Mostrar mensagens com a etiqueta Atlântico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Atlântico. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Idade do Bronze no Ocidente - Palestras

Quando: 27 Fevereiro
Onde: Lisboa


O próximo dia 27 de fevereiro a secção de Pré-história da Associação dos Arqueólogos Portugueses, organiza duas palestras intituladas A Transição do terceiro/segundo milénio a.C. em Trás-os-Montes Oriental: algumas questões a cargo da arqueóloga Elsa Luís (Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa-UNIARQ) e Rota(s) do Estanho e o desenvolvimento da metalurgia do bronze no Ocidente Peninsular cargo de J.C Senna-Martinez (Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa-UNIARQ)


As palestras decorreram no Museu Arqueologico do Carmo (Lisboa) a partir das 18 horas. A entrada é livre


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Cerâmica entre o Atlântico e Centre-Europa

ÉCHANGES DE BONS PROCÉDÉS

Leclercq,W. & Warmendol, E., Échanges de bons procédés. La céramique du Bronze final dans le nord-ouest de l’Europe Études d’archéologie 6, Bruxelles, 2013, 300pp. ISBN: 9789461360267


Sinopse
O colóquio Échanges de bons procédés. La céramique du Bronze final dans le nord-ouest de l’Europe, que se realizou no dia 1 e 2 de Outubro de 2010 na Universidade Livre de Bruxelas tem revisitado em base aos conjuntos cerâmicos, a questão da dinâmica cultural, entre o Rhin e o Escalda durante o Bronze Final e, abordando assim a questão dos "Campos de Furnas" e as relações Este-Oeste no espaço aberto da Bacia de Paris e Flandres


Desde da conferência Le groupe Rhin-Suisse-France orientale et la notion de civilisation des Champs-d’Urnes de Nemours em 1986 e a publicação das atas de esse encontro internacional, o conceito difusionista como origem das mudanças culturais do Bronze Final no leste da França, foi abandonado pelos pesquisadores franceses, com o apoio do Professor Wolfgang Kimmig, patrocinador inicial deste modelo histórico-cultural que dominou a ciência proto-histórica, particularmente em França, durante mais de quatro décadas.


Podem considerar-se as atas da reunião de Bruxelas como uma "atualização", uma geração depois, do simpósio de Nemours. A informação cresceu graças as achegar da arqueologia preventiva, mas também o contexto científico tem mudado não estamos já em na fase de de construção das referências, mas numa de validação das cronologias e cenários. Graças a conferencia de Bruxelas, o noroeste da França e da Bélgica, mostra-se como um mosaico dinâmico de grupos culturais que reflete a zona de contacto entre os dois complexos o Atlântico e o Oriental.


 INDEX



+INFO no site do: CReA-Patrimoine

domingo, 10 de novembro de 2013

Petróglifos, Espaços, Memória ... - Colóquio

Recorded, Places, Experiencend Places
Matter, Space, Time, Liminarity and Memory in the Holocene Rock Art of the Iberia Atlantic

Quando: 6 dezembro
Onde: Braga


O Projeto ENARDAS organiza o seu 2º Colóquio Recorded Places, Experiencend Places. Matter, Space, Time, Liminarity and Memory in the Holocene Rock Art of the Iberia Atlantic Margin que decorrera o dia 6 de dezembro no Museu D. Diogo de Sousa, Braga



Programa



+INFO no site de: ENARDAS

domingo, 12 de maio de 2013

Celtic from the West 2 - Livro

CELTIC FROM THE WEST 2

John T. Koch & Barry Cunliffe, Celtic from the West 2: Rethinking the Bronze Age and the Arrival of Indo-European in Atlantic Europe. Oxbow Books, Oxford, 2013 237pp.   ISBN: 9781842175293


Sinopse
A Fachada atlântica da Europa tem sido tratada como marginal para a formação da Idade do Bronze europeia e do quebra-cabeça da origem e primeira disseminação das línguas indo-europeias. Até recentemente, a ideia de que a Europa Atlântica era um mundo totalmente pré-indo-europeu durante a Idade do Bronze ficou plausível.



O rápido crescimento da evidência sobre a pré-história e mais tardiamente sobre as línguas pré-romanas do Ocidente esta tendendo cada vez mais a excluir essa possibilidade. Por isso, é hora de focar a atenção novamente na lista de "suspeitosos" habituais, de serem possíveis evidências arqueológicos sobre a chegada desta grande família de línguas e, assim mesmo, da emergência do seu ramo céltico.



Esta reconsideração do problema lança inevitavelmente uma nova luz penetrante sobre a formação de pré-história tardia da Europa Atlântica e as implicações das novas evidências para a consideração das ligações inter-regionais desta área.


INDEX



+INFO sobre o livro:  Celtic from the West 2

sexta-feira, 3 de maio de 2013

As Origens dos Irlandeses - J. P. Mallory

The Origin of The Irish

J.P. Mallory, The Origins of the Irish Thames and Hubson, 2013  320pp  ISBN 9780500051757


Sinopse
Os Estudiosos têm intrigado o enigma das origens dos irlandeses por mais de mil anos, mas -segundo o autor- sem nenhuma resolução clara. Os irlandeses medievais criaram uma elaborada narrativa de suas origens que tem assombrado gerações de arqueólogos, linguistas e ainda aos modernos geneticistas.

Livro de Leinster, Trinity College, fonte: ISOS

O livro de Mallory enfatiza que os irlandeses não têm uma única origem, mas são um produto de múltiplas influências que só pode ser rastreado através do emprego de arqueologia, genética, geologia, linguística e mesmo a mitologia. Começando com a colisão geológica que fundiu as duas metades da Irlanda, o autor traça a longa viagem da Irlanda para se tornar uma ilha. Examina as fontes arqueológicas sobre os primeiros povoadores da Irlanda e por que eles ter procurado este lugar da da Europa para estabelecer-se.

Teamhair na Rí, Tara Co. Medh, Leinster

Trata-se assim mesmo o problema das origens dos primeiros agricultores e o seu impacto sobre a Ilha, temática a que sege um exploração sobre os metalúrgicos da Idade dos metais; desde o cobre até o ferro, e como eles introduzir à Irlanda nas orbitas mais amplas da culturas europeias contemporâneas

Reconstrução de casa neolítica no Irish National Heritage Park

Mallory expõe e avalia as explicações tradicionais da pré-história da Irlanda à luz das pesquisas mais recentes e novas teorias sobre as origens dos irlandeses, abordando de passo polémica questão dos Celtas, da celticidade irlandesa e das evidencias linguísticas sobre o irlandês como língua.


INDEX

Introduction

Chapter One: The Origins of Ireland

Chapter Two: First Colonists

Chapter Three: First Farmers

Chapter Four: Beakers and Metals

Chapter Five: The Rise of the Warriors

Chapter Six: The Iron Age

Chapter Seven: The Native Version

Chapter Eight: Skulls, Blood and Genes

Chapter Nine: The Evidence of Language

Chapter Ten: The Origins of the Irish


+INFO sobre o livro: The Origin of the Irish


Postagem relacionada: Nos Começos da Britania ...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Nos começos da Britania - Barry Cunliffe

BRITAIN BEGINS

Cunliffe, Barry, Britain Begins Oxford University Press, Oxford 2012 568pp. ISBN: 978-0-19-960933-8


Sinopse
O livro é nada mais nada menos do que a história das origens dos povos britânicos e da Irlanda, desde cerca de 10.000 aC até a véspera da conquista normanda. Usando a mais atuais evidências arqueológicas junto com as novas pesquisas sobre o ADN e outras técnicas científicas que nos ajudam a traçar as origens e movimentos destes primeiros povoadores.



Barry Cunliffe oferece uma rica narrativa dos primeiros habitantes das ilhas - quem eram?, de onde eles viram?, e como eles integravam uns com os outros?. Subjace a este relato a ideia de uma história entorno ao mar, que permitiu o constante contato entre os habitantes das ilhas e seus vizinhos continentais.



O livro também explora o desenvolvimento dos primeiros mitos historiograficos, criados arredor destes antepassados, tentando compreender suas origens. Antes do desenvolvimento da disciplina de arqueologia, votara-se mao dos textos biblicos e classicos dos textos bíblicos e clássicos, para criar uma origem mitológica dos britânicos. 

 "O Grande Festival dos Britões", extraido de Meyrick & Smith, The costume of the original inhabitants of the British Islands, Londres 1815

Cunliffe mostra como os arqueólogos de hoje não são menos movidos pelo mesmo desejo de compreender o seu passado, a diferença esta em que agora temos muitas mais evidências com as trabalhar


INDEX

Preface

Cap. 1 In the Beginning: Myths and Ancestors

Cap. 2 Britain Emerges: the Stage is Set

Cap. 3 Interlude: Enter the Actors

Cap. 4 Settlement Begins 10,000 - 4200 BC

Cap. 5 New People, New Ideas 4200 - 3000 BC

Cap. 6 Mobilizing materials: a New Connectivity 3000 - 1500 BC

Cap. 7 Interlude: Talking to Each Other

Cap. 8 The Productive Land in The Age of Warriors 1500 - 800 BC

Cap. 9 Episodes of Conflict 800 - 60 BC

Cap. 10 Interlude: Approaching the Gods

Cap. 11 Integration: the Roman Episode 60 BC - AD 350

Cap. 12 Its Red and Savage Tongue AD 350 - 650

Cap. 13 The Age of the Northmen AD 600 - 1100

Cap. 14 Of Myths and Realities: an epilogue

A Guide to Further Reading

Index


+INFO sobre o livro em: Oxford University Press

quarta-feira, 20 de março de 2013

Nos Confines do Mundo

CONFINES

Prados Martínez, F.,Bernard, G.,García, I., Confines. El extremo del mundo durante la antigüedad. Universitat d´Alacant, Alicante, 2013 440pp. ISBN: 978-84-9717-240-0


Sinopse
A Península Ibérica, a meio caminho entre o Atlântico e o Mediterrâneo, tem sido tradicionalmente considerada um espaço limítrofe ou uma terra de fronteira. Esta publicação apresenta os resultados de uma reunião científica internacional, celebrada na Universidade de Alicante, na que diversos especialistas reflexionam sobre as representações culturais, expressões simbólicas e a forma de vida dos habitantes da antiga Ibéria. 


As aportações arqueológicas, cartográficas e histórico oferecem uma aproximação diacrónica e interdisciplinar, ao tempo que contribuem a perfilar a cosmovisão ligada a esse território.


 INDEX



+INFO sobre o livro em:   Univ. Alicante Public.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O Irado Mar Atlântico - Simpósio

O Irado Mar Atlântico
O Naufrágio Bético Augustano de Esposende (Norte de Portugal)

Quando: 1 Março
Onde:  Braga


O dia 1 de Março celebrara-se no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa de Braga um Simpósio que levara por título: O Irado Mar Atlântico: O Naufrágio Bético Augustano de Esposende (Norte de Portugal) e no que se analisará desde múltiplos aspetos este interessante achádego de uma interessante nave romana em aguas do Norte de Portugal, um jazigo que nos achega aos contactos atlânticos e a vida económica subjacente trás deles na período altoimperial.


Programa



+INFO no site do:  Museu D. Diogo de Sousa

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Megalitismo em Huelva

Jornadas Técnicas sobre los resultados de la investigación arqueológica en monumentos Megalíticos de la Provincia de Huelva

Quando:  7 Fevereiro
Onde:  Huelva


O próximo dia 7 de fevereiro decorrera no Salão de Ato Delegação Territorial de Cultura e Deporte da Junta de Andaluçia na cidade de Huelva, umas Jornadas dedicadas a os novos resultados da pesquisa sobre o megalitismo em esta região da Espanha.



As sessões contaram coa participação dos Professores Primitiva Bueno Ramirez e Rodrigo De Balbin Behrmann dois dos mais destacados especialistas peninsulares neste período da pré-história da Unniversidade de Alcalá de Henares.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Áreas Linguisticas, Áreas Culturais - Livro

        
AIRES LINGUISTIQUES, AIRES CULTURELLES

Le Bris, Daniel, Aires Linguistiques Aires Culturelles. Etudes de concordances en Europe occidentale: zones Manche
et Atlantique. CRBC/UBO, Brest, 2012, 196pp.
ISBN 978-2-901737-96-4


Sinopse
Os Celtas são realmente originários da Europa central? Pode-se ainda falar de uma invasão indo-europeia? Novos pesquisadores tentam o labor de alumiar a estas questões. São linguistas, arqueólogos, geneticistas, pré-historiadores e apoiam os seus estudos nas descobertas dos trinta últimos anos. Estas descobertas mostram que em uma aprastante maioria não há nenhuma prova de uma invasão indo-europeia em IV milénio aC. a escala de todo o continente europeu. Os Celtas já não viriam de um território sito entre Áustria e o sul da Alemanha, como isso é convencionalmente admitido desde o século XIX, mas seriam estabelecidos desde o final do Paleolítico superior e/ou o Mesolítico ao longo da costa atlântica, da península Ibéria à Armórica e às Ilhas Britânicas. Os descendentes dessas populações introduziriam e difundido, de oeste a este, e não ao inverso, o método de construção dos megálitos, o copo campaniforme, a metalurgia do bronze, a domesticação do cavalo, a roda de rádios.


INDEX

Introduction

Daniel Le Bris – Continuité-discontinuité de peuplement et de langues en zone atlantique


Les Européens Atlantiques

Marcel Otte – Les Indo-européens sont arrivés en Europe avec Cro-Magnon


Une Origine Atlantique des Cultures et Langues Celtiques

Mario Alinei et Francesco Benozzo – Les Celtes le long des côtes atlantiques : une présence ininterrompue depuis le Paléolithique

John T. Koch – Tartessian as Celtic and Celtic from the West: both, only the first, only the second, neither

Xaverio Ballester – Les langues celtiques : origines centre-européennes ou... atlantiques ?

Stephen Oppenheimer  – The post-glacial peopling of the British Isles: can "Celtic" and "Anglo-Saxon" physical intrusions be defined and measured?


Le Peuplement de La Manche

Cyril Marcigny – Emprise territoriale des complexes socio-économiques de l'âge du Bronze dans l'ouest de la France

Gary German  – Le brittonique et le vieil anglais suite à l'Adventus Saxonum : remplacement ou changement de langue ?

Des Corrélations entre le chamito-sémitique et le celtique

Steve Hewitt – La Question d'un substrat chamito-sémitique en celtique insulaire


+INFO sobre o livro: Aires Linguistiques, Aires Culturelles

sábado, 11 de agosto de 2012

O Mundo Perdido



As únicas terras no Mundo que não foram exploradas amplamente são aqueles que se perderam baixo os oceanos. Após o final da última Idade do Gelo  extensas paisagens, que tinham sido o lar de milheiros de pessoas, foram inundadas pelo mar. Embora os cientistas previram já a sua existência há muitos anos, a sua exploração só recentemente se tornou uma realidade.


A atual mudança climática e o aumento do nível do mar associada, faz estar estas questões na vanguarda da discussão social e científica, mas a pesquisa mostra que as mudanças dramáticas no ambiente ocorreram inúmeras vezes no passado.



Uma das mais significativas destas paisagens perdidas por o aumento do nível do mar é a que se topou no Ocidente europeu durante o Mesolítico, um extenso território que enlaçava uma franja de térreo que unia de forma contínua a maior parte das atuais costas atlânticas e o atual mar do Norte.


Esta paisagem inundada, é maior em extensão do que são muitos países europeus modernos, e foi lentamente submergindo-se entre o 18.000 e 5.500 aC. Os arqueólogos consideram agora que esta longa área geográfica ter sido o coração da ocupação humana dentro da Europa do Norte nessa época, mas o entendimento dela depende de que sejamos capazes de localizar e visualizar essa paisagem



Atualmente um equipo de cientistas de várias universidades britânicas tenhem afrontado este problema num projeto de investigação (Project Browned Landsapes) de estas Paisagens "Perdidas", pranteando uma nova abordagem através do acoplamento de técnicas de levantamento geofísico, desenvolvidas pela indústria petrolífera do Mar do Norte, coas tecnologias de visualização 3D desenvolvidos pela indústria de modelagem por computador.


Estas metodologias inovadoras permitem a recriação das antigas paisagens que uma vez foram habitadas, conseguindo o mapeamento de rios, lagos, montanhas, costas e estuários, e a reconstrução virtual da flora e fauna a que num tempo a esses elementos geográficos estivera associada. 


Estes modelos trazem, em certa forma, de novo à vida a "patria" dessas populações do Mesolítico, sugerida agora já só polos artefactos recuperados no fundo dos mares ou nos restos de fragas fôsseis de algumas beiras costeiras da Europa Atlântica.



Elo também permite aos cientistas explorar os efeitos da subida do nível do mar sobre a paisagem e as suas populações de jeitos novos e mais holísticos que podem ajudar a fornecer soluções desde o passado para os problemas do presente.

Coa finalidade de achegar ao público geral a pesquisa do Projeto Browned Landscapes, durante este verão na Royal Society de Londres estará aberta a exposição Europe's Lost World.


Um bom pretesto para olhar no mais fundo dos mares ... as pegadas do nosso passado, certamente


+INFO no site de:  Europe´s Lost World

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Danebury, un castro da Idade do Ferro ...


DANEBURY A IRON AGE HILLFORT
   
Cunliffe, B et alii, Danebury: An Iron age hillfort in Hampshire, Council of British Archaeology, vols. 1-2 e 4-5, (1984-1991)


O hillfort de Danebury, em Hampshire (Inglaterra), é mundialmente conhecido por ter sido o cenário de um importante programa de escavação e investigação que começou em 1969 e se prolongou com campanhas ininterrompidas ate o ano 1988.As escavações dirigidas por Barry Cunliffe converteram-se num referente para a arqueologia proto-histórica das Ilhas Britânicas e da Europa Ocidental tanto pola sistematicidade dos trabalhos, como pelo espetacular e significativo de alguns achádegos como os célebres poços e silos com depósitos rituais de ossos animais e humanos, assim como pola extensa produção cientifica gerada a raiz destes trabalhos arqueológicos.

Barry Cunliffe e o Neal Oliver, foto: BBC

Fruto delo foram umas memórias de escavação repartidas em 5 tomos, os dois primeiros recolhiam as campanhas a década inicial mentres que os volumes 4 e 5 ao período ate a fim do projeto. Estes tomos forem editados dentro da coleção de Reports do Council of British Archaeological (CBA), mentres que o 3 volume adicado à arqueologia da paisagem (Cunliffe, B. & Palmer, R: Danebury: an Iron Age Hillfort in Hampshire: An Aerial Photographic Interpretation of Its Environs, 1984) foi editado independentemente pola Royal Commission on Historical Monuments

vista aerea de Danebury

Os 4 tomos das memórias de Escavação editados pelo CBA estão agora disponíveis on-line dentro do repositório do Archaeological Data Service, do que já falamos na anterior postagem, para a sua descarrega direta, pondo assim a mão dos profissionais e do intesados em geral uma obra clássica más não reeditada e já difícil de localizar num são exemplo de democratização e acessibilidade do conhecimento, que será bem agradecido tanto por uns como por outros


Deixamos aqui os enlaces correspondentes aos volumes disponíveis em open-acess:


- Cunliffe, B W, Danebury: An Iron age hillfort in Hampshire Vol 1. The excavations 1969-1978: the site, CBA Report Nº 52a, 1984

- Cunliffe, B W, Danebury: An Iron age hillfort in Hampshire Vol 2. The excavations 1969-1978: the finds CBA Report Nº 52b, 1984

- Cunliffe, B W & Poole, C., Danebury: an Iron Age hillfort in Hampshire: volume 4: the excavations 1979-1988: the site CBA Report Nº 73a, 1991

- Cunliffe, B W & Poole, C., Danebury: an Iron Age hillfort in Hampshire: volume 5: the excavations 1979-1988: the finds CBA Report No. 73b, 1991



sexta-feira, 6 de julho de 2012

A alma do Guerreiro

foto: Must Farm project

Vendo esta imagem de esta magnifica espada do Bronze Final tipo Wilburton datada em torno ao 1300-1000 a.C dada a conhecer vai pouco pola equipa do Projeto MustFarm (poderes topar mais informação neste enlace), um dos mais espetaculares jazigos proto-históricos polos materiais descobertos nos últimos anos, não podo menos que recordar a o velho provérbio samurai que durante o Workshop Do Obradoiro ao Corpo fora traído por um dos pressentes (J. González Garcia) à discussão: "A Espada é a alma do Guerreiro"

foto: Must Farm project

Cecais esta e uma definição bastante ajeitada de importância simbólica que deveu ter esta omnipresente arma durante o nosso Bronze Final Atlântico


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um livro, um record - O Cantabrico


Vai quatro meses davas noticia (aqui o post) do surprendente sucesso da publicaçao do livro "El Cantábrico en la Edad del Hierro" do nosso amigo e colega Jesus F. Torres-Martinez (Kechu), que a pouco mais de dois meses de ser editado afrontava já uma segunda ediçao. Comentavamos daquela o inaudito de isto tratando-se de uma monografia arqueológica sobre um tema tao concreto como pode ser a etnoarqueologia de esta parte da Hispânia Celtica.

Mas agora recevimos novamente -vaia a redundacia- a nova de que essa 2º ediçao foi já esgotada, e é mais o livro vem-se de convertir no record absoluto de vendas entre os editados pela RAH, deixamos aqui as palavras ao respeito do bloge do Projeto MonteBernorio: "Trata-se de um record de vendas já que, ao pouco tempo de estar editado, é o titulo que mas se esta vendendo. Ademais é o livro que mais visitas recebe no seu página Site a traves dos buscadores de internet e dos clientes que se assomam ao portal-Site desta Instituição. A primeira e segunda Edições esgotaram-se muito rapidamente mas a demanda manteve-se. Os editores tiveram que fazer edições sucessivas da obra dada a grande demanda existente."


Desde o Archaeoethnologica reiteramos de novo a nossa noraboa ao autor


Postagem relacionada: O Cantabrico na Idade do Ferro

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Proto-Naufragios



A banda estava disposta e as multidões remoinhavam-se na beira da marinha da Dover para assistir ao histórico momento, o barco achegou-se era tal a imagem daquele da idade do Bronze que fora topado lá há só umas décadas, réplica a escala da metade do tamanho do original. E agora trás meses de espera ele estava lá disposto para entrar nas frias águas da badia de Dover de novo como faz milénios.


Uma equipa de arqueólogos e artesãos levavam vários meses lavrando a madeira tendo por únicas ferramentas singelas brossas de bronze como aquelas que teriam usado usado os seus ancestrais a já mais de 3.500 anos. Mais o tempo botava-se-lhe derriba, ainda só umas horas antes do lançamento rematavam-se os últimos detalhes, não havia tempo para provas prévias daquela


E lá estavam já uma equipa de remeiros esperava cós seus salva-vidas para subir a bordo coa nave já na água, mas pronto algo notou-se ia mal, só uns segundos depois de tocar o mar o barco tinha que ser resgatado chorrando água, o barco afundira.



A banda calou, o chefe do projeto colheu a champanhe e num último gesto em honor a aquele grande arqueólogo escandinavo que tanto trabalhara mas se fora ao Além antes de vê-lo, escorchou a botelhe e logo verteu o líquido batizante sobre a proto-naufraga nave: “Ole Crumlin-Pedersen!”. Descansem em paz

Adicado a Fernando Alonso Romero; outro proto-naufrago que sim flotou   
     

Postagem relacionada:   Construir um barco no Bronze Final

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os Montanheses faz 1.000 anos


O passado novembro passado, na Faculdade de Geografia e História da Universidad Complutense de Madrid, fora apresentado o livro "El Cantábrico en la Edad del Hierro" do arqueólogo e investigador Jesus F. Torres Martinez, livro de que já temos falado aqui (1 e 2)

O próximo sábado 12 de maio celebrara-se uma conferência titulada "O Cantábrico na Idade do Ferro: Os Montanheses a mais de dois mil anos" organizada pelo IMBEAC (Instituto Monte Bernorio de Estudios de la Antigüedad del Cantábrico) e ACD Montaña Palentina, na qual se apresentara o livro na Montanha Palentina.

O evento terá lugar no Espacio Cultural La Compasión, de Aguilar de Campoo, e começara as 7:00 horas, e contara com a assistência, a parte do autor do livro, do catedrático de arqueologia da UCM Martin Almagro-Gorbea.


segunda-feira, 19 de março de 2012

O Bronze entre a Canle e o Mar do Norte


Escoita a Palestra


Aproveitando a anterior postagem, deixamos-vos aqui o áudio de esta palestra  titulada L'Âge du bronze dans l'espace Manche-Mer du Nord. Le regard de l'archéologie que foi dada o 8 de fevereiro deste ano na Maison Européenne des Sciences de L´Homme et de la Société (MESHS) pela arqueóloga da Universidade de Lilhe Anne Lehoërff coordenadora do projeto  BOAT 1550 a.Cna se contextualizam as relações atlânticas das que o barco de Dover é uma mostra


Sinopse
  
A Idade do Bronze refere-se a um longo período entre 2200 e 800 a.C Nas regiões atuais de Norte do Pais de Calais, Flandres, no sul da Inglaterra, entavão a viver numa oralidade, que não nos deixou nenhum texto, mas muitos restos físicos, provas de seus estilos de vida, suas práticas religiosas, seus conhecimentos técnicos. São, pois, os arqueólogos os que escrevem sua história. Muito desconhecida, e relativamente pouco desenvolvida, a arqueologia desses períodos foi caracterizada por um elevado dinamismo sem precedentes nos últimos vinte anos, principalmente graças às descobertas  da arqueológicas feitas no contexto da construção de estradas, áreas industriais, etc. Arqueologia foi muitas vezes alimentada por descobertas modestas que os cientistas hoje são capazes de explorar para descrever o ambiente da vida quotidiana, vegetação, cultura, alimentação, ...

Arqueologia,  às vezes, é feita, também  de algumas descobertas excepcionais. Em 1992, no porto de Dover (Inglaterra) foi trazido à tona uma das mais antigas embarcações marinhas conhecidas. Datado no 1550 a.C, este barco, um pedaço de história marítima, que mostra as ligações regulares entre ambas beiras do Canal da Mancha e Mar do Norte num caminho que ligava Dover e Wissant. Os estudos dos arqueólogos que trabalham em colaboração nessas áreas destacarem um fato surpreendente: o mar que vemos agora como uma barreira na altura era um fórum para intercâmbio e as fronteiras não estavam nas beiras da zona costeira, mas na terra trás delas. A questão traz a reflexão sobre os fundamentos históricos e geográficos e culturais do que hoje chamamos a Euro-região.


Além das Fronteiras - Dover Boat Colloquium


Par delâ les Frontieres 

Voyager, Échanger, Communiquer en Europe du IV au I mill. a.C 

Quando: 3-5 outubro
Onde:  Boulogne-sul-Mer


O colóquio internacional Par delà les frontières. Voyager, échanger, communiquer en Europe du IVe au milieu du Ier millénaire avant notre ère celebrara-se em Boulogne-sul-Mer (França)do 3 ao 5 de outubro de 2012 no tratar-se-á de responder a certas questões situadas no enquadramento da Europa desde o IV até mediados do 1er milénio antes da nossa era. Este colóquio está organizado pela Association pour la Promotion des Recherches sur l'Age du Bronze (APRAB) inscreve-se no projeto europeu, Interreg IVa dês Deux Mers, « BOAT 1550 BC ».


As temáticas do colóquio retomarão estas questões sobre os meios, as motivações, e a escala espacial de estes processos. Nele combinaram-se as focagens sintéticas e teóricas com os resultados de escavações arqueológicas recentes que permitem a dia de hoje, explicar melhor este período


O colóquio estará composto por 3 sessões centradas em 3 áreas espaciais e metodológicas:

1) Circulação e identidade ao longo do Canal
2) Em torno das viagens e dos intercâmbios
3) Identidades a traves das paisagens


A chamada para a apresentação de relatórios está aberta até o dia 30 de abril


 Convocatória




+INFO no site do projeto:   BOAT 1550aC

domingo, 18 de março de 2012

Construir um barco no Bronze Final


Vai uns dias topei-me coa noticia de um interessante projeto de pesquisa arqueológica, chamado BOAT 1550 a.C, que reúne em parceria a sete instituições académicas do Reino Unido, Bélgica e França para a construção de uma réplica de um barco de 3.500 anos de idade, nada mais e nada menos que o conhecido Barco de Dover, que fora descoberto na cidade inglesa abaixo da Townwall Street, durante a construção de um viaduto, há já 20 anos, e que atualmente é conservado no Museu de Dover.


A descoberta do barco de Dover no 1992 resultou um autêntico fito, pois mostrou a complexidade dos meios de navegação e da tecnologia naval em uma época na que é conhecida a existência de um intenso tráfego comercial motivado pelo comercio do metal, como é o Bronze Final; no que o mar uniu as comunidades do ocidente europeu. Magnificamente preservado o barco amosava novas técnicas ante então insuspeitas, além das barcos de coiro ou o uso de pirogas monóxilas, já que eram conhecidos.


O evento esta suportado pelo financiamento da União Europeia, e inclui demonstrações de de construção de barcos antigos em madeira usando réplicas das ferramentas autênticas da Idade do Bronze, tudo elo faz parte dos estágios iniciais de construção da réplica em escala do barco.


O projeto durara dois anos e meio e rematara com um grande exposição itinerante da que se publicara um catálogo. Também estão projetadas diversas reuniões cientificas coma Colóquios, Congressos a mais atividades de divulgação vinculadas todas elas com a temática do projeto: o barco de Dover e a sua época


No video acima o arqueologo Peter Clark autor e editor de livros sobre o tema como The Dover Bronze Age Boat (2004) e The Dover Bronze Age Boat in Context (2004) ou o recente Bronze Age Connections: Cultural Contact in Prehistoric Europe (2009) introduzindo o projeto. Podeis consultar aqui abaixo consultar o dossier de prensa que resume o BOAT 1550 a.C


 Dossier




+INFO ir ao site do projeto:  BOAT 1550 B.C

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Europa Atlântica -entrevista


  
Entrevista, emitida no telejornal fim de semana da Voz TV, ao arqueólogo X. Lois Armada Pita com motivo da recente publicação do livro Atlantic Europe in the First Millenium do que já falamos aqui no Archaeoethnologica, que este investigador coeditou, por Oxford University Press. Mas in extenso podeis escutar aqui abaixo outra entrevista ao mesmo autor no diario cultural da Radio Galega (minutos 8:56-17:54)

 

Postagem relacionada:   A Europa Atlântica no Iº Milénio