sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Um Oppidum no seu entorno - Palestra


MONTE BERNORIO -Un oppidum y su entorno-
El Cantábrico Central en el final de la Edad del Hierro

Quando: 3 de dezembro
Onde:   Madrid


A próxima segunda-feira 3 de dezembro terá lugar Faculdade de Geografia e História da Universidade Complutense de Madrid, uma palestra que será impartida pelo Dr Jesús Torres Martínez, diretor do projeto Monte Bernorio e autor do livro O Cantábrico na Idade do Ferro do que já temos falado outras vezes neste blogue.



A conferência que tem por titulo Monte Bernorio, um oppidum e o seu meio: o Cantábrico central no final da Idade de Ferro e esta organizada pola associação de estudantes UCA (União Cultural Arqueológica) e Decorrera a partir das 13:30 horas na aula 04 da citada faculdade


+INFO no site da: UCA

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Oxford Journal of Archaeology 31/4

Oxford Journal of Archaeology
Vol 31/4, 2012



Original Articles

Perilous Waters: Early maritime trade along the Western Coast of the Black Sea   pp. 339–365
Mariya Ivanova

New Evidence for Iron Age Burial and propitiation practices in Southern Britain   pp. 367–379
Justine Tracey

The Astronomical Orientation of urban plan of Alexandria   pp. 381–389
Luisa Ferro & Giulio Magli

Beyond the Oppida: Polyfocal Complexes and Late Iron Age Societies in Southern Britain   pp. 391–417
Tom Moore

The Atlantic Roman Trade during the Principate: New evidence from the Western Façade   pp. 419–441
César Carreras & Rui Morais



Ir ao número da revista:  OJA 31/4

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Homenagem a Vítor Oliveira Jorge


Na próxima sexta feira dia 30 de Novembro, a partir das 17:30 horas tera lugar no Anfiteatro da Facultade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) a ceremonia de entrega da medalha de Ouro de dita universidade ao Professor Vítor Manuel Oliveira Jorge



Vítor Oliveira Jorge é catedrático na FLUP desde 1990, na que tem sido professor desde o ano 1974, doutorando-se em Arquelogia no 1982 e um dos mais reconhecidos arqueólogos portugueses tendo sido membro do comité editorial de revistas como Jourmal of Iberian Archaeology (desde 1998), Arqueologia (de 1980-2002), ou Trabalhos de Antopologia e Etnologia (desde 1990). Tem sido assim mesmo presidenta da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia e da Associação para o Desenvolvimento da Cooperarção Arqueologica Peninsular (ADECAP) e do UISPP (organismo internacional ligado â UNESCO)



Na mesma sessão aproveitara-se para a pressentar a modo de Festschrift o volumen Discursos em Arqueologia: Textos oferecidos ao Professor Vítor Oliveira Jorge

Desde o aqui a nossa noraboa ao homenageado, parabens


+INFO no site da:  FLUP

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Archaeological Dialogues 19/2


ARCHAEOLOGICAL DIALOGUES 19/2 2012


O ultimo número da revista Archaeological Dialogues dedica a sua secção monográfica a um tema de grande interesse para a teoria e o analise arqueológicos como é o conceito dee "deposição estructurada" e dizer de aquelas deposições que levam trás de si uma intencionalidade, em ocasiões ritual, e que tem sido objeto de um intenso debate refletido numa não menos extensa bibliografia sobre os "depósitos especiais" em períodos como o Neolítico, a Idade do Ferro, ou obviamente a Idade do Bronze (uma interessante achega a estes últimosaqui)



Partindo das linhas expostas num velho e seminal artigo de Julian Thomas o autor do artigo principal (Duncan Garrow) pranteia uma distinção entre "depósitos estranhos" (Odd deposits), resultado de uma intencionalidade frequentemente ritual, e aqueles outros que seriam simplesmente "padrões da cultura material" (Material Culture Patterning), resultado colateral de atividades intencionais pero não concebidos com uma intencionalidade em si próprios. 



Diversos autores que se tem ocupado de fenómenos de deposição estruturada em diversos contexto como Åsa Berggren, David Fontijn, Svend Hansen, John Chapman, ou o próprio Julian Thomas aportam os seus próprios pontos de vista e discutem o problema da deposição intencional na pré e proto-história. O debate se completa coa resposta final de Garrow na que faz uma interessante exposição do conceito "depósito estruturado" a traves do conceito de habitus de Pierre Bourdieu


 INDEX




Ir ao número da revista:  Archaeological Dialogues

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Áreas Linguisticas, Áreas Culturais - Livro

        
AIRES LINGUISTIQUES, AIRES CULTURELLES

Le Bris, Daniel, Aires Linguistiques Aires Culturelles. Etudes de concordances en Europe occidentale: zones Manche
et Atlantique. CRBC/UBO, Brest, 2012, 196pp.
ISBN 978-2-901737-96-4


Sinopse
Os Celtas são realmente originários da Europa central? Pode-se ainda falar de uma invasão indo-europeia? Novos pesquisadores tentam o labor de alumiar a estas questões. São linguistas, arqueólogos, geneticistas, pré-historiadores e apoiam os seus estudos nas descobertas dos trinta últimos anos. Estas descobertas mostram que em uma aprastante maioria não há nenhuma prova de uma invasão indo-europeia em IV milénio aC. a escala de todo o continente europeu. Os Celtas já não viriam de um território sito entre Áustria e o sul da Alemanha, como isso é convencionalmente admitido desde o século XIX, mas seriam estabelecidos desde o final do Paleolítico superior e/ou o Mesolítico ao longo da costa atlântica, da península Ibéria à Armórica e às Ilhas Britânicas. Os descendentes dessas populações introduziriam e difundido, de oeste a este, e não ao inverso, o método de construção dos megálitos, o copo campaniforme, a metalurgia do bronze, a domesticação do cavalo, a roda de rádios.


INDEX

Introduction

Daniel Le Bris – Continuité-discontinuité de peuplement et de langues en zone atlantique


Les Européens Atlantiques

Marcel Otte – Les Indo-européens sont arrivés en Europe avec Cro-Magnon


Une Origine Atlantique des Cultures et Langues Celtiques

Mario Alinei et Francesco Benozzo – Les Celtes le long des côtes atlantiques : une présence ininterrompue depuis le Paléolithique

John T. Koch – Tartessian as Celtic and Celtic from the West: both, only the first, only the second, neither

Xaverio Ballester – Les langues celtiques : origines centre-européennes ou... atlantiques ?

Stephen Oppenheimer  – The post-glacial peopling of the British Isles: can "Celtic" and "Anglo-Saxon" physical intrusions be defined and measured?


Le Peuplement de La Manche

Cyril Marcigny – Emprise territoriale des complexes socio-économiques de l'âge du Bronze dans l'ouest de la France

Gary German  – Le brittonique et le vieil anglais suite à l'Adventus Saxonum : remplacement ou changement de langue ?

Des Corrélations entre le chamito-sémitique et le celtique

Steve Hewitt – La Question d'un substrat chamito-sémitique en celtique insulaire


+INFO sobre o livro: Aires Linguistiques, Aires Culturelles

domingo, 25 de novembro de 2012

Journal Archaeological Method & Theory 19/ 4


Journal of Archaeological Method and Theory 
Nº 19/ 4  2012


In Search of the Middle Ground: Quantitative Spatial Techniques and Experiential Theory in Archaeology pp. 491–494
Dorothy Graves McEwan, Kirsty Millican

Landscape Phenomenology, GIS and the Role of Affordance   
pp. 601–611
Mark Gillings

Landscape, Experience and GIS: Exploring the Potential for Methodological Dialogue   pp. 510–525
Rebecca Rennell

Augmenting Phenomenology: Using Augmented Reality to Aid Archaeological Phenomenology in the Landscape  pp. 582–600
Stuart Eve

The Outside Inside: Combining Aerial Photographs, Cropmarks
 and Landscape Experience   pp. 548–563
Kirsty Millican

Qualitative Landscape Theories and Archaeological Predictive Modelling—A Journey Through No Man’s Land?    pp. 526–547
Dorothy Graves McEwan

Life on a Pixel: Challenges in the Development of Digital Methods Within an “Interpretive” Landscape Archaeology Framework   
pp. 495–509
Marcos Llobera

Experiencing Climate: Finding Weather in Eighteenth Century Cumbria
Toby Pillatt

Demographic Continuities and Discontinuities in Neolithic Europe: Evidence, Methods and Implications
Stephen Shennan

Microarchaeological Approaches to the Identification and Interpretation of Combustion Features in Prehistoric 
Archaeological Sites
Susan M. Mentzer

The Taphonomy of Resource Intensification: Zooarchaeological Implications of Resource Scarcity Among Bofi and Aka Forest Foragers
Karen D. Lupo, Jason M. Fancher

Data Quality in Zooarchaeological Faunal Identification
Steve Wolverton

Landscape Construction and Long-Term Economic Practices: an Example from the Spanish Mediterranean Uplands Through 
Rock Art Archaeology
María Cruz Berrocal, María Sebastián López

Tempi of Change: When Soloists don’t play Together. Arrhythmia 
in ‘Continuous’ Change
Catherine Perlès

After the Deep Freeze: Confronting “Magdalenian” Realities in Cantabrian Spain And Beyond
Lawrence Guy Straus

Accurate Measurements of Low Z Elements in Sediments and Archaeological Ceramics Using Portable X-ray Fluorescence (PXRF)
Jack Johnson

Foraging–Farming Transitions in Island Southeast Asia
Graeme Barker, Martin B.

A Study of African Wild Ass Behavior Provides Insights into Conservation Issues, Domestication Processes and 
Archaeological Interpretation
Fiona Marshall, Cheryl Asa

Spreading of Innovative Technical Traits and Cumulative Technical Evolution: Continuity or Discontinuity?
Valentine Roux

Forty Thousand Arms for a Single Emperor: From Chemical Data to the Labor Organization Behind the Bronze Arrows 
of the Terracotta Army
Marcos Martinón-Torres, Xiuzhen Janice Li


Ir ao número de:   J. Arch Method & Theory

sábado, 24 de novembro de 2012

Durkheim e a Religião Popular


Durkheim and Folk Religion

Quando: 1 Decembro
Onde:  Oxford


A Maison Française d’Oxford e o British Centre for Durkheimian Studies organiçam um Coloquio o proximo dia 1 de dezembro baixo a titulo de Durkheim & Folk Religion, o encontro científico comemora o centenário neste ano das Formas Elementares da Vida Religiosa, uma das mais conhecidas obras do sociólogo francês


 Programa



+INFO no site da:  Maison Française d’Oxford

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Antropologia em Contraponto - Convocatória

ANTROPOLOGIA EM CONTRAPONTO
V Congresso da APA

Quando: 9-11 Setembro 2013
Onde:  Vila Real


A Associaçao Portuguesa de Antropologia organiça entre os dias 9-11 de setembro o seu V Congresso co titulo de Antropologia em Contraponto.

A pergunta-chave que orienta este congresso traduz-se num duplo desafio.O primeiro consiste em questionar a relação que existe entre cada uma das investigações em antropologia e o conjunto da tradição reflexiva a que chamamos Antropologia, em nome da qual se construíram e continuam a desenvolver múltiplas linguagens teóricas, metodológicas e empíricas, também elas sujeitas a uma pluralidade de interpretações. O segundo sugere uma reflexão em torno da própria articulação entre a antropologia enquanto procura da compreensão da condição humana e a antropologia enquanto tradição disciplinar que contribuiu de forma decisiva para o esforço antropológico mais vasto, incidindo no carácter polifónico da antropologia, privilegiando o contraponto entre as distintas vozes que a compõem.

Atualmente esta aberto o praço para a apressentaçao de paneis tematicos, a partir do 20 janeiro aparecera a lista definitiva de propostas de sessoes tematicas aceitadas


+INFO no site de:   Antropologia em Contraponto

Anthropology of this Century nº 5


Nº 5 - 2012


INDEX

Helen Lambert:
DOING THE BUSINESS AND PAYING FOR IT
On the game: women and sex work by Sophie Day

Chris Fuller:
AMBIVALENCE ABOUT APARTHEID
Melancholia of freedom: social life in an Indian township in 
South Africa by Thomas Blom Hansen

Morten Axel Pedersen:
COMMON NONSENSE: A REVIEW OF CERTAIN RECENT REVIEWS
 OF THE “ONTOLOGICAL TURN”

Elizabeth Emma Ferrye:
ECONOMIC ANTHROPOLOGY AND ITS AUDIENCES
Economic anthropology: history, ethnography, critique
by Chris Hann & Keith Hart
Anthropology, economics and choice by Michael Chibnik

Iza Kavedžija:
SINGING ON AN EMPTY BELLY
Life within limits: well-being in a world of want by Michael Jackson


Feature Article

Joel Robbins:
ON BECOMING ETHICAL SUBJECTS: FREEDOM, CONSTRAINT,
 AND THE ANTHROPOLOGY OF MORALITY



Ir ao site da revista:   Anthropology of this Century

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Novidades da Arqueologia Galega

NOVIDADES DA ARQUEOLOXIA GALEGA

Quando: 25 de novembro
Onde:   Parada do Sil


O domingo dia 23 a Associação de Empresas Galegas de Arqueologia (AEGA) organiza uma serie de três charlas com o título Novidades da Arqueologia Galega no concelho ourensano de Parada de Sil. Estas charlas inscrevem-se num ciclo de conferências sobre o panorama atual da arqueologia galega que esta entidade anda a celebrar em distintos pontos da Galiza

As palestras terão local na Fábrica da Luz, e incluiram uma posterior visita pola tarde as escavações da necrópole alto-medieval de São Vítor de Varxacova


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Origens da Complexidade Social - Seminário


Origens e transformações da Complexidade Social das primeiras sociedades camponesas à Idade do Ferro - 5 abordagens Iniciais

Quando: 21 de novembro
Onde:   Lisboa


A próxima quarta feira dia 17 novembro, terá local na Sociedade de Geografia de Lisboa o terceiro seminário da secção da arqueologia da mesma que terá por titulo que terá por titulo Origens e transformações da complexidade social das primeiras sociedades camponesas à Idade do Ferro. 5 Abordagens Iniciais.



Nele participaram uma serie de especialistas que abrangeram este amplo período cronológico mostrando como tem evoluído, e decorrido a complexidade nas sociedades da pré- e proto-história portuguesa

O seminario derrora entre as 15h – 18:30


Programa

Ana Cristina Martins (IICT)
Origens e transformações da complexidade social na história da arqueologia: um breviário portuguêss

Mariana Diniz (FLUL)
Nas origens das sociedades camponesas: cursos e percursos da complexidade social

Joaquina Soares (MAEDS)
Complexidade social durante o III Milénio BC no Sul de Portugal

Joao Luís Cardoso (UAberta)
Cronologia absoluta do “fenómeno” campaniforme em torno do estuário do Tejo: incidências sociais e culturais

Joao Carlos Senna-Martinez (FLUL)
A Idade do Bronze do Centro Norte Português: metalurgia e transformações sociais


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Escultura Fenícia em Hispânia

ESCULTURA FENICIA EN HISPANIA

Almagro-Gorbea, M & Torres Ortíz, M, La Escultura Fenicia en Hispania. RAH, Madrid, 2010
ISBN: 978-84-15069-19-5


A Real Academia da História de Espanha, tem editado recentemente dentro da sua coleção Biblioteca Archaeologica Hispana, um interessante corpus da estatuária de origem fenício topada na Península Ibérica. O livro La Escultura Fenicia en Hispania é uma interessante síntese de interesse não só para os estudiosos do mundo do sul e levante peninsular, senão também de jeito mais geral para os interessados na arte oriental e de outros âmbitos culturais da Europa durante a Idade do Ferro, desde Hallstatt e La Téne, até o mundo etrusco, ou a Grécia Arcaica

Dama de Cádis
  
A obra mais que um simples catalogo plateia um estudo detalhado de cada peça sinalando os diversos paralelos estilísticos e iconográficos tanto no mundo oriental como no Mediterrâneo Oriental, incluindo o mundo grego, e sinalando as influencias nas peças de produções indígenas da Hispânia e de outros âmbitos (Centro Europa, Itália, etc.), ampliando como elo consideravelmente as perspetivas sobre a origem da arte peninsular

leão orientalizante de Pozo Moro
    
Em resumem um livro destinado a se converter em uma das obras de referencia nos próximos anos no estudo da plástica ibérica.


Sinopse
Esta obra é o resultado de um intenso esforço, de vários anos, dirigido a dar a conhecer, reunidos e bem analisados neste Corpus da Escultura Fenícia em Hispânia, um dos testemunhos materiais mais interessantes da arqueologia fenícia e púnica na Península Ibéria, a antiga Hispânia, que, não obstante, foi escassamente valorizado apesar da sua grande importância.


 INDEX



domingo, 18 de novembro de 2012

Os Castros do Ocidente de Zamora



Aproveitando a postagem anterior deixamos aqui esta conferência que Ángel Esparza Arroyo deu no curso de verão Castros de interior: a Idade do Ferro do NO peninsular a través do exemplo limião organizado em 2011 pelo LAUV (agora integrado no GEEAT), e que leva por titulo Castros da Idade do Ferro na área norocidental zamorana

Podeis igualmente ver o resto dos vídeos das palestras na web da TV da Universidade de Vigo (aqui)


A Morte nas Cogotas I


Prácticas mortuorias en el grupo arqueológico de Cogotas I

Quando: 23 de novembro
Onde:  Coimbra


A próxima sexta-feira, dia 23 de novembro, o Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto (CEAUCP) organiza uma conferência sobre o mundo funerário na conhecida Cultura das Cogotas I da Meseta ocidental. 




A palestra tem por título Praticas mortuárias no grupo arqueológico de Cogotas I e será impartida pelo professor Ángel Esparza Arroyo um dos principais especialistas no Bronze Final e Idade do Ferro do oeste da Meseta na Peninsula Ibérica



A conferência decorrera no local no edifício do Palácio de Sub-Ripas a partir das 14:30 horas



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ânforas, Vinho e Hallstatt - Colóquio


Des Amphores chez les Celtes Hallstattiens
L’Europe et le vin de la Méditerranée archaïque

Quando: 26-27 de novembro
Onde:  Aix-en-Provence


O Centre Camille Julian, entidade dependente da Universidade de Provença e o CNRS organiza os dias 26-7 de este mês um colóquio irternacional que leva por titulo: Das Ânforas entre os Celtas Hallstáticos, A Europa e o vinho no Mediterrâneo Arcaico, que as importações anfóricas do Mediterrâneo no mundo hallstattico. Nele abordam-se os distintos aspetos nos que se contextualiza a chegada destes contendores

Desde a própria problemática arqueológica as dimensões sociais do consumo vinho na Idade do Ferro, e a relação e adaptação dos usos e objetos mediterrânicos nos contextos nordeuropeus durante a Idade do Ferro.



Para elo contara-se como nomeados especialistas na arqueologia da Idade do Ferro como Stéphane Verger, Patrice Brun ou Dominique Garcia


 Programa



+INFO no site do:   Centre Camille Julian

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dinâmica de Populações na Pré-história - Livro

POPULATION DYNAMICS IN PREHISTORY & EARLY HISTORY

Kaiser, E., Burger, J. & Schier, W (eds.), Population Dynamics in Prehistory and Early History. New Approaches Using Stable Isotopes and Genetics. Walter De Gruyter, Berlin, 2012
ISBN: 978-3-11-026630-6


Sinopse
As Migrações e dinâmica de população são considerados temas muito problemáticos nos campos de estudos antigos. Bolsa recentes investigação sobre as populações (pré)históricas geraram novos um novo impulso para utilizar as aproximações científicas baseadas na radiogénica de isótopos estáveis, e a paleo-genética, assim como as simulação por computador. Como resultado, o estado de investigação experimentou uma rápida mudança. 

Os contributos de vários grupos investigadores apresentadas numa conferência celebrada em Berlim em 2010, dirigidas a aspetos históricos específicos de dinâmica de populações e migração, sem restrições cronológicas ou geográficas, tentaram apresentar uma pesquisa bioarqueologica transversal. 

O presente volume, dividisse em três grandes secções temáticas (análise de isótopos, genética de população, e simulação de modelos por computador), que as novas ideias, experiências, e aproximações metodológicas, que amostram através de uma série de contributo as possibilidades futuras da investigação futura nesta área. 
  
  
 INDEX




Descarrega o livro no site de:   De Gruyter

Escitas, entre a Europa e Ásia

As origens da mistura genética entre europeus e asiáticos

Um grupo de pesquisadores liderado pola Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), descobriram a primeira evidência científica de mistura genética entre europeus e asiáticos nos restos fósseis de antigos guerreiros escitas que viverão há mais de 2.000 anos na região de Altai em Mongólia. Ao contrário do que se pensava anteriormente, os resultados publicados na revista PLoS ONE indicam que esta mistura não foi devida a uma migração para o leste dos europeus, mas a uma expansão demográfica das populações locais da Ásia Central, graças as melhoras tecnológicas que a cultura escita trouxera com eles.

O Altai é uma cadeia montanhosa da Ásia Central que ocupa polo o oeste territórios dos atuais Rússia e Cazaquistão e da Mongólia e China, pelo este. Historicamente, as estepes da Ásia Central tem sido um corredor natural para as populações asiáticas e europeias, da qual é resulta a grande diversidade das população da região hoje em dia. Em tempos antigos, no entanto, o Montanhas do Altai, localizadas no meio das estepes, representarão uma importante barreira para a convivência e mistura das populações que viviam a ambos lado, assim eles viveram isoladas durante milénios: os europeus, no lado ocidental e os asiáticos do lado oriental.

A cordilheira do Altai e estepa asiática

A pesquisa realizada polos investigadores do Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont da UAB, e do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC) lança uma nova luz sobre quando e como ocorreu essa mistura genética euro-asiática.


Os pesquisadores do Laboratório palaeogenetica da UAB analisaram o ADN mitocondrial (herdado da mãe, que permite traçar nossos ancestrais pola linha materna) extraído dos ossos e dentes de 19 esqueletos da Idade do Bronze (séculos X-VII aC) e da Idade do Ferro (séculos VII-II AC) procedentes das montanhas Altai mongol. Os restos foram extraídos de uns túmulos descobertos há sete anos, nos que foram descobertos os corpos de corpos de vários guerreiros escitas, no que representou a primeira evidência desta cultura no leste da Ásia.

Kurgan da região do Altai

Os resultados obtidos demonstram que durante a Idade do Ferro, no tempo em que a cultura escita se estendia polas montanhas de Altai, a população da região tinha uma mistura perfeita de linhagens europeias e asiáticas no DNA mitocondrial ou sequências. A descoberta é muito relevante, tendo em conta que as populações anteriores não mostravam sinais de nenhuma mistura de linhagens: o ADN analisado nos túmulos localizados na Rússia e Cazaquistão pertencem a linhagens europeias, enquanto o ADN da parte oriental, na Mongólia, contêm linhagens asiáticas.

frequência espacial das linhagens euro-asiáticas

"Os resultados fornecem uma informação excecionalmente valiosa sobre como e quando apareceu a diversidade populacional que encontramos hoje nas estepes centro asiáticas e aponta a possibilidade de que isto ocorre-se no Altai há 2.000 anos, entre as populações locais de ambos os lados da cordilheira, coincidindo com a expansão da cultura escita, que veio do oeste", explica Assumpció Malgosa, professora de Antropologia Biológica na UAB e coordenador da pesquisa.



Estudos realizados até agora sobre mostras de ADN antigo do Altai já indicaram que os escitas foram a primeira grande população em amostrar mistura entre europeus e asiáticos. No entanto, apenas as populações estudadas foram as da parte ocidental das estepes da Eurásia, o que sugeria que essa mistura foi devida a migrações populacionais da Europa para o leste.

rede de sequências do haplogrupo M   .

Esta pesquisa é a primeira a fornecer provas científicas desta mistura de populações no lado oriental do Altai, e indica que o contacto entre as linhagens europeias e asiáticas ocorreu antes da idade de ferro, quando as populações estavam presentes em ambos lados da montanha. O estudo sugere que a população asiática adotou a cultura escita, mais avançada tecnologicamente e socialmente, e isso fixo-os aumentar demograficamente, favorecendo sua expansão e contacto com os europeus.



Essa ideia pranteia uma nova hipótese sobre a origem da atual diversidade populacional na Ásia Central e permite uma melhor compreensão do processo demográfico que ocorreu detrás dela.


As tumbas congeladas dos guerreiros escitas
    
Entre 2005 e 2007, investigadores da UAB, junto com pesquisadores franceses e mongóis, participaram em um projeto europeu destinado cujo objetivo era escavar tumbas escitas na vertente mongola da cordilheira do Altai da Mongólia.

menino escita no peitoral de Tolstaja Mogina s, IV a.C 
Nas três campanhas de escavações realizadas mais de 20 túmulos foram escavados. Muitos estavam congelados e continham os restos humanos mumificados dos enterrados junto cós seus cavalos e pertenças. Esta é a primeira vez que sepulturas de guerreiros escitas tinham sido descobertas na Mongólia, uma vez que todos os outros túmulos desta cultura foram localizados na face ocidental do Altai.


Os escitas eram um povo Indo-europeu dedicado ao pastoreio nómada e criação de cavalos. Eles cruzaram as estepes euro-asiáticas do Mar Cáspio até atingir as montanhas de Altai durante os séculos VII e II aC. Os escitas são conhecidos graças os escritos do historiador grego Heródoto.

Fonte: UAB News

Referência 
Mercedes González-Ruiz, Cristina Santos, Xavier Jordana, Marc Simón, Carles Lalueza-Fox, Elena Gigli, Maria Pilar Aluja, Assumpció Malgosa,"Tracing the origin of the east-west population admixture in the Altai region (Central Asia)" PLoS ONE  7/11: e48904
DOI: 10.1371/journal.pone.0048904


A Princesa do Gelo - A tumba de Pazyrik



Documentário sobre o celebre enterramento da chamada Donçela do Gelo ou Senhora de Altai encontrada pola arqueóloga Natalia Polosmak 1993 em Ukok (Pazyrik, Sibéria) perto da fronteira chinesa. Esta descoberta excecional permitiu conhecer materialmente o ritual funerário e o enxoval de um membro da elite escita arredor do século V a.C.



Após o enterro a sepultura tinha sido inundada pela chuva que congelada durante o inverno, conservou em permafrost permanentemente tudo o contido da câmara mortuária. A jovem defunta de Ukok fora enterrada segundo um ritual tipicamente escita num sepulcro feito com troncos junto com 6 cavalos que foram sacrificados e um importante enxoval formado por objetos de ouro, bronze, madeira e seda. 



O seu corpo mostrava tatuagens com diversos motivos estilizados que recordavam aos presentes na arte das estepes, figuras de cervos e outros animais imaginarios ou reais pressentes na paisagem e na mitologia dos povos das estepes



A tumba da "Princesa" de Ukok, proporciona uma fascinante olhada a cultura material e as crenças sobre a morte das povoações escíticas que conhecemos em paralelo pelo etnográfico oferecido por Heródoto



O documentário passa revista ao achádego arqueológico e as suas circunstancias, ao processo da pesquisa assim como as polémicas xurdidas em torno a origem e reconstrução étnica (oriental vs europeia) e destino final da Dama dos Gelos no contexto político e social da queda da URSS


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Etnoarqueologia do "Intangivel"


The Intangible Elements of Culture
in the Ethnoarchaeological Research

Quando: 21-23 de Novembro
Onde:  Roma

Durante a última década, "intangível" tornou-se uma palavra-chave na pesquisa antropológica e na gestão do património. As teorias arqueológicas e métodos para a exploração do significado e importância dos artefactos, recursos e modos de regulamento focam-se cada vez mais na evidência "não material". 

Graças a suas características particulares, a etnoarqueologia pode efetivamente favorecer o desenvolvimento do estudo do património cultural imaterial das sociedades vivas, e destacar sua relevância para o estudo do passado. Esta conferência pretende reunir pesquisadores que estudam o papel dos intangíveis na interpretação de dados em seus projetos tnoarqueológicas, a fim de discutir as suas implicações para a pesquisa arqueológica.

A conferência tem como objetivo explorar o papel de "etnoarqueologia do imaterial" nos seguintes tópicos (mas não limitado a): o aprovisionamento de matéria-prima, produção e distribuição de artefactos, modelos de assentamento, , interações humanos-meio ambiente, utilização e perceção do paisagem, relações sociopolítica, características e instalações do asentamento.


 Programa



+INFO no site coloquio:  Etnoarchaeology.org

Arte Popular na sociedade tradicional asturiana


Arte Popular na sociedá tradicional asturiana
    
XIII Seminariu d´Estudios Asturianos de la Fundación Belenos

Quando: 17-18 novembro
Onde:  Pola de Alhande


A Fundação Belenos organiça a ediçao no XIII do seu Seminariu d´Estudos Asturianos, que se celebrara no concelho de PoLa de Alhande (Asturias) entre os dias 17-18 do mes de novembro

Esta edição tem por titulo Arte Popular na sociedá tradicional asturiana, e reunira a varios espertos em etnografia e historia da arte, como os etnografos Alberto Albarez Peña (do que já faláramos neste blog) e Ástur Paredes, ambos mendros do Fundação Belenos, Jesus Gonzalez Calle e o historiador da arte Gerardo Díaz Quiros.

O prezo da matricula e de 35 euros,  há opção de reservar alojamento a traves do seminário por um preço de 60 euros. Para mais informação podeis consultar o Facebook da Fundação Belenos


Programa


Grecia e a Arqueologia Espanhola

Grecia y la arqueología española
Historiografía, proyectos y perspectivas

Quando: 19-20 dezembro
Onde:   Madrid

A Universidade Complutense de Madrid junto coa Real Academia de Belas Artes de São Fernando organizam entre os dias 19-20 do mês de dezembro uma reunião cientifica internacional na que tratara a importância para a arqueologia espanhola do estudo da Grécia antiga, e quais são as novas perspetivas que neste âmbito se abrem para as instituições de pesquisa espanholas



Sinopse
A Antiguidade grega é um dos pilares da cultura ocidental e a sua investigação, um dos principais incentivos para o nascimento e desenvolvimento da Arqueologia. Propomo-nos que papel jogou no nosso país a Arqueologia da Antiga Grécia e qual é o seu presente e futuro, se precisa a Arqueologia Espanhola uma Escola em Atenas e que objetivos deveriam perseguir estas instituições no século XXI.


 Programa




sábado, 10 de novembro de 2012

Cahiers des Études Anciennes XLIV


CAHIERS DES ÉTUDES ANCIENNES XLIX, 2012

Le Charaktèr du Prince

Arnaud Suspène
En guise d’introduction : les enseignements du portrait monétaire de César

Olivier Picard
Le portrait de Ptolémée I ou comment construire la monnaie d’un nouveau royaume

Panagiotis P. Iossif
Les « cornes » des Séleucides : vers une divinisation « discrète »

Marie-Christine Marcellesi
De Philétaire à Eumène II : image et pouvoir chez les Attalides

Frédérique Duyrat
Tigrane en Syrie : un prince sans images. Suivi d’un catalogue des monnaies de Tigrane le Grand dans les collections du Département des Monnaies, Médailles et Antiques de la Bibliothèque nationale de France

Jacques Alexandropoulos
Aspects militaires de l’iconographie monétaire numide

Sylvia Nieto-Pelletier
Le Portrait monétaire gaulois : les monnayages du Centre de la Gaule (IIIe‑Ier siècles a. C.)

Arnaud Suspène
Images royales en contexte romain : les rois étrangers sur les monnaies romaines (IIe siècle a. C.‑IIe siècle p. C.)

Antony Hostein
Constantin et Sol sur le multiple d’or de Ticinum (313) : bustes géminés et légitimation en temps de crise



Ir ao número da revista:  CEA

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cerâmica e estratigrafia na Lusitânia

CONTEXTOS ESTRATIGRÁFICOS ROMANOS NA LUSITÂNIA
DA REPÚBLICA À ANTIGUIDADE TARDIA

Quando: 24 novembro
Onde:   Lisboa


Embora apoiada em contextos estratigráficos, a investigação ceramológica que atravessou quase todo o século XX foi, como sabemos, eminentemente de índole morfológica e deu origem a uma série de tipologias que ainda hoje norteiam os nossos trabalhos. Nas últimas décadas os esforços têm tido em linha de conta uma crescente problematização de contextos, com a percepção de que o monolitismo das grandes tipologias distorce muitas vezes as nuances temporais e geográficas da difusão comercial, bem como as diferenças entre as cronologias dos centros de consumos e as dos centros de produção.



Apesar de na última década a investigação europeia ter lançado vários trabalhos conjuntos de problematização estratigráfica, a investigação portuguesa tem talvez ficado um pouco à margem desta tendência.


O intuito deste colóquio é exactamente o de estimular a apresentação e o debate de realidades estratigráficas relevantes para as cronologias tipológicas e comerciais no espaço lusitano e poderá ser uma salutar discussão para estudos em progresso, já finalizados, ou mesmo já publicados anteriormente


Para elo o colóquio Contextos Estratrigráficos na Lusitânia reunira a varios especialistas em cerâmica antiga no Faculdade de Belas Arte da Univ. de Lisboa o dia 24 de novembro.


 Programa