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terça-feira, 7 de agosto de 2012

SIDEREUM ANA III

SIDEREUM ANA III
El Río Guadiana y Tartessos

Quando: 19-21 Setembro
Onde:  Mérida


As reuniões SIDEREUM ANA organizadas pelo Instituto de Arqueologia de Mérida começaram em 2006 com o duplo objetivo de intensificar a investigação arqueológica sobre a Proto-história do Vale do Guadiana e fomentar os contactos científicos entre os arqueólogos espanhóis e portugueses que desenvolvem a sua atividade nas duas beiras do riu.

Em setembro de 2012 celebra-se a terceira edição, com a mesma filosofia, e sobre o sugestivo tema de O Rio Guadiana e Tartessos. Com esta terceira entrega dedicada aos momentos centrais da Idade do Ferro no Sudoeste complementa-se o ciclo iniciado com as duas anteriores centradas no Período Pós-Orientalizante e no Bronze Final.

Os espetaculares achados das necrópoles da zona de Beja (Portugal) junto a outros produzidos em meio de Mérida, sede do Encontro, bem como as descobertas referidas ao mundo fenício na desembocadura do riu acham-se entre as novidades mais sobressalientes, que vêm a se unir a estudos mais gerais sobre a questão tartésica ou a arqueologia e a paisagem do Guadiana Sidérico.


  Programa




quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Estela de Fundão apresenta-se



O Museu Arqueológico do Fundão será apresentada oficialmente a recentemente aparecida estela de Fundão que é considerada a peça de maior tamanho topada até o momento dentro das chamadas estelas do sudoeste. A estela será apresentada em uma;conferência publica dada pola arqueóloga Raquel Vilaça da Universidade de Coimbra, que decorrera na próxima Segunda-feira, dia 18 de junho, às 18:00 horas.

Estela de Fundão, foto: Museu Arq. de Fundão

A estela foi identificada junto à aldeia do Telhado, pelos membros da equipa do Museu Arqueológico de Fundão, um enorme monólito granítico de cerca de 2,70m de altura, datada no Bronze Final entre o 1.200 e o 1.000 a.C. Na superfície da pedra encontram-se gravados vários elementos, entre os quais figuram um capacete, uma lança, uma espada e escudo com uma escotadura em V, elementos típicos de esta tipologia de monumentos.

Escudo com escotadura em v, imagem: Sociedade Trebarvna

Há distintas hipóteses sobre a função das estelas, uma das hipóteses assinala o seu uso como marcador de territórios e/ou rotas de passo ganadeiras segundo propusera Eduardo Galán, a outra considera que forem pensadas como lapide no local de uma sepultura, possibilidade que tem sido recuperada de forma bastante convincentemente por Sebastián Celestino no seu libro Estelas de Guerrero y Estelas Diademadas.




Postagem relacionada:  O Guerreiro na sua Chaira

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Proto-Naufragios



A banda estava disposta e as multidões remoinhavam-se na beira da marinha da Dover para assistir ao histórico momento, o barco achegou-se era tal a imagem daquele da idade do Bronze que fora topado lá há só umas décadas, réplica a escala da metade do tamanho do original. E agora trás meses de espera ele estava lá disposto para entrar nas frias águas da badia de Dover de novo como faz milénios.


Uma equipa de arqueólogos e artesãos levavam vários meses lavrando a madeira tendo por únicas ferramentas singelas brossas de bronze como aquelas que teriam usado usado os seus ancestrais a já mais de 3.500 anos. Mais o tempo botava-se-lhe derriba, ainda só umas horas antes do lançamento rematavam-se os últimos detalhes, não havia tempo para provas prévias daquela


E lá estavam já uma equipa de remeiros esperava cós seus salva-vidas para subir a bordo coa nave já na água, mas pronto algo notou-se ia mal, só uns segundos depois de tocar o mar o barco tinha que ser resgatado chorrando água, o barco afundira.



A banda calou, o chefe do projeto colheu a champanhe e num último gesto em honor a aquele grande arqueólogo escandinavo que tanto trabalhara mas se fora ao Além antes de vê-lo, escorchou a botelhe e logo verteu o líquido batizante sobre a proto-naufraga nave: “Ole Crumlin-Pedersen!”. Descansem em paz

Adicado a Fernando Alonso Romero; outro proto-naufrago que sim flotou   
     

Postagem relacionada:   Construir um barco no Bronze Final

sábado, 7 de abril de 2012

Outeiro do Circo


Localizado numa zona de grande fertilidade agrícola, conhecida como Barros de Beja, em pleno centro da peneplanície do Baixo Alentejo, o Outeiro do Circo surge-nos como paradigma da ocupação humana nesta região durante a Idade do Bronze.

Possuidor de características únicas proporcionadas pela sua invulgar dimensão (17 ha), pelo seu complexo sistema defensivo ou pela sua localização privilegiada, o povoado fortificado do Outeiro do Circo constitui-se como um sítio chave para a compreensão da evolução do povoamento regional ao longo de toda a Idade do Bronze.


Nesta região conhecem-se atualmente dezenas de outros sítios com ocupações desde o Bronze Médio à Iª Idade do Ferro, que incluem necrópoles ou povoados abertos de planície. O conjunto de novos dados existentes neste território permite que se comece a ensaiar um modelo da evolução do povoamento entre o II e o I milénio antes da nossa era.


O Projeto Outeiro do Circo iniciado em 2008 centrou-se na análise e escavação dos taludes murados que rodeiam o povoado na íntegra revelando estratégias construtivas complexas e criativas face aos problemas colocados pelos condicionalismos locais.


domingo, 18 de março de 2012

Construir um barco no Bronze Final


Vai uns dias topei-me coa noticia de um interessante projeto de pesquisa arqueológica, chamado BOAT 1550 a.C, que reúne em parceria a sete instituições académicas do Reino Unido, Bélgica e França para a construção de uma réplica de um barco de 3.500 anos de idade, nada mais e nada menos que o conhecido Barco de Dover, que fora descoberto na cidade inglesa abaixo da Townwall Street, durante a construção de um viaduto, há já 20 anos, e que atualmente é conservado no Museu de Dover.


A descoberta do barco de Dover no 1992 resultou um autêntico fito, pois mostrou a complexidade dos meios de navegação e da tecnologia naval em uma época na que é conhecida a existência de um intenso tráfego comercial motivado pelo comercio do metal, como é o Bronze Final; no que o mar uniu as comunidades do ocidente europeu. Magnificamente preservado o barco amosava novas técnicas ante então insuspeitas, além das barcos de coiro ou o uso de pirogas monóxilas, já que eram conhecidos.


O evento esta suportado pelo financiamento da União Europeia, e inclui demonstrações de de construção de barcos antigos em madeira usando réplicas das ferramentas autênticas da Idade do Bronze, tudo elo faz parte dos estágios iniciais de construção da réplica em escala do barco.


O projeto durara dois anos e meio e rematara com um grande exposição itinerante da que se publicara um catálogo. Também estão projetadas diversas reuniões cientificas coma Colóquios, Congressos a mais atividades de divulgação vinculadas todas elas com a temática do projeto: o barco de Dover e a sua época


No video acima o arqueologo Peter Clark autor e editor de livros sobre o tema como The Dover Bronze Age Boat (2004) e The Dover Bronze Age Boat in Context (2004) ou o recente Bronze Age Connections: Cultural Contact in Prehistoric Europe (2009) introduzindo o projeto. Podeis consultar aqui abaixo consultar o dossier de prensa que resume o BOAT 1550 a.C


 Dossier




+INFO ir ao site do projeto:  BOAT 1550 B.C

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Os Caldeirões e Situlas Atlânticos


Atlantic Cauldrons and Buckets

Gerloff, S., Atlantic Cauldrons and Buckets of Late Bronze Age and Early Iron Ages in Western Europe. Prähistorische Bronzefunde,
Ab. II, 18 Franz Steiner Verlag, Stuttgart 2010,   615 pp.
ISBN: 978-3-515-09195-4


Sumario:

As sítulas e caldeirões de idade de bronze e posteriores estão entre as relíquias maiores e mais impressionantes que sobreviveram do passado proto-histórico da Europa ocidental. O termo Atlântico como aplicado a estes objetos é relativamente recente, for introduzido por Christopher Hawkes e Smith Margret em 1957, para distinguir esses grandes vasos folha de bronze remachada de contendores similares encontrados na Europa Central e no Mediterrâneo. Eles forem objeto de estudos clássicos como Leeds, ou o dos próprios Hawkes e Smith, que fornecem a base para o presente reexame e atualização da tipologia, cronologia, origem e função destes.

A função de caldeirões semelha que é o de um principalmente cerimonial. Na mitologia celta, os caldeirões estão intimamente ligados com festas e banquetes que foram realizadas em salas para banquetes. Na Irlanda, grandes salões e estruturas semelhantes estão associados a muitos sites de reais, onde uma grande estrutura retangular conhecido como Banqueting Hall (Ensine Miodhchuarta).

A associação dos caldeirões atlânticos com ganchos de carne sugere que eles foram usados para cozinhar a carne, do mesmo jeito que as sítulas pela sua forma parece indicar um uso restringido a conter líquidos, possivelmente alcoólicos. Estes vasos funcionarem durante festas e banquetes” ou outras ocasiões cerimoniais, o qual explica que foram incluídos entre o repertorio das oferendas rituais da Bronze Final e do Ferro, já for em pântanos, lagos, rios ou em depósitos rituais topados em castros ou nos seus acessos.


  INDEX




+INFO no site do:   Prähistorische Bronzefunde

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Europa Atlântica no Iº Milénio a.C - Livro


ATLANTIC EUROPE IN THE FIRST MILLENIUM B.C


Moore, T. & Armada, X-L., Atlantic Europe in the First Millenium B.C. Crossing the Divide.
Oxford University Press, Madrid 720 pags.
ISBN: 979-0-19-956795-9

Manha mesmo quinta-feira dia 24 de novembro sai ao lume o livro Atlantic Europe in the First Millenium B.C. Crossing the divide que reúne as atas da Congresso organizado polo Departamento de Arqueologia da Universidade de Durham em novembro do ano 2007 baixo o titulo de Western Europe in the First Millenium e que reuniu em a maioria dos mais destacados especialistas no Bronze Final e a Idade do Ferro na Faciana Atlântica de Europa, das quais o livro apresenta uma perspetiva atualizada do estado da investigação sobre esta época e das suas principais linhas e prospetivas. e esta editado por duas jovens promessas da arqueologia britânica e galega, T. Moorre e X-L Armada,  antigo companheiro de estudos (e bo amigo) de quem isto escreve, e que por aqueles anos fora bolseiro post-doutoral na citada Universidade de Durham

Desde o Archaeoethnologica a nossa noraboa aos editores por este livro, froito dum longo trabalho bem feito, e que pensamos será ponto de referência no estudo sobre este período da proto-história nos próximos anos, tanto a um lado como a outro deste nosso Atlântico.


Sinopse
Os estudos sobre o Primeiro milénio a.C na Europa testemunham uma crescente divisão teórica entre as abordagens adotadas nos diferentes países. Embora temas como etnia, identidade e agência têm dominado muitos estudos nas Ilhas Britânicas, estes temas têm tido menos ressonância nas abordagens continentais do mesmo período Ao mesmo tempo os estudos britânicos e ibéricos sobre o primeiro milénio a.C estudos, tenham-se tornado cada vez mais divorciados da pesquisa realizada no resto da Europa. Enquanto essa divergência reflete profundas divisões históricas na teoria e metodologia entre as perspetivas europeias, é uma questão que tem sido amplamente ignorada polos estudiosos do período.

Este volume aborda estas questões, reunindo 33 trabalhos realizados pelos principais estudiosos da Idade do Bronze e do Ferro na França, Espanha, Portugal, Bélgica, Irlanda, América do Norte e Reino Unido. Os capítulos iniciais introduzem os temas principais (a paisagem, organização social, a historiografia, as dinâmicas de mudança, e a identidade), fornecendo uma visão geral sobre a história de abordagens da investigação para estas áreas, perspetivas sobre os problemas atuais e possíveis direções futuras da pesquisa. Nos capítulos seguintes esses temas desenrolassem através estudos de caso e questões específicas relativas ao primeiro milénio antes de Cristo no área atlântica da Europa Ocidental.


INDEX

Part 1. Crossing the divide

1: Tom MOORE and Xosé-Lois ARMADA: Crossing the Divide: opening a dialogue on approaches to Western European first millennium BC studies


Part 2. Landscape studies

2: Gonzalo RUIZ ZAPATERO: Settlement and landscape in Iron Age Europe: archaeological mainstreams and minorities

3: William MEYER and Carole L. CRUMLEY: Historical ecology: using what works to cross the divide

4: Sebastián CELESTINO PÉREZ, Victorino MAYORAL HERRERA, José Ángel SALGADO CARMONA and Rebeca CAZORLA MARTÍN: Stelae iconography and landscape in south-west Iberia

5: Ignacio GRAU MIRA: Landscape dynamics, political processes and social strategies in the eastern Iberian Iron Age

6: Oliver DAVIS: A re-examination of three Wessex type sites: Little Woodbury, Gussage All Saints and Winnall Down

7: Francisco SANDE LEMOS, Gonçalo CRUZ, João FONTE and Joana VALDEZ: Landscape in the Late Iron Age of north-western Portugal

8: Pierre NOUVEL: La Tène and early Gallo-Roman settlement in central Gaul. An examination of the boundary between the Aedui, Lingoni and Senoni (Northern Burgundy, France)


Part 3. The social modelling of Late Bronze Age and Iron Age Societies

9: John COLLIS: Reconstructing Iron Age Society revisited

10: How did British Middle and Late Pre-Roman Iron Age societies work (if they did)a

11: Inés SASTRE PRATS: Social inequality during the Iron Age: interpretation models

12: Francisco Javier GONZÁLEZ GARCÍA, César PARCERO-OUBIÑA and Xurxo AYÁN VILA: Iron Age societies against the state. An account on the emergence of the Iron Age in north-western Iberia

13: Guy DE MULDER and Jean BOURGEOIS: Shifting centres of power and changing elite symbolism in the Scheldt fluvial basin during the Late Bronze Age and the Iron Age

14: Rebecca PEAKE, Valérie DELATTRE and Régis ISSENMANN: Examples of social modelling in the Seine valley during the Late Bronze Age and Early Iron Age

15: Raimund KARL: Becoming Welsh. Modelling first millennium BC societies in Wales and the Celtic context

16: Dimitri MATHIOT: Person, family and community: the social structure of Iron Age societies seen through the organization of their housing in north-western Europe

17: Rachel POPE and Ian RALSTON: Approaching sex and status in Iron Age Britain with reference to the nearer continent


Part 4. Continuity and change

18: Barbara R. ARMBRUSTER: Approaches to metalwork - the role of technology in tradition, innovation and cultural change

19: John C. BARRETT, Mark BOWDEN and David McOMISH: The problem of continuity: re-assessing the shape of the British Iron Age sequence

20: Katharina BECKER: Iron Age Ireland: continuity, change and identity

21: Jody JOY: Exploring status and identity in Later Iron Age Britain: reinterpreting mirror burials

22: Jesús F. JORDÁ PARDO, Carlos MARÍN SUÁREZ and Javier GARCÍA-GUINEA: Discovering San Chuis hillfort (northern Spain): archaeometry, craft technologies and social interpretation

23: Alicia JIMÉNEZ DÍEZ: Changing to remain the same. The southern Iberian Peninsula between the third and the first centuries BC


Part 5. Rhythms of life and death

24: Robert VAN DE NOORT: Crossing the divide in the first millennium BC: a study into the cultural biographies of boats

25: Leonardo GARCÍA SANJUÁN: The warrior stelae of the Iberian south-west. Symbols of power in ancestral landscapes

26: Miguel Ángel ARNÁIZ ALONSO and Juan MONTERO GUTIÉRREZ: Funerary expression and ideology in the Cogotas culture settlements in the northern Meseta of the Iberian Peninsula

27: Raimon GRAELLS FABREGAT: Warriors and heroes from the northeast of Iberia: a view from the funerary contexts

28: Ian ARMIT: Headhunting and social power in Iron Age Europe

29: Valérie DELATTRE: The ritual representation of the body during the Late Iron Age in northern France


Part 6. Exploring European research traditions

30: Richard HINGLEY: Iron Age knowledge: Pre-Roman peoples and myths of origin

31: Adam ROGERS: Exploring Late Iron Age settlement in Britain and the near Continent: Reading Edward Gibbon s The Decline and Fall of the Roman Empire and examining the significance of landscape, place, and water in settlement studies

32: Guillermo-Sven REHER DÍEZ: The introduction to ethnicity-syndrome in protohistorical archaeology

33: Niall SHARPLES: Boundaries, status and conflict: An exploration of Iron Age research in the 20th century



+INFO no site de:  Oxford University Press

terça-feira, 22 de novembro de 2011

RACF 50, 2011

Revue archéologique du Centre de la France
50, 2011


Stéphane Joly, Florent Mercey, Anne Filippini, Valérie Abenzoar, Morgane Liard et Fréderic Poupon
Un nouvel habitat du Bronze final IIIb dans le Val d’Orléans et ses traces de métallurgie du fer : Bonnée, Les Terres à l’Est du Bourg (Centre, Loiret)

Frédéric Dupont, Bruno Lecomte, Jérémie Liagre, Julie Rivière et Jonathan Simon
Un établissement du début du premier âge du Fer en Eure-et-Loir : Sours, Les Ouches

Francesca Di Napoli et Dorothée Lusson
Deux occupations rurales de La Tène ancienne à Sainte-Maure-de-Touraine, Les Chauffeaux (Indre-et-Loire)

Bénédicte Quilliec et Jean-Marie Laruaz
Un établissement rural de La Tène finale à Couesmes, La Tesserie (Indre-et-Loire)
 
Gilles Desrayaud
Ferme gauloise et établissements ruraux gallo-romains du Bois de l’Homme Mort, Saint-Pathus (Seine-et-Marne) milieu iie s. av.-début ve ap. J.-C.

Frédéric Méténier
Le sanctuaire gallo-romain de Drevant (Cher): état des connaissances et nouvelle approche archéologique des façades sud et est

Jasmine Boudeau
Devenir et place des thermes publics dans les castra du Bas-Empire du Nord-Ouest de la Gaule: étude de dix chefs-lieux de cité de Gaule Belgique et Lyonnaise

Frédéric Epaud
La charpente de la nef de la cathédrale de Bourges


Notes et documents

Monique Dondin-Payre et Christian Cribellier
Un ex-voto oculaire inscrit trouvé au Clos du Détour à Pannes (Loiret), sanctuaire du territoire sénon

Alain Ferdière
Voyage à travers la Gaule profonde - XV


Comptes rendus d’ouvrages

Luc Bourgeois
Elisabeth Zadora-Rio (dir.), Des paroisses de Touraine aux communes d’Indre-et-Loire : la formation des territoires, Tours, FERACF, 2008 (34e suppl. à la RACF)

Olivier Buchsenschutz
I. Jahier (dir.), L'enceinte des premier et second âges du Fer de la Fosse Touzé (Courseulles-sur-Mer, Calvados). Entre résidence aristocratique et place de collecte monumentale, Documents d’archéologie française no 104, Paris, 2011


Ir ao número da revista: RACF

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os Petroglifos Atlânticos de Astorga

Petroglifos de Peña Fadiel cos Montes de Leão ao fundo

De vez em quando a arqueologia nos oferece achádegos espetaculares e, em certa forma provocadores, que guardam entre sim um mínimo comum denominador, o de que “isso não devera estar ali”, são restos, objetos ou elementos que pela sua excecionalidade ou simplesmente por escapar da localização que os mapas de distribuição ao uso lhes atribuem, propõem interessantes perguntas e – sobretudo- dúvidas sobre o nosso conhecimento firme do passado: Assim uns barcos demasiado mediterrâneos em uma laje muito ao Norde, uma  Estela com uma estranha iconografia bem longe das suas correntes terras do sul, ou, as vezes, um grupo de gravuras, “atlânticas”, demasiado “atlânticas”, às porta mesmas da Meseta.  Todas estas são escepções que em certa forma obrigam a repensar de cote a regra, quando ela não se ajustarem. As escepções -permitase-nos a parafrase levistrossiana- são boas para pensar

Pormenor dos petroglifos da Astorga

Este último é o caso dos gravados de círculos concêntricos de Pena Fabiel, tipologia tipica do grupo rupestre galaico e doutras zonas da Faciana Atlântica, estes petroglifos foram atopados em 2008 na zona da Maragatería,  por um afeiçoado local, Juán Carlos Campos, que forá quem os dera a conhecer a traves do seu blogue La Tierra de los Amacos. A resultas disto empezou-se a estudar este singular conjunto, froito do qual saiu do prelo recentemente um artigo nas Atas do ultimo Congresso Internacional de Arqueologia de Vilalba, do que já temos falado, relatorio escrito entre outros autores por A. de La Peña, um dos mais reconhecidos especialistas em petroglifos da zona galaica.

Estes petroglifos como outros dos casos que citámos refletem além do anedótico ou do acaso, mais que prováveis contactos de fundo, nos que se trocavam, provavelmente, algo mais que coisas (matérias primas, produtos, presentes, etc.) e nos que mesmo deveram de colar-se-lhes elementos que chamaríamos culturais: crenças, costumes, usos, ou ainda, palavras: terminologias, ditos, mesmo quem sabe se antropónimos, ou em tal caso -e porque não?- de forma ainda mais geral, as proprias Línguas (?).

Isto são  dito de outro jeito o que se soe chamar"Formas de vida”, das quais nos aparecem como restos epidérmicos ainda tangíveis, as vezes, estas “exceções”, dificilmente explicáveis pelo reducionismo ao taxonómico do que tão gosta a arqueologia tradicional, mas que é provável cobrassem muito sentido no contexto e na perspetiva da época em que a alguém, quiçá um forâneo, quiçá autóctone viageiro, ou mesmo -melhor- ambos (destes "matrimónios" entre mundo diversos temos um formoso exemplo num vídeo de uma anterior postagem) se lhe ocorreu gravar estes signos em umas pedras, sem dúvida, não por mera casualidade ou afeição à arte petrográfica ou ao grafitti.

Em resumem: Vejo na imprensa a nova, ainda à espera de poder lhe votar um olho ao artigo, e leio em boca dos autores as seguintes verbas: «Os desenhos plasmados sobre as rochas de Peña Fadiel obrigam a dirigir a mirada para o mundo iconográfico dos gravados rupestres galaicos» , lido tal, não posso evitar que imediatamente me venha à cabeça umas linhas da minha muito estimada Marisa Ruiz-Gálvez, nas que fala precisamente de esses contactos entre Ocidente e Meseta, e, indo a minha biblioteca, colho o gastado volume de  A Europa Atlântica , e albisco entre os muitos marcadores onde atopo cedo a cita que assim diz:  

“  Todo isso desenha uma rede de movimentos e relacionamentos de vários milénios de duração, ao longo de gerações trás de gerações [...] que permitirom o livre deambular de homens, gados e mercadorias. Custar-me-ia pensar que isso não tivesse repercussões de tipo linguístico, E ainda começo a propor-me se não será aqui e neste contexto, e não no hipotético avanço à Meseta oriental de gentes ultra-pirenaicas portadoras de linguas IE, onde haveria que buscar a origem de lenguas célticas como o proprio celtibérico" (p. 258).  E algo disso haverá também em isto

Os hápax legómenon, certamente, ”são bons para pensar” e ainda melhores para re-pensar


+ INFO sobre isto em:  Os petroglifos da Maragateria 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Guerreiro na sua Chaira


Ontem saiu no Telejornal de TVE-Galiza, a pesa da que levamos falando estes dias o Guerreiro de Pedra Alta, na reportagem junto coa entrevista aos dous arqueólogos que se ocupam do seu estudo e ao seu descobridor também se achega um interessante dado, como é o de que o lugar onde se atopou a pedra, e consuentemente a própria Pedra Alta (nos seus dias ergueita) fixo de marca de duas parróquias, "reciclando-se" assim se cabe este resto proto-histórico nos novos contextos rurais.

Algo que conhecemos mui bem para tantas mamoas re-convertidas em marcos das mais diversas territorialidades e propriedades, e que nos informam -a nós arqueólogos- de que os objetos arqueológicos tenhem mais vida e valor alem das nossas adscrições cronológicas e tipologicas, e de que tenhem sido autenticos "objetos culturais" e de memoria que tenhem formado parte da paisagem e da historia das comunidades coas que tenhem convivido, convivencia de cote, como neste caso milenaria, o que cecais é já outro bom argumento -o melhor se cabe- para a sua propria conservação in situ, isto é onde sempre estivo: alo na sua chaira

Ou quando menos para que ali fique ao menos uma reprodução aquelada do monolito, pois parece que há inteires por conservar o original num museu etnografico local. Algo co que nom podemos estar mais dacordo, pois, a fim de contas, uma das funções do património, possivelmente a principal, é criar "identidade", e assim -hoje coma onte- poder servir ainda de definição, "fito", ou "marco",se se nos permite, a uma Comunidade, a que por outro lado leva acompanhando tanto tempo. esperemos que o Guerreiro de PedraAlta siga saudando aos seus vecinhos muitos séculos ainda. Isso si, desde a sua chaira.


+ INFO sobre isto em:  O Guerreiro, a Estela, o escudo e seu Carro

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O Guerreiro de Pedra Alta, Castrelo do Val - Ou o "Fetichismo"do Lítico

Estatua-Menhir procedente do lugar de Pedra Alta, Castrelo do Val, 
Val do Tamega (Ourense)

O Guerreiro, a "Estela", o Escudo, e o seu Carro


Estimados leitores, antes que nada advertir que este peculiar titulo não quer dizer que extemos ante um remake proto-histórico da celebre película experimental do cineasta Peter Greenaweay, Simplesmente reflete os três elementos principias dum achádego recente, que som porem especialmente significativos no contexto de Finais da Idade do Bronze no que se encaixam. A nova saiu vai uns dias na prensa (Faro de Vigo), nela daba-se conta da apariçao duma "estela de guerreiro" com escudo em escotadura em V e carro consavido, similar as dos Sureste hispanico (Estelas Decor.Extremadua) e algumas do Sur da França (uma sintesis recente em Celestino Pérez).

Dias despois a nova foi obviamente corregida por Bea Comendador no Blog do Projeto de Estudo da Urdinheira ( O guerreiro Solitario? ), sinalando-se que este achadego era em realidade uma estatua menhir similar a algumas do Norde de Portugal, e que o escudo em si nao era novo nesta area (vid.Congresso Arq Montealegre), ainda que si o carro, sinalaba de passo um interessante paralelo cum dos objetos do Deposito da Urdinheira. Este achádego situa-nos de novo em um passo mais adiante no conhecimento duma etapa tão decisiva para o Ocidente Europeu como foi o Bronze Final, e sobre tudo situa-nos nessa ponte entre o Levante Mediterrâneo e o extremo Nórdico, e no que é esta ponta da geografia peninsular que foi autoestrada pela que passavam não só os metais senom os homens, as cousas coas suas tipologias, mas também coas sua ideologias, seus usos e costumes, dando lugar um fenómeno de criação duma koiné muito especial entre o global, o local e o regional, e da que cecais nos falava também o defunto povoado metalurgico do Cocinhadoiro.

Em fim, falanos dum algo que aparez a resultas disto e o que alguns gosta-nos chamar "celticidade" (ao respeito Ruíz Gálvez) no senso não essencialista senom acumulativo e de processo aberto e multiforme, que lhe deu -sequer in potentia- o nosso muito admirado e tantas vezes esquecido em colóquios e congressos, Christopher Hawkes, e de que esse algo sobre tudo não é um produto ilhado ou puramente do idiosincrasico. E por elo, e cecais por interior e não tam marítimo como o resto dos indícios, estes tenhem maior interesse. Nós chamamos-lhe assim, e seguramente outros preferiram chama-lo doutro jeito. Seja como for o tempo dará a ração a quem a tenha, nisso confiamos todos.

Nestes momentos o achadego esta em a ser estudado polos arqueologos Alberte Reboreda e Eduardo Breogan Nieto coa colaboração de Antonio de La Peña Santos



Pode que também te interesse:  Os Petroglifos Atlânticos de Astorga

terça-feira, 29 de junho de 2010

Repensando a Idade do Bronze e os Indo-europeus



Dentro do Projeto ABrAZO (Ancient Britain and Atlantic Zone-Ireland, Armorica & Iberian Peninsula) celebrara-se a proxima semana, na Universidade de Oxford o Coloquio Rethinking the Bronze Age & the Arrival of Indo-europeans in Atlantic Europe.

Este projeto interdiciplinar dirigido pelo linguista J. T. Koch e o arqueólogo Barry Cunliffe, pretende respostar a mudança de paradigma que nos últimos anos se tem dado no eido dos estudos Célticos Os argumentos fundados na arqueologia e na genética apontam, cada vez mais, a favor de situar as origens celtas na Idade do Bronze Atlântico em lugar de nas culturas de Hallstatt e La Tène do Ferro centro-europeu, ou nos seus precedentes imediatos nos Campos de Furnas, como vinha sendo tradicional.

O colóquio focara-se na relação entre a Arqueologia da Idade do Bronze e os processos de celtização e indo-europeização, centrando-se fundamentalmente das Ilhas británicas pero também com achegas a outros âmbitos atlânticos como o tartêssico, e reunindo para elo neste foro a alguns dos mais importantes especialistas do momento como Renfrew, Mallory, Bodkto, Brathner, etc.


+INFO no site de:  Rethinking Bronze Age

sábado, 3 de outubro de 2009

Modelos e Etno-géneses


Áreas Linguísticas e Culturais Atlânticas, modelo de evolução

Fase 1)  Bronze Final Atlântico 900-600 a.C, área Atlântica e área dos Campos de Furnas centro-europeus, contraste entre ambas

Fase 2) Europa Atlântica 600-300 a.C, sobrevivência de celta arcaico (celta Q) em áreas marginais, novo circo atlântico (Gales-Cornualhes-Armorica)e zonas de influenza hallstattica e Lateniense em celta P

Fase 3) Europa Atlântica 300-100 a.C, área de influência de La Tene Meio (Cultura de Arras) e sobrevivência tradições atlânticas indígenas em áreas periféricas (W Irlanda, N Escócia, NW Hispania)

Modelo proposto por Jon Henderson (2007) para explicar a celticidade linguística das áreas marginais ao complexo lateniense (modelo tradicional de celtização). pranteia um modelo de evolução diacrónica correlativa das área linguística e arqueológica atlânticas que permite ver as inter-relações cambiantes a nível global sobre a base de uma continuidade local básica.

Um modelo mais coerente de celtização acredito eu que pensar em macro-ondas demograficas invasivas e historicamente improváveis