarias e constituem um conjunto de informações que atestiguan a rápida renovação dos dados sobre uma grande parte da Europa ocidental para o período compreendido entre o VII e o I século antes nossa era, particularmente sobre a questão das relações entre as comunidades protohistoriques ao norte e ao sul de Alpes.


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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Identidade e Poder na Gália - Livro


Identity and Power

Fernandez-Gotz, M., Identity and Power. The Transformation of Iron Age Societies in Northeast Gaul. Univ. of Amsterdam, 298pp.  ISBN: 9789089645975


Sinopse
Este livro traça a evolução das comunidades da Idade do Ferro, no nordeste da Gália com um foco particular sobre a região do Rim-Mosela.


Traçando a transformação das identidades sociais nessas comunidades, Manuel Fernández-Götz examina a sua organização social e política; seus ciclos de centralização e descentralização; as origens da cultura La Tène; o surgimento da oppida, ou povoados fortificados; e o significado de santuários. 


Baseando-se em dados arqueológicos, referências históricas e observação antropológica, ele dá um importante contributo para o conhecimento das sociedades da Idade do Ferro.


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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Da Familia à Etnia na Gália - Livro


De la Familia a la Etnia

Fernández-Götz, Manuel, De la Familia a la Etnia. Protohistoria de la Galia Oriental. Real Academia de la Historia, Madrid, 2014  412pp. ISBN: 9788415069621


Sinopse
Este livro fornece uma síntese atualizada e inovadora da evolução das sociedades do da Gália Oriental durante a proto-história, em que é dada especial atenção às questões de identidade social e as relações de poder.


O estudo da etnicidade, o género, a idade e a classe social representa uma valiosa contribuição para os arqueólogos e historiadores do mundo antigo em geral, enquanto os capítulos sobre a Gália


pré-romana abordar questões críticas para o conhecimento do mundo celta, como o papel das migrações, a emergência dos oppida como assentamentos de caráter urbano ou a importância dos santuários para a construção de identidades coletivas


O trabalho oferece, ademais da sequência cultural estudada, uma complexa análise das estruturas que permitem sintetizar os distintos níveis organizacionais e sociais das gentes da Idade do Ferro: casa, família extensa, sub-etnia, etnia e macro categoria étnica.


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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Armamento e Arqueologia da Guerra - Talher

Armamento y arqueología de la guerra en la Península Ibérica prerromana (s. VI-I a.C.): Problemas, objetivos y estrategias

Quando: 17 Janeiro
Onde: Madrid


O Instituto Arqueológico Alemão de Madrid (DAI), organiza o próximo ano um talher intitulado Armamento e arqueologia da Guerra na Península Ibérica Pré-romana. O talher esta coordenado pelos doutores Dirce Marzoli (Deutsches Archäologisches Institut Abteilung Madrid), Raimon Graells i Fabregat (Römisch Germanisches Zentralmuseum Mainz. Forschungsinstitut für Vor- und Frühgeschichte)


Este talher apresenta o estado atual da investigação sobre o armamento e a guerra durante a Idade de Ferro na Península Ibérica. O objetivo é analisar o relacionamento entre as tradições locais e as influências estrangeiras bem como o impacto desta interação nos respetivos desenvolvimentos locais, com reflexo direto na identidade das suas elites.



Para isso no talher se discutem diferentes feições da investigação atual bem como se apresentam novos reptos e objetivos para a investigação arqueológica da guerra na Península Ibéria pré-romana. O evento é uma continuação da reunião organizada em 1996 baixo a direção de P. Moret e F. Quesada na Casa de Velázquez (Madrid).


 Programa



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Artesãos e Comercio entre Hallstatt e La Téne

8º Journée de Protohistoire Celtique de l’ENS

Quando: 7 Junho
Onde: Paris





O final do período de Hallstatt viu o desenvolvimento, a costa das residências principescas, de estabelecimentos de menor importância, não fortificados, às vezes densamente ocupados, e claramente orientados para a produção de bens manufaturados (especialmente metal).


Estas jornadas pretendem discutir a situação socioeconómica destes assentamentos e tentar identificar os grupos sociais motores neste processo e as consequências que essas mudanças, especialmente as económicas, tiveram sobre o modo de vida dos celtas do século V a.C.


 Programa



quarta-feira, 20 de março de 2013

A kline de Hochdorf

LA «BANQUETTE» DE LA TOMBE PRINCIERE HALLSTATTIENNE DE HOCHDORF
Représentation, analyses, reproduction, étude

Quando:  27 Março
Onde:   Paris


Um dos objetos mais extraordinárias do grande túmulo de hallstático Hochdorf em Baden Württemberg (540-530 aC) é um grande leito (kline) de bronze apoiado sobre cariátides, cheio de uma decoração de cenas de luta. É considerada uma produção de um talher do norte da Itália a partir dos seus paralelos em modelos etruscos e mediterrâneos, que teria como destinatário a um membro dum poderoso grupo aristocrático da zona de Asperg, perto de Stuttgart.



Ela constitui uma mina inesgotável de informações sobre as relações artesanais entre a Itália arcaica e o mundo hallstático, sobre o funcionamento das primeiras sociedades da Idade do Ferro na Europa temperada, e as formas de transferência dos modelos ideológicos e etruscos e Itálicos nos Alpes, na altura na que se estava dando a formação dos primeiros centros urbanos da região.



Este encontro apresenta os últimos resultados de um programa de pesquisa multidisciplinar promovido  pela DFG coa cooperação do Ladex TransfeS e o Centre allemand d’Histoire de l’Art de Paris. Todos os procedimentos clássicos e modernos serao postos em comum para a melhor entendimento do fabrico e utilização deste objeto único e para reconstruir para o público geral a sua complexidade público



Técnicas como a tomografia computadorizada, o scanner 3D de precisão, as análises isotópica analisas, tenham dado uma nova dimensão aos estudos arqueológicos e históricos, cujos resultados podem ser validados a partir da reprodução experimental da peça


Programa

14h15 – Andreas Beyer (Centre allemand d’Histoire de l’Art de Paris), Michel Espagne (CNRS, UMR 8547, labex TransferS, Paris), Accueil

14h30 – Erwin Keefer (Landesmuseum Stuttgart), Le programme de la DFG pour l’étude de la   banquette de Hochdorf

14h50 – Jörg Biel, La tombe et la banquette de Hochdorf, histoire de la découverte et des recherches

15h20 – Martin Schaich (Société ArcTron, Munich), Le laserscan de précision au service de l’étude et de la reconstitution de la banquette de Hochdorf

15h50 – Nicole Ebinger Rist, Les résultats techniques et documentaires des mesures par Computed Tomography des figurines de Hochdorf

16h20 – Pause

16h30 – Diana Modaressi-Tehrani (Bergbaumuseum, Bochum), Les analyses physicochimiques de la banquette de Hochdorf

17h – projection du film sur la fabrication de la copie de la banquette par Markus Bingelli (Zentrum für Forschung und Entwicklung der pädagogischen Hochschule Bern)

17h30 – Stéphane Verger (EPHE, UMR 8546), La banquette de Hochdorf, entre Etrusques et Celtes: étude archéologique, iconographique et historique

18h – Discussion animée par Florian Stilp (Centre Allemand d’Histoire de l’Art de Paris)


Postagem relacionada:  Re-Pensando Hochdorf

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Entre Tara e o Asperg - Re-pensando Hochdorf




Acabamos de ler um curto mas fascinante artigo do arqueólogo Stéphane Verger, no este pesquisador faz um ensaio de síntese e reconstrução da sociedade da primeira idade do Ferro através dos objectos contidos num jazigo tão conhecido e tantas vezes citado, como é o da tumba principesca de Hochdorf.



O artigo de Verger leva-nos além da descrição para planejar um inovador marco interpretativo no que se une uma impecável análise da cultura material, junto com o uso sem prejuízos das fontes textuais, neste caso procedentes da epica irlandesa alto-medieval, que lhe permite exumar sucessivamente as evidências do ritual nas coisas e logo a través delas as categorias sociais subjacentes da organização política de inícios do Ferro na Centro-Europa.

distribuição do porco no Midchúarta de Tara, segundo Sayer

Partindo dum artigo de William Sayer, no que se estudava a organização dos banquetes celebrados nas célebres Midchúarta (Salão da bebida) irlandeses e a participação distintiva que neles se lhe dava a cada uma das classes sociais da sociedade gaélica, Verger estabelece uma interessante comparação na que o caso irlandês serve como modelo heurístico, sem cair na simplificação de presupor uma identidade total entre ambos casos.



O autor parte da ideia de que o reparto das distintas partes do animal segundo o posição social e o status puído ser uma ideia também presente no contexto da tumba de Hochdoff, e rastreia os elementos que podam indicar essas participações diacríticas (diferenciais) entre os membros dum banquete, através dos serviços de mesa presentes na tumba. Elo lhe permite observar em um elemento como a decoração as diferentes classes de sujeitos presente, ou mais bem, elididos através dos objectos.




Se podem distinguir assim na vaijela  metalica da tumba nove personagens, possivelmente as de mais alto status, cujos pratos ficam na tumba junto ao seu "principe", e que a sua vez são divididos em 3 categorias distintas, formadas respectivamente por 3 personagens com pratos muito decorados, com motivos geométricos, e outros 5 com uma mais simples decoração de pontos, mais um nono sem decoração que considera pertencente a um indivíduo intermédio na escala social do banquete entre estes dois grupos da elite.


Elo segundo o autor mostra: "que o serviço de carne Hochdorf assim como a descrição do salão real de Tara, revelam um sistema muito sofisticado de classificação dos participantes de acordo com seu status, a sua posição e suas prerrogativas rituais". Pela contra em quanto a bebida, observa o autor uma duplicidade de patrões de consumo entre os serviços de mesa e objectos debicados ao reparto da carne e por outro os utensílios participes no consumo e distribuição da bebida alcoólica.



Mentres que o primeiro mostraria as diferenças dentro da sociedade, e, mais concretamente, as distintas categorias dentro da elite, a bebida ocuparia um papel de agregação simbólica a um nível tribal. Assim no aspecto dos nove chifres observamos em 8 deles uma igualdade, que só é rota pelo grande corno que faz o número 9 e que mostra uma decoração e uma capacidade que o distingue claramente dos outros.



Precisamente a quantidade de bebida que permitia conter este chifre permite a Verger identificar este corno como de sentido colectivo e implicado possivelmente em rituais, como o juramento, no que participariam vários comensais, mais também com a figura especialmente destacada do monarca como representante da comunidade e organizador do banquete.



A partir desta ideia Verger faz uma digressão sobre a identidade nas línguas célticas entre o vocabulário da bebida e o do poder politico, estudado por Lambert, que lhe serve de novo recorrendo às fontes textuais para propor a identificação de algumas pequenas figurinhas femininas realizadas em bronze presentes em Hochdorf, como representações de deusas identificáveis com uma concepção da soberania -assim como da bebida- como a que se pode topar nos mitos irlandeses



Em este sentido a tumba de Hochdorf se nos amostra na re-leitura de Stéphane Verger como uma radiografia política da Idade do Ferro centro-europeia, na que a se nos apressenta um individuo que sem dúvida deveu ocupar um papel essencial na comunidade -e difícil não pensar em alguma forma de monarquia- e cuja especial relevância se nos mostra  como congelada em uma foto fixa através de um momento social tão importante e significativo como é o do banquete.



Neste sentido este artigo constitui uma interessante contribuição a uma autentica arqueologia política e institucional da proto-história céltica europeia.


Verger, S.,"Partager la viande, distribuer l’hydromel.Consommation collective et pratique du pouvoir dans la tombe de Hochdorf" Krausz,S. et alii(eds.) L'Âge du fer en Europe. Mélanges offerts à Olivier Buchsenschutz. Ausonius, Bordeaux, 2013  pp. 495-504   [disponivel aqui]