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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Festival Arco Atlântico 2015

Festival Arcu Atlánticu 2015


Faz uns meses recebi o convite através do meu colega o etnógrafo asturiano Berto Alvárez Peña, por parte da Associação Cultura L´Arribada de Xixón para participar dentro da edição deste ano do Festival Arcu Atlánticu nas Jornadas Literárias Arcu Lliterariu que terão lugar o próximo dia 1 de agosto, segunda-feira



A minha palestra intitulada Ritos, sacrificios y territoriu na Hispania Céltica  versará sobre uma serie de rituais jurídicos relacionados com a fundação e delimitação dum espaço, território, lugar dos quais pudemos encontrar restos em distinta documentação histórica, mitos e lendas da Galiza, Astúrias e Norte de Portugal, pranteando desde um ponto de vista diacrónico a interesse que este tipo de materiais históricos e etno-históricos têm para o conhecimento do passado proto-histórico.



No programa que tendes abaixo também podereis ver o resto dos palestrantes com os que partilharemos as Xornaes Lliteraries - Arcu Lliterariu, e o dia 1 de agosto especialmente dedicado ao património imaterial e etnográfico dos distintos âmbitos do Noroeste Peninsular (Leão, Samora, Astúrias, Galiza-Portugal)



Obrigado a L´Arribada pelo convite, e quedais convidados -se por lá vos topais esses dias as nossas palestras


Programa




+INFO no blogue de:  Arcu Atlánticu 2015

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Colapso e paleoclima no Bronze Final



Um estudo dirigido pelo arqueólogo Ian Armit (Univ. de Bradford) que contou com a colaboração de arqueólogos e cientistas ambientais das Univ. de Bradford, Leeds, o University College Cork, Irlanda (UCC), e a Queen´s University Belfast publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, propõe uma crítica a algumas teorias sobre o fim da Idade do Bronze na Europa Ocidental.


Estudos paleoambientales recentes identificaram uma mudança climática brusco em torno do 750 a.C no Noroeste da Europa, que foi vinculada frequentemente com o colapso das sociedades do bronze em boa parte da Europa Ocidental, neste sentido se propôs esta hipótese para os casos da Escócia, Centroeuropa e Europa Ocidental de modo geral, ou ainda para explicar a expansão da cultura escita ao longo da estepa euroasiática, como consequências diretas desta mudança climática.


Enquanto durante o Bronze Final produz-se um auge e crescimento dos assentamentos e da produção artesanal, o registo da primeira Idade do Ferro mostra-se escasso, o que levou a propor que durante este período se produzir uma queda demográfica.


Neste sentido o novo estudo contradiz em parte os presupostos deterministas e apresenta um palco mais matizado das interrelações entre médio e cultura, propondo que o colapso das sociedades do Bronze Final deveria se procurar mais em fatores sócio-económicos.


Os autores do estudo partem da análise conjunta das datações do Carbono 14 junto com os dados paleoambientales procedentes dos pantanos irlandes, o que permite constatar que a crise das comunidades do Bronze precede em um século (800 a.C) à mudança climática do 750 a.C.


As causas do colapso teria que procurar-se na crise do Sistema económico do Bronze Final, baseado em uma complexa rede de relações comerciais a longa distância baseadas na produção de bronze e o abastecimento das matérias primas necesarias.


A introdução da tecnologia do ferro menos escaso e fazil de conseguer e a "democratização" subsequente do uso de ferramentas metálicas, unido à menor necesidade de cobre e estanho levariam a uma queda da demanda que faria a rede originada pelo comercio do bronze innecesaria e causariam a colapso das complexas estruturas sociais hierarquizavas emergentes que se sustentavam nela: "a desestabilização social resultante pôde bem ser a causa do colapso populacional de finais da Idade do Bronze"


Referência

Armit, I., Swindlesb, G.T., Beckerc, K., Plunkettd, G. & Blaauwd, M., "Rapid climate change did not cause population collapse at the end of the European Bronze Age" PNAS November 17, 2014  DOI: 10.1073/pnas.1408028111


Descarrega o artigo em:  ResearchGate

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Corpos e Metais na Fachada Atlântica de Iberia



Bettencourt, A.M.S., Comendador Rey, B., Hugo A. Sampaio, H.A. & Sá, E. (eds.), Corpos e metais na fachada atlântica da Ibéria. Do Neolítico à Idade do Bronze. CITCEM, APEQ, Braga 2014  ISBN: 978-989-20-5037-9


Sinopse
Entre 2013 e 2014 foram organizados, no âmbito do Projeto Enardas, vários eventos científicos internacionais que se traduziram num aumento do conhecimento científico da Pré-história. Um dos grandes objetivos deste projeto era o de privilegiar os contextos e as práticas


funerárias e o fenómeno das deposições metálicas em termos contextuais e interpreta-tivos, além da arte rupestre. Não obstante, pretendia comparar a realidade da área em estudo com outras regiões geográficas


O livro que agora se publica é subordinado aos dois primeiros temas de investigação: A sua estrutura foi dividida em duas grandes partes. A primeira é dedicada à deposição dos corpos desde o Neolítico à Idade do Bronze, da fachada ocidental da Península Ibérica, desde o Centro-Norte ao Norte de Portugal.


A segunda parte, relativa à deposição de artefactos metálicos durante a Idade do Bronze do ocidente Ibérico, desde o Centro-Norte à Galiza, deu preferência aos seus contextos e circunstâncias de achado como metodologia que permite novas abordagens interpretativas.


INDEX



Descarregar o livro no site de:  ENARDAS

sábado, 1 de novembro de 2014

Relações Atlânticas - Palestra


Dentro de 7 dias dare-mos uma pequena palestra intitulada Relações Atlânticas Pré-historicas abrindo as VI Jornadas Mouras organiçadas um ano mais pela Plataforma na Defensa do Patrimonio de As Pontes que este ano estarão dedicadas a reconstrução histórica. 


A minha intervenção fara de introdução a palestra do artesão Alberto Vera Meizoso sobre os barcos de couro na pré-historia, na que mostrará algumas reproduçoes em miniatura deste tipo de embarcações a que seguira outra do especialista em esgrima antiga Denis Fernández Cabrera que versara sobre o armamento na Baixa Idade Media.



As palestras serám completada com uma sessão pratica sobre a elaboração de cotas de malha por parte dos membros do grupo de recriaçao histórica Taranis


+INFO no site das: Jornadas Mouras

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Casas Circulares na Britania - Palestra

Prehistoric roundhouses of northern Britain
Origins and development

Dr Rachel Pope (University of Liverpool)
15 Abril 2014 Aberdeen


Resume
Esta apresentação detalha a pesquisa recente em estudos sobre os recintos domésticos pré-históricos britânicos, incluindo o trabalho em breve-a-ser-publicado sobre as datações de C-14, dos vestígios das casas circulais escocesas. 


Este trabalho permitiu datar os quatro principais tipos de casas pré-históricos da Idade do Bronze e de começos da Idade do Ferro na Escócia, e ofereceu assim mesmo aportações sobre as tradições associadas de uso da terra.


Isto pranteja questões importantes sobre as origens dos asentamentos com casas circulais na Grã-Bretanha, que pode ser visto como um grande episódio de mudança social que ocorre na região entre 850-750 aC, e as datas aceitadas para a transição entre bronze antigo e medio




+INFO no site:  Society of Antiquaries of Scotland

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Um Fulacht Fiadh à beira do Mar




Os restos de um Fulacht Fiadh, uma estrutura em forma de caixa da Idade do Bronze, a cerca de 4.000 anos de antiguidade, foi descoberta e encontra-se em estudo na Ilha de Coney, no Condado de Sligo (Irlanda).


Eamonn Kelly, diretor de antiguidades do Museu Nacional de Irlanda pensa que pudo ter sido utilizada para o banho ou para cozinhar durante a Idade do Bronze, quando o poço forrado de pedra teria estado enchido de água que se aqueceria com pedras quentadas previamente ao lumem.


A estructura que mede ao redor de um metro de longo e 80 cm de largo, foi identificada recentemente por Ciaran Davis, um estudante de arqueologia em IT Sligo, originario de cerca Rosses Point, que alertou ao museu. "Isto diz-nos que a gente que caminhava por esta praia faz 3.000 ou 4.000 anos, procurou esas grandes lousas de pedra, para construír cuidadosamente esta estrutura".



Há milhares Idade fiadh fulacht do bronze em toda a Irlanda, mas encontrar um em uma praia é um evento raro, disse o Dr. Marion Dowd, um professor do IT Sligo: "Não conheço outro exemplo em Cork, e az nos perguntar-nos por que quereria aquecer água salgada".


Sobre os usos da água aquecida nesta estrutura propuseram-se várias hipotesis: para cozinhar alimentos em locais fora dos assentamentos (vid video embaixo e a postagem aqui), para banhar-se a modo de banhos de vapor (tipo sauna), ou para



tingir tecidos ou mas recentemente para produzir a traves da fermentação pelo calor cerveja, numa interessante achega testada experimentalmente pelos arqueologos Billy Quinn e Declan Moore (mais info aqui e no video embaixo). No entanto neste caso o uso de água salgada semelha eliminar este ultimo uso alcoholico para o Fulach fiabh de Coney.


Segundo relata o Dr Dowd a estrutura era conhecida localmente como o "O poço dos desejos dos amantes", a lenda disse que qualquer pessoa que jazia no seu interior iria-se casar. Também era conhecido como "a tumba do marinheiro"



A tradição local sobre as propriedades do fulacht de Coney encaixa assim mesmo com um conjunto de tradições muito estendidas sobre determinadas pedras às que se atribuian propriedades fecundantes ou curativas várias, sobre as que se debia dormir ou passar uma noite para procurar os efeitos desejados (Alonso Romero, 2012)


O Dr. Kelly descreveu o achado como "muito importante" e disse que é "realmente extraordinário" que a estrutura tinha permanecido inalterada apesar de ser conhecida pela população local durante décadas. A datação por radiocarbono


Referências

"Bronze Age Fulacht Fiadh Excavated in County Sligo", Archaeology 18-09-2014

Mc Donall, M: "Prehistoric pit discovered on Coney Island beach", Irish Times 11-09-2014

Alonso Romero, F: Cultos y creencias en torno a los megalitos del área atlántica europea. Santiago de Compostela, 2012 pp. 123-136

Billy Quinn, B & Moore, D: "Ale, brewing and fulacht fiadh" Archaeology Ireland (disponivel em MooreGroup.ie)
 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Interdisciplinariedade e Idade do Ferro

Rencontres doctorales archéologiques de l’École Européenne de Protohistoire 2015

Quando: 28-30 Abril 2015
Onde: Bribracte


A Ecole Européenne de Protohistoire de Bibracte organiçara os seu Encontros Doutorais arqueológicos em Bibracte entre os dias 28 ao 30 de abril de 2015 baixo o tema Interdisciplinaridade e novas focagens nas investigações sobre a idade do Ferro.


Estes encontros convidam aos pesquisadores (doctorandos e pós-doctorandos) a apresentar um aspeto inovador dos seus trabalhos ou reflexões sobre temáticas diversas abordadas desde um ângulo novo.Os contactos, relações e intercâmbios entre as diferentes culturas europeias protohistoricas constituen um eixo privilegiado destes encontros.


Tratarando de apresentar a evolução cultural e crono-geográfica das diferentes populações protohistóricsa, bem como as suas interações sócio-económicas tanto ao seio de Centro Europa como com os seus vizinhos próximos (mundo mediterrâneo e escandinavos).


Outro dos principais objetivos destes encontros será de promover novos métodos multidisciplinares que permitam enrriquece as investigações sobre a idade do Ferro., primando as focagens trasversales que associam as ciências ditas "duras" com as humanas e sociais.


As relações e interações entre estas sociedades e o seu médio ambiente constituirão o último eixo principal destas jornadas, através das contribuições dos estudos paleo-ambientais, antropológicos e arquezoológicos. Quem deseje apresentar uma comunicação ou póster podem enviar as suas propostas antes do 15 de setembro de 2014

Convocatória



+INFO no site da:  EEPB

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Comercio Tardo-Antigo no NO - Livro


EL COMERCIO TARDOANTIGUO EN EL NOROESTE PENINSULAR

Adolfo Fernández, A., El comercio tardoantiguo (ss.IV-VII) en el Noroeste peninsular a través del registro cerámico de la ría de Vigo. Roman and Late Antique Mediterranean Pottery 5, 2014, 529pp. ISBN: 9781905739721


Sinopse
Este livro é o resultado de uma tese de doutorado sobre os materiais cerâmicos da zoa de Vigo. O livro apresenta uma revisão dos materiais arqueológicos de época romana e tardo-antiga na Galiza, tentando salvar a total falta de estudos sobre o assunto, que tornou a realidade económica e comercial galaico-romana da Antiguidade Tardia em uma época de "obscuridade". A intenção desta obra é a de banir a velha hipótese de que esses territórios colocados estavam fora dos sistemas comerciais imperantes no mundo Mediterrâneo na Antiguidade Tardia e inícios da Idade Média.


 INDEX



+INFO sobre o livro: O Comercio Tardo-Antigo

domingo, 6 de abril de 2014

Atlantic Europe in the Metal Age - Conngresso

Atlantic Europe in the Metal Ages
Questions of shared language

Quando: 12 Abril
Onde: Cardiff


No sábado, dia 12 de abril terá lugar uma conferência multidisciplinar de um dia irá explorar aspectos da pré-história tardia da Europa atlântica e as origens celtas, que reúne especialistas em arqueologia, linguística histórica e genética.


O congreso é parte de um projeto de pesquisa em decurso do Centre for Advanced Welsh and Celtic Studies (CAWCS) da Universidade de Gales Centre, A Europa Atlântica na Idade Metais (AEMA): questões da linguagem compartilhada.


o projeto que há durar tres anos como o anterior (ABRaZO) explora a base arqueológica e os desenvolvimento das linguagens na Europa Atlântica (Grã-Bretanha, Irlanda, noroeste da França, e Ocidente de Hispania) desde o 2900 a.C até a chegada do latim (AD 400).


O objetivo do projeto é testar a hipótese de que a o celtico provavelmente evoluiu do indo-europeu na Europa Atlantica durante a Idade do Bronze.


  Programa



+INFO no site do projecto: AEMA

quarta-feira, 12 de março de 2014

Lisboa Pré-Classica - Exposição


LISBOA PRÉ-CLASSICA

Quando: 13 Maio -31 Março
Onde: Lisboa


A próxima quinta-feira dia 13 de março inaugura-se exposição Lisboa - Pré-clássica: um porto mediterrânico no litoral atlântico na Galeria Millennium de Lisboa

A exposição oferece uma viajem às origens da cidade, quando colonizadores do Mediterrâneo Oriental navegaram até ao estuário do Tejo e nos legaram os primeiros vestígios urbanísticos, artefactos da vida quotidiana e outros, que pudemos relacionar com as artes de navegar. A investigação que tem vindo a ser desenvolvida sobre a Idade do Ferro de Lisboa tem revelado o caráter orientalizante da ocupação, com fortes relações com o Mediterrâneo Oriental.

Os materiais arqueológicos encontrados em várias áreas da colina do Castelo e da Baixa Pombalina inscrevem-se num processo de colonização marítima, protagonizada por grupos humanos fenícios, muito especialmente tírios. A navegação é um aspeto central desta diáspora, uma vez que a chegada de populações exógenas se fez através do Mediterrâneo, primeiro e do Atlântico, depois.

O Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros é um dos sítios centrais desta reconstituição histórica, a que se pode aceder, quer na exposição Lisboa pré-clássica, um porto mediterrâneo no litoral atlântico, quer através da visita às ruínas arqueológicas do NARC, onde se conservam os mais extraordinários vestígios urbanísticos da Idade do Ferro na cidade de Lisboa.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

KELTEN 61


KELTEN 61, 2014


Artikelen:

Frank Brandsma & Erik Hendrix "Tolkiens Arthur"  p. 2

Renée Calon "Het oppidum van Gondole (Le Cendre - Auvergne)"   p. 5

Greta Anthoons "Migratie en sociale netwerken als vormen van culturele uitwisseling in de ijzertijd: het relaas van een proefschrift"   p. 8

Martijn A. Wijnhoven "Geringd wapentuig: maliënkolders uit de ijzertijd"   p. 12

Recensies:

Stéphanie de Geus "Celtic from the west 2"  p. 15

Dennis Groenewegen "Gablánach in scélaigecht"   p. 16

Ranke de Vries "Een kunstig gerepareerd glas-in-loodverhaal"  p. 17

Michelle Bervoets "Een zoektocht naar Arthur in de middeleeuwse Welshe literatuur"  p. 18

Herman Clerinx "Nehalennia van Domburg: geschiedenis van de stenen monumenten"  p. 19

Bart Jaski "Britse degelijkheid"   p. 20

Verslagen:

Patrick Brown, vert. Dennis Groenewegen "The Fourth International Conference on the Ulster Cycle of Tales, 27-28 juni 2013"   p. 21

Linus Band-Dijkstra en Daan van Loon "Keltologie-Symposium Trier"   p. 22

Dennis Groenewegen "Publicatieoverzicht BA- en MA-scripties Keltisch 2012/2013"   p. 24

Nieuws en activiteiten:

Nieuws  p. 25
Agenda  p. 25
Mededelingen  p 26
Aankondiging Keltisch Colloquium 2014 achterkant


Ir ao site da revista: Kelten

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os Barcos de Pedra da Idade do Bronze

Os Navios em pedra Amossam uma rede comercial maritima no Baltico à 3000 Anos

A meados da Idade do Bronze, por volta do 1000 aC, a quantidade de artefatos de metal comercializados na região do Mar Báltico aumentou dramaticamente. Na mesma época, um novo tipo de monumento apareceram ao longo das costas; pedras embotarão e organizados na forma de navios, construídos pela cultura marítima envolvida nesse mesmo ramo metal.

Uma rede marítima ampla

Estes grupos marítimos da Idade do Bronze faziam parte de uma rede que se estendia através de grande parte do norte da Europa e com ligações mais para o sul: uma rede que foi mantida devido à crescente dependência de bronze e outras matérias-primas importantes, como meio de status social, criando assim uma dependência cultural.


Os arqueólogos têm assumido que bronze foi importado para a Escandinávia desde sul, e as análises recentes confirmaram esta hipótese. No entanto como as pessoas organizaram esse comércio e formaram as suas redes raramente é abordado, e porem nada se sabe dos lugares onde eles se reuniram para tal fim



"Uma razão pela qual os lugares de encontro da Idade do Bronze não são discutidos, muitas vezes, é que temos sido incapazes de encontrá-los. O qual contrasta com os centros comerciais [mais tardios] da Era Viking, muito singelos de localizar, devido à grande quantidade de material arqueológico que deixaram", diz o autor da tese Joakim Wehlin da Universidade de Gotemburgo e a Universidade de Gotland.


Em sua tese, Wehlin analisada a totalidade do material arqueológico relacionado com os navios de pedra e também a colocação destes monumentos dentro da paisagem de Gotland. A tese oferece um novo e extenso relato dos navios de pedra e sugere que a importância do Mar Báltico durante a Idade do Bronze escandinava, e dos não menos importantes rios, como vias de comunicação aquática, tem sido subestimada na pesquisa anterior.


Os barcos de pedra podem ser encontrados em toda a região do Mar Báltico, especialmente nas ilhas maiores, com um conjunto significativo na Ilha de Gotland. Os navios têm-se considerado como concebidos para ter servido como túmulos e por esta razão eles foram vistos como recipientes destinados a levar o falecido ao Além após a sua morte.


O site como um ponto de encontro

"Meu estudo mostra uma imagem diferente", diz Wehlin. "Parece não que todos os corpo foram enterrados dentro do navio, e uma percentagem significativa de navios de pedra não têm sepulturas dentro deles em tudo. Em vez disso, eles às vezes mostram restos de outros tipos de atividades. Assim, com a ausência dos mortos, os traços da vida começam a aparecer."



Wehlin sugere que os navios de pedra e as atividades que possam ter ocorrido ao redor deles apontam para um povo que estava focado no comércio e as ligações marítimas. Detalhes destes monumentos; indicam que elas foram construídas não tanto como navios espetrais, mas como representações de embarcações reais.



Wehlin crê que os barcos de pedra ainda podem dar pistas sobre as técnicas de construção naval e as dimensões estruturais dos navios da época e isso proporcionara uma visão mais aprofundada de como se navegava pelo Mar Báltico durante a Idade do Bronze.


Este período na pré-história mostra o navio como um elemento dominante da cultura visual; esculpida em pedra, decorado em artefactos de bronze ou construído como nestes monumentos em pedra. Os navios visualizados através de diferentes meios de comunicação parecem referir-se aos navios de fato e a sua variedade pode indicar diferencias funcionais entre distintos tipos de embarcações.


Primeiros Portos Comerciais

Através do trabalho de campo, Wehlin localizou o que ele sente uma série de potenciais locais de encontro - o que poderia até mesmo ser descrita como portos comerciais iniciais. Em uma parte da área de estudo no nordeste de Gotland no sistema de água consiste no Rio Hörsne que mais tarde se torna o rio Gothem (o maior rio em Gotland). O rio corre para o norte-leste através das zonas húmidas de Lina pântano, e continua a sua foz no Åminne e a Baía de Vitviken no Mar Báltico.


O pântano Lina era -antes da campanha de drenagem em 1947- a maior em Gotland. Esta área aparece como uma paisagem marítima, com uma grande área húmida no interior, pântanos, sistemas fluviais, rio-boca, coa costa e do mar situado dentro de uma rica paisagem da Idade do Bronze. 


A área poderia muito bem ter sido importante como um nó de comunicação entre a costa leste e oeste, papel que tivo continuidade em tempos históricos. Wehlin acredita que não é por acaso que um dos maiores conjuntos de configurações do navio, quase 15% do número total de tais monumentos, surge nesta região.



Ele sugere que as pessoas que faziam parte de uma instituição marítima; construtores de barcos, marinheiros, as pessoas com conhecimentos e habilidades necessários para viagens ao exterior, a navegação, o comércio etc, poderia ter tido um lugar especial na sociedade. Se for assim eles poderiam estar ligados a tradição destes sites com barcos 


Esses recursos podem ser vistos como um instrumento fundamental para a identificação coletiva, semelhante aos sites com arte rupestre no Bohuslän. Os enterros que estão presentes perto desses sites se tornariam pois atividades secundárias relacionadas com o poder sacro destes lugares.

Fonte: Past Horizons


Referências

Wehlin, J., Östersjöns skeppssättningar. Monument och mötesplatser under yngre bronsålder/ Baltic Stone Ships. Monuments and Meeting places during the Late Bronze Agemore. Univ. Göteborg, tese on-line

Wehlin, J. "Approaching the Gotlandic Bronze Age from Sea. Future possibilities from a maritime perspective" in: Martinsson-Wallin, H., Baltic Prehistoric Interactions and Transformations: The Neolithic to the Bronze Age. Gotland University Press 2010. pp. 89-109 pdf