sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vai de Cránio


Bom, seguindo e cecais mesmo arrastado pela a temática eminente fúnebre e macabra de algumas postagens anteriores, tenho-me topado com esta interessante exposição que se vai celebrar no Reiss-Engelhorn Museum de Manheim titulada Culto ao Crânio - Cabeça e Crânio na Historia Cultural da Humanidade (Schâdelkult – Koft und Schädel in der Kulturgeschichte des Meschen)



e de passo, obviamente também me topo com esta foto de uma das peças que ilustram a mostra, que se centrara na fascinação e os distintos papeis que ao longo da historia e da geografia (dos celtas, aos jibaros passando pola tempus fugit existencial barroco, ou a anatomia descriptiva) tem jogado esta parte da nossa anatomia, que tam bem nos define ...não  si meu caro Jorik?


Desde logo pouco se imaginaria o pobre Andreas Frei lá pelo 1823 que quase 200 anos depois ia ser o centro de atenção, uma das estrelas, num Museu ...coisas da fama, seica a alguns lhes chega coa morte.


+INFO no site de:  Schaederlkult.de

As Múmias de Escócia


Mumificaçao na Bretanha da Idade do Bronze

De acordo coas sensacionais descobertas arqueológicas que estão sendo feitas atualmente na Escócia, os Bretões da idade de bronze foram quem de prática a arte da mumificação, ao mesmo tempo que a cultura da múmia estava em pleno andamento no Egito faraónico. Pares que os bretões teriam inventado indentado autonomamente esta técnica

Uma equipa de arqueólogos, liderados pelo Dr. Mike Parker Pearson, da Universidade de Sheffield, descobriu recentemente os restos do que se acha são dois corpos mumificados a Idade do Bronze, que foram enterrados baixo o andar de uma casa pré-histórica em Cladh Acham na ilha South Uist no arquipélago das Hébridas. A casa na que os esqueletos das múmias foram enterrados era parte de um complexo único em Idade do Bronze, que é tão enigmático como os cadáveres preservados que foram enterrados ali.

O achado é a primeira evidência da mumificação deliberada levada a cabo na antiguidade em Grã-Bretanha - e é sem dúvida um das descobertas arqueológicas mais importantes realizadas nos últimos anos. Os tecidos do corpo mumificado não sobreviveram pelo que não foi imediatamente óbvio para os escavadores o que encontrava, quando se encontraram os dois esqueletos de Cladh Acham. No entanto, os esqueletos apresentavam uma feição pouco comum, com as articulações muito flexionadas, acontecia nas múmias peruanas.



Depois da descoberta seguiram em vários meses de detalhadas provas científicas, incluindo provas de Carbono14 para datar os ossos e outros materiais do jazigo. A primeira sugestão de que os esqueletos se corresponderam com corpos mumificados se produziu depois da chegada do laboratório das datas radiocarbónicas. Para o assombro dos arqueólogos, encontraram-se que um dos indivíduos (um homem) morria em torno de 1.600 a.C -, mas era enterrado de seis séculos mais tarde, em torno de 1.000 a.C. É mais, o segundo sujeito (uma mulher) morria em torno de 1300 aC - e tinha que esperar assim mesmo 300 anos antes de ser enterrado.

Os arqueólogos consideraram isto sumamente estranho. Nunca via algo assim antes. Se os esqueletos tinham estado sem inumar durante um período de 600 ou 300 anos ficaria reduzidos a um montão de ossos. Mas parecia que talvez de alguma maneira os tendões e a pele foram deliberadamente conservados, para manter de forma permanente os esqueletos juntos. Os pesquisadores começaram a perguntar-se se encontraria as primeiras munias de Grã-Bretanha. Depois veio uma segunda evidência igual de surpreendente. Efetivamente, os ossos descobertos pertenciam a corpos mumificados, então, como se tinha levado a cabo a mumificação? Tendo em conta as tecnologias e os recursos disponíveis em Grã-Bretanha durante a Idade do Bronze, tinham-se três opções principais.


A interpretação da descoberta
Em primeiro lugar, existia a possibilidade de que os corpos era afumados para a sua conservação. Certamente a gente da Idade do Bronze tinha a tecnologia para esse procedimento, e de facto os arqueólogos descobriram um afumadeiro no revestimento do sítio que datava de 1100 e 800 anos, respetivamente, após que essas pessoas morrer.

Em segundo local, os corpos poderiam ter sido secados ao vento e certamente há evidências arqueológicas pré-históricas que demonstra que a gente em algumas partes das ilhas ocidentais da Escócia fez uso de técnicas de secado pelo vento para conservar a carne (especialmente as grandes aves marinhas), na antiguidade e inclusive a posteriori.


Uma terceira possibilidade, é que o corpo de South Uist pudessem ter sido preservado pela colocação temporária em uma turbeira. Sabe-se que os homens pré-históricos conheciam as propriedades de conservação de certos tipos de turbeira e que os utilizaram, mais tarde na Escócia e Irlanda para preservar alimentos como a manteiga e o sebo. É mais, os corpos das vítimas de assassinato de sacrifício ou ritual (principalmente da Idade do Ferro) que se encontraram conservados nas turbeiras em Grã-Bretanha e a Europa continental.

O home de Tolund (Dinamarca)

Foi esta terceira opção que era mais fácil de provar, utilizando as técnicas forenses modernas. Quando um corpo se coloca em uma turbeira, a pele e os tendões se curtem na sua maioria de maneira similar à que a pele do animal se transforma em couro. O osso também se altera e se converte em água desmineralizada. Quanto mais tempo mantém-se na turbeira, e a mais profundidade mais progride o processo de desmineralização do tecido ósseo.

O home de Clonycavan (Irlanda)

Se uma turbeira utilizou-se para preservar o corpo pessoa simplesmente o suficiente como preservar ao mesmo tempo a pele de e tendões a pessoa mantendo de passagem o esqueleto de forma permanente dentro do corpo, então o cadáver teria que estar depositado no pântano durante um período dentre 6 e 18 meses, o que têm daria local à desmineralização superficial de só uns milímetros do exterior do osso. Que é precisamente o que as provas forenses mostraram que ocorria. A análise científica revelou que só 2 mm do exteriorosso foram desmineralizados.


A última peça do puzzle
Por último, posteriores exames forenses revelaram uma terça e última peça que evidenciava a mumificação.A técnica utilizada para revelar esta baseia-se no facto de que, após a morte, as bactérias intestinais começam a devorar o corpo e a atacar o esqueleto. O ataque de bactérias modifica estrutura-a osso dando local a minúsculos buracos. O grau de dano bacteriano pode ser calculado com um alto grau de precisão por um procedimento forense conhecido como porosimetría de mercúrio.



Um pedaço de osso, cujo volume foi medida com precisão, se coloca dentro de um recipiente de volume conhecido. O mercúrio é introduzido no recipiente a pressão com o que este penetra nos buracos escavados pelas bactérias. Pode-se medir a quantidade de mercúrio penetrou no osso e portanto, a percentagem de dano bacteriano que sofreu o osso. No caso dos esqueletos de dois South Uist, a prova mostrou um nível muito baixo de dano bacteriano - um nível compatível com um palco no corpo colocasse-se na turbeira um dia ou dois após a morte.

A prova sugere muito rotundamente que não se tinha tentado evitar que os cadáveres se decompusessem durante um período prolongado. Indicando que o processo de decomposição se tinha detido em uma etapa temporã - provavelmente quando o corpo foi colocado na turbeira, ou talvez se fossem eviscerados, antes da sua imersão no pântano.


Razões para a mumificação
Os arqueólogos demonstraram que quase os dois esqueletos do South Uist procedem de corpos mumificados - e que permaneciam insepultos durante 600 e 300 anos respetivamente. Mas por que os seus contemporâneos quiseram mumificá-los é um completo mistério.

Os motivos para a preservação do corpo variam de um local a outro e de um período a outro ao longo de todo mundo. No antigo Egito, a gente era mumificada com o fim de ajudar-lhes a atingir uma vida eterna. No antigo Peru, os imperadores incas eram mumificados para que possam seguir desempenhando o seu papel na sociedade desde o para além. Inclusive, os seus corpos mumificados, assistiam a banquetes organizados pelo Estado.

Cabeças reducidas jibaras

Na selva amazónica, algumas tribos 'mumificam' as cabeças dos seus inimigos e mantêm-nos nos seus próprios lares - onde a sua identidade e a força espiritual pode ser ?expropriada? pelo grupo familiar daqueles que os tinham matado. No Tíbet e Japão, os homens santos eram mumificados, enquanto em várias outras áreas os antepassados foram preservados para ser venerados a posteridade - e consultados sobre importantes assuntos tribais.

Em Grã-Bretanha pré-histórica existia uma tradição de reverência para os antepassados, pelo que é concebível que as munias do South Uist fossem importantes figuras ancestrais. Como poderes protetores da tribo ou o clã pode ter sido vistos inclusive como intermediários em nome do seu povo ante os deuses ou espíritos cósmicos. É provável que os corpos preservados se mantivessem durante os séculos sendo uma espécie de múmias da casa em uma morada especial para dar cabida aos antepassados, provavelmente, tanto masculinos como femininos. Mas com todo o sentido e o papel destas múmias é só uma parte do enigma de Cladh Acham.

Os rituais em Cladh Acham
Este complexo compõe-se de sete casas distribuídas em várias aterraçamentos. Os arqueólogos até agora escavaram três delas e a escavação revelou que as estruturas foram utilizadas não só como morada senão também como locais de atividade ritual.



Quando o assentamento foi fundado em torno de 1000 aC, as duas pelas múmias, junto do corpo de uma ovelha inteira (possivelmente um sacrifício), foram enterrados baixo o andar da casa situada mais ao norte. Na mesma época um indivíduo não mumificado de 13 anos de idade que morria recentemente foi enterrado baixo o andar da casa do centro. Por embaixo da mais meridional das três estruturas escavadas, um menino de três meses de idade também foi enterrado cerca de 1.000 a.C. Também ao longo de todo o 1000, na estrutura situada mais ao norte, algum tipo ritual se levado a cabo se destruindo como resultado grandes quantidades de cerâmica de forma deliberada.


Durante os seguintes séculos os ritos continuaram nas estruturas do norte e centro. Em uns poucos anos ou décadas mais tarde os ossos cremados de alguns meninos foram enterrados na casa do norte (a das múmias). A seguir, um par de décadas mais tarde todavia, os ossos vários meninos incinerados foram depositados na casa, junto de vários recipientes de cerâmica rompidos deliberadamente e três pedras. Um grupo olas rotas se apilaram a continuação no interior da parede de a casa e posteriormente toda a casa foi deslocada um metro ao este e reconstruída, um bracelete de bronze depositado em este momento possivelmente comemora este feito.



Na mesma época a casa do sul foi desmantelada. Durante os próximos e de anos os ritos continuarem en nas estruturas do norte e do centro. Em Arredor do ano 900 aC, por exemplo, um bebé foi enterrado na casa do norte e o edifício foi novamente trasladado e reconstruído, esta vez dois metros mais ao oeste.


Vida e morte na pré-história da Bretanha
Todos estes restos revelam ou rastro de dois antigos rituais celebrados em Cladh Acham. Com vos ânus, nas duas casas, novamente se depositou cerâmica rompida intencionalmente junto de ferramentas de osso. Também continuou ou sacrifício de animais - uma ovelha e dois cães. Após o desmantelamento construção e de vários episódios mais de reconstrução, a casa do norte foi finalmente abandonado em torno do 700 aC - mas a estrutura central continuou usando-se com funções rituais até ao redor de 400 aC, pelo que é a mais estrutura arquitetónica mais longeva da pré-história britânica.



A gama da atividades rituais presente ao povoado encontra-se entre as mais amplas conhecidas, e propõe a questão de se o sítio teve principalmente uma funcionalidade residencial ou ritual e religiosa? Quem foram as pessoas que viviam ali? Eram gente corrente das tribos da Idade do ou pelo contrário membros de uma elite ritual, possivelmente sacerdotes ou xamanes? Eram os antepassados destas elites étnicas / tribais, esses corpos que era conservados e venerados através dos séculos? Ou foram recém chegados ou novos colonos, que deslocaram à população original e depossuindo-os não só das suas terras, senão também, ao "venerar às múmias", dos seus antepassados

Só as investigações arqueológicas no futuro poderão responder a estas perguntas. Pelo momento, a descoberta das primeiras múmias de Grã-Bretanha deveria começar a ajudar-nos/ajuda-nos a definir alguns das feições finque da vida e a morte na pré-história britânica.

Fonte:  BBC History - David Keys

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Journal of Archaeological Science - Novo número


Journal of Archaeological Science 
Vol. 38, nº 11, Novembro 2011 


Obsidian sources and distribution systems in Island Southeast Asia: a review of previous research
pp. 2873-2881
Matthew Spriggs, Christian Reepmeyer, Anggraeni, Peter Lape, Leee Neri, Wilfredo P. Ronquillo, Truman Simanjuntak, Glenn Summerhayes, Daud Tanudirjo, Archie Tiauzo

Assessing the macrofracture method for identifying Stone Age hunting weaponry
pp. 2882-2888
Justin Pargeter

XRF analysis of glass beads from the Mycenaean palace of Nestor at Pylos, Peloponnesus, Greece: new insight into the LBA glass trade
pp. 2889-2896
Kyriaki Polikreti, Joanne M.A. Murphy, Vasilike Kantarelou, Andreas Germanos Karydas

Geologic constraints on rain-fed Qocha reservoir agricultural infrastructure, northern lake Titicaca Basin, Peru
pp. 2897-2907
Nathan Craig, Mark S. Aldenderfer, Catherine A. Rigsby, Paul A. Baker, Luis Flores Blanco

Earliest art in the Americas: incised image of a proboscidean on a mineralized extinct animal bone from Vero Beach, Florida
pp. 2908-2913
Barbara A. Purdy, Kevin S. Jones, John J. Mecholsky, Gerald Bourne, Richard C. Hulbert Jr., Bruce J. MacFadden, Krista L. Church, Michael W. Warren, Thomas F. Jorstad, Dennis J. Stanford, Melvin J. Wachowiak, Robert J. Speakman

Using hearths for temper: petrographic analysis of Middle Woodland charcoal-tempered pottery in Northeast Florida
pp. 2914-2924
Neill J. Wallis, Ann S. Cordell, Lee A. Newsom

Evidence for volcanic ash fall in the Maya Lowlands from a reservoir at Tikal, Guatemala
pp. 2925-2938
Kenneth B. Tankersley, Vernon L. Scarborough, Nicholas Dunning, Warren Huff, Barry Maynard, Tammie L. Gerke

Supply routes and the consumption of glass in first millennium CE Butrint (Albania)
pp. 2939-2948
Nadine Schibille

Detection of chloride from pottery as a marker for salt: A new analytical method validated using simulated salt-making pottery and applied to Japanese ceramics
pp. 2949-2956
Akiko Horiuchi, Nobuo Ochiai, Hitomi Kurozumi, Yoshiki Miyata

New trials in the consolidation of waterlogged archaeological wood with different acetone-carried products
pp. 2957-2967
Gianna Giachi, Chiara Capretti, Ines D. Donato, Nicola Macchioni, Benedetto Pizzo

The use of stereoscopic images taken from a microdrone for the documentation of heritage – An example from the Tuekta burial mounds in the Russian Altay
pp. 2968-2978
Marijn Hendrickx, Wouter Gheyle, Johan Bonne, Jean Bourgeois, Alain De Wulf, Rudi Goossens

The origin of black pigmentation in a sample of Mexican prehispanic human bones
pp. 2979-2988
Carlos Argáez, Erasmo Batta, Josefina Mansilla, Carmen Pijoan, Pedro Bosch

Identification of metal residues associated with bit-use on prehistoric horse teeth by scanning electron microscopy with energy dispersive X-ray microanalysis
pp. 2989-2994
Robin Bendrey

Obsidian sources and distribution systems in Island Southeast Asia: new results and implications from geochemical research using LA-ICPMS
pp. 2995-3005
Christian Reepmeyer, Matthew Spriggs, Anggraeni, Peter Lape, Leee Neri, Wilfredo P. Ronquillo, Truman Simanjuntak, Glenn Summerhayes, Daud Tanudirjo, Archie Tiauzon

Discriminant function analyses in archaeology: are classification rates too good to be true?
pp. 3006-3018
Kris Kovarovic, Leslie C. Aiello, Andrea Cardini, Charles A. Lockwood

Hematite sources and archaeological ochres from Hohokam and O’odham sites in central Arizona: an experiment in type identification and characterization
pp. 3019-3028
B. Sunday Eiselt, Rachel S. Popelka-Filcoff, J. Andrew Darling, Michael D. Glascock

Natural preservation mechanisms at play in a Bronze Age wooden shovel found in the copper mines of Alderley Edge
pp. 3029-3037
A.D. Smith, D.I. Green, J.M. Charnock, E. Pantos, S. Timberlake, A.J.N.W. Prag

Change and variability in Plio-Pleistocene climates: modelling the hominin response
pp. 3038-3047
Matt Grove

The taphonomy and palaeoenvironmental implications of the small mammals from Karain Cave, Turkey
pp. 3048-3059
Arzu Demirel, Peter Andrews, Işın Yalçınkaya, Ayhan Ersoy

Archaeometric evidences of the 4th–2nd century BC amphorae productions in north eastern Sicily
pp. 3060-3071
Germana Barone, Paolo Mazzoleni, Caterina Ingoglia, Maria Grazia Vanaria

Petrographic and geochemical investigations of the late prehistoric ceramics from Sos Höyük, Erzurum (Eastern Anatolia)
pp. 3072-3084
Mustafa Kibaroğlu, Antonio Sagona, Muharrem Satir

Seasonality and season of birth of modern and late Neolithic sheep from south-eastern France using tooth enamel δ18O analysis
pp. 3085-3093
Emilie Blaise, Marie Balasse

Upper Palaeolithic hunter-gatherer subsistence in Mediterranean coastal environments: an isotopic study of the diets of the earliest directly-dated humans from Sicily
pp. 3094-3100
Marcello A. Mannino, Rosaria Di Salvo, Vittoria Schimmenti, Carolina Di Patti, Alessandro Incarbona, Luca Sineo, Michael P. Richard

Estimating weaning and early childhood diet from serial micro-samples of dentin collagen
pp. 3101-3111
Jelmer W. Eerkens, Ada G. Berget, Eric J. Bartelink

Lithic refitting and movement connections: the NW area of level TD10-1 at the Gran Dolina site (Sierra de Atapuerca, Burgos, Spain)
pp. 3112-3121
Esther López-Ortega, Xosé Pedro Rodríguez, Manuel Vaquero

The relationship of the Mimbres to other southwestern and Mexican populations
pp. 3122-3133
Meradeth Snow, Harry Shafer, David Glenn Smith

Comparison of celadon from the Yaozhou and Xicun kilns in the Northern Song Dynasty of China by X-ray fluorescence and microscopy
pp. 3134-3140
Tiequan Zhu, Hong Huang, Hongmin Wang, Limin Hu, Xibin Yi

Testing the accuracy of portable X-ray fluorescence to study Aztec and Colonial obsidian supply at Xaltocan, Mexico
pp. 3141-3152
John K. Millhauser, Enrique Rodríguez-Alegría, Michael D. Glascock


Ir ao site de:  JASC

EDESCANOP 2011 - Cerâmicas Antigas no Noroeste


III ENCONTRO DE ESTUDOS SOBRE CERÂMICA ANTIGA DO NOROESTE PENINSULAR

Ânforas Romanas de produção hispânica


13 -14 outubro 2011
Lugar: Facultade de Historia de Ourense


Quinta-feira 13 de outubro

9:00 9:30 Receção dos participantes

9:30 10:00 Ato de Abertura do IIIº EDESCANOP
Dra. María Lameiras. Vice-reitora do Campus de Ourense
Dra. Milagros Cavada. Decana da Faculdade de Historia
Dr. Fermín Pérez Losada. Diretor do LAUV.

10:00 - 11:30
Dr. Enrique García Vargas (USE)
Sessão teórica: Ânforas Béticas do Vale do Guadalquivir

11:30 - 12:00 Pausa Café

12:00 - 14:00
Dr. Enrique García Vargas (USE)
Obradoiro prático: Ânforas Béticas do Vale do Guadalquivir

14:00 - 16:00 Jantar (Livre)

16:00 - 17:30
Dr. Darío Bernal Casasola (UCA)
Sessão teórica: Ânforas Béticas costeiras

17:30 - 18:00 Pausa Café

18:00 - 20:00
Dr. Darío Bernal Casasola (UCA)
Obradoiro prático: Ânforas Béticas costeiras


Sexta-feira 14 de outubro
 
10:00 -  11:30
Dr. Carlos Fabião (FLUL)
Sessão teórica: Ânforas Lusitanas

11:30 - 12:00 Pausa Café

12:00 - 14:00
 Dr. Carlos Fabião (FLUL)
Obradoiro prático: Ânforas Lusitanas

14:00 - 16:00 Jantar (Livre)

16:00 -  17:30
Dr. Rui Morais (UMINHO)
Sessão teórica: Ánforas locais/regionais

17:30 - 18:00 Pausa Café

18:00 - 20:00
Dr. Rui Morais (UMINHO)
Obradoiro prático: Ânforas locais/regionais

20:00 - 20:30
Ato de Encerramento coa entrega de diplomas
Dr. Fermín Pérez Losada. Diretor do LAUV


+INFO no site do:  LAUV

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O ADN e a sua diversidade no Porto

Comparing Ancient and Modern DNA Variability in Human Populations

International Conference

Porto, 23-25 Novembro 2011
Lugar: Biblioteca Municipal Almeida Garrett


A conferência internacional "Comparando Variabilidade DNA Antigo e Moderno em populações humanas", esta organizada pelo CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos) unidade associada a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, com a colaboração revista Human Biology e da Câmara Municipal do Porto.

Esta é a quinta conferência da série Polimorfismos do DNA nas populações humanas (DNA Polymorphisms in Human Populations). O objectivo desta conferência é comparar os resultados emergentes sobre a variabilidade genética de populações antigas com a variabilidade dos seus supostos descendentes modernos, ou bem com populações que habitam a mesma região na actualidade.

A Tecnologia contemporânea aplicada ao DNA antigo permite a classificação tipológica de vários espécimes de uma população graças a qual está agora a emergir achegas à problemática genética de populações mais antigas e remotas. Com este encontro quer-se dar ênfase a esta nova dimensão de estudos de genética de populações que estão a virar a perspectiva dos pesquisadores que trabalham com o material genético moderno e antigo.

Prestarase especial atenção aos estudos de caso que fornecem evidências razoáveis de possíveis substituições, misturas ou continuidades de população ao longo do tempo. Ao respeito um dos focos da reunião estarão na questão da "Domesticação" entanto que ela se relaçiona diretamente coa historia humana num seitor onde essas mostras de material genetico antigo e moderno podem ser comparadas


Programa:
 



+INFO no site do:  CIBIO

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

KERNOS agora On-line

Recentemente a conhecida revista Kernos especializada no Estudo do mundo religioso da Grécia antiga vem de dar o salto a se converter em publicação on-line de aceso aberto. Até o de agora Kernos tinha uma web pero nela só estavam ao dispor os índices dos distintos números da revista, mas vai uns dias esta clássica revista acaba de entrar a formar parte da plataforma Revues.org, suportada pelo Centre for Open Publishing (Cléo) um organismo formado pelo CNRS, a Escola de Ciências Sociais da Universidade da Provença e a Universidade de Avignon.

Assi desde este mês na página em revues.org desta revista estão já disponível a totalidade dos números desta publicação em formato acessível, coa exceção temporal dos 3 últimos números publicados. A página anterior da revista Kernos sege ativa contendo distintas informações sobre a publicação e os futuros número dos Suplementos da revista.

Junto a artigos de investigação Kernos oferece uma série de crónicas sobre pontos específicos da pesquisa atual em torno ao mundo da religiosidade grega, como um Boletim epigráfico relativo ao domínio religioso, uma Crónica arqueológica e por último uma crónica de literatura científica que ecoa as publicações e notícias atuais neste campo na forma de resenhas críticas de livros editados recentemente



Ir à edição on-line de:   Kernos

domingo, 25 de setembro de 2011

Um passeio pelo sexo, a morte e o sacrifício

Vai umas semanas saiu ao lume o achádego recente dum conjunto de ossos procedentes do jazigo mesolítico de Motala no Centro de Suecia, a zona corresponde-se com importante assentamento de pescadores datado no mesolítico, é dizer no período compreendido entre o paleolítico e a irrupção do sistema neolítico.

O conhecido como "dildo da Idade de Pedra" de Motala

Este jazigo já dera nos últimos anos uma boa quantidade descobertas entre elas uma peça óssea que pela sua forma, certamente indisimulada, deu cedo em figurar nas novas com o alcume do Stone age dildo, se bem o seu tamanho real asomava certas duvidas sobre a utilidade do artefato (e é que às vezes "o tamanho sim importa") pelo que à falta de explicação haverá que cataloga-lo convencionalmente como "simbólico" ou "ritual".

Dimensões e escala da figurinha falomórfica de Motala 
Embora este ultimo achádego mostra-nos outro aspeto algo mais "macabro" da realidade destes pescadores da Europa pré-neolítica, pois evidência o uso de uma boa quantidade de ossos humanos em um curioso tratamento pós-mortem dentro do que semelha um complexo ritual, isto é um santuário.

Aqui tendes a nota da prensa de Fredrik Hallgre e  Stiftelsen Kulturmiljövård diretores da escavação, dos que também se pode consultar uma interesante entrevista na prensa, e que pudemos ler a traves do blog  Aardvarchaeology do arqueólogo sueco Martin Rundkvist:

As escavações arqueológicas no período 2009-2011 em Motala descobriram um sítio Mesolítico único com deposições cerimoniais de crânios humanos no primitivo lago. Os crânios foram tratados em uma cerimónia complexa que implicava a colocação dos crânios em estacas  e o seu deposição na água. Os crânios dataram-se por radiocarbono em 8000 anos de antiguidade. Os rituais em Kanaljorden levaram-se a cabo em um pavimento de pedra construído no fundo de um lago pouco profundo (na atualidade um pântano de multidão). Alguns crânios estão bastante intactos, enquanto outros foram encontrados como fragmentos isolados. Os intactos representam onze pessoas, tanto homens como mulheres, de idades compreendidas entre a infância e a média idade. Dois dos crânios tiveram estacas de madeira inseridas desde a base até a parte. Em outro caso, o osso temporal duma mulher de foi introduzido dentro do crânio de outra. Além dos crânios humanos, os achados também incluem um pequeno número de ossos pós-cranial humanos Assi como vários ossos animais, e artefactos de pedra, madeira, osso e hasta. A deposição de Kanaljorden tem claramente um caráter ritual. O seguinte passo é averiguar se os ossos humanos são relíquias de defuntos que se manejaram em um complexo ritual de enterro secundário, ou os troféus dos inimigos derrotados. Os arqueólogos esperam que a análise de laboratório em curso [isótopos estáveis, ADN] dará pistas sobre se os ossos se encontram os restos dos locais ou as pessoas com uma origem geográfica distante, e se representam um grupo familiar ou pessoas não relacionadas entre si.

Pelo momento e mentres a genética e os restos de isótopos estáveis de estrôncio nas peças dentárias, método analise do que já falarmos ao tratar do arqueiro do Amesbury, não deem mais lume sobre o tema pouco mais se pode dizer. O feito de estarem as estacas cravadas tão profundamente fala a favor de que não tiveram o sustento da carne já e que pelo tanto os crânios sofreram um descarnamento prévio, já for pelo passo do tempo ou forçado, por efeito da exposição ao animais, ou bem da ação manual dos humanos



Este tratamento dos ossos contrasta fortemente coas nossas atitudes atuais e ocidentais com respeito aos mortos e a morte em geral, e certa mortefobia assética cada vez mais pressente na nossa sociedade (onde vão os velórios na casa?), no obstante encaixa com atitudes que observamos em muitas culturas  (Ucko, 1969), desde os curiosos ritos de segundo enterramento da Famadíhana Madagascar (Graedner, 1995; Larson, 2001), a conservação cerimonial dos crânios dalguma tribos da áfrica e asia,  ou a conhecida Caça de cabeças dos Dayak e outros povos do SE asiático (Needham, 1976), Oceania (Zegwaard, 1959) ou dos celtas (Lambrechts, 1954) e germanos antigos como recorda Rubkvist em certa alusão verba skoll do brinde sueco. 

crânios troféu decorados com incisões dos Dayak de Borneo
Ao respeito a pergunta está em se istos restos  devem ser entendidos ou bem como "troféu" ou coma "relíquia" , estamos ante um exemplo dum sacrifício no que se misturam humanos e animais, e no que se produce a exposição do vencido?, ou bem ante um templo no que se da culto aos antepassados, e se lhes oferendem animais coma vitimas? certamente a questão não é pequena, pois por um lado enfrenta-nos ante a realidade duns caçadores que cada vez estamos mais seguros não eram os "bons selvagens pacifistas" (Guilaine e Zammit, 2002) e pelo outro uma atitude de "memorialização" do grupo que já nos recorda a coisas que logo veremos no neolítico doutras lugares como o Lebante asiático  (Rose et alii, 1998)

crânios co rosto reconstruido e enterrados baijo o solo duma casa no asentamento neolítico de Tell Aswad (Siria)
Outra questão que este achádego sugere, e não o olvidemos também é a que nos põe em relação com outro feito cultural como é o nascimento do "sacrifício animal" como ritual religioso que agora já não pode ser já considerado como resultado duma mera religiosidade neolítica, senão no que pares assomar um fundo prévio, cecais como quiser em tempos Walter Burkert, provinde do imaginário dos antigos caçadores.

Seja como for não há dúvida de que os restos de Motala nos mostram um complexo mundo ritual no que os vestígios da morte, e especialmente o crânio, tiverem um especial protagonismo, sobre como há já que entender o papel deste vítima ou objeto de reverência ancestral, troféu ou relíquia, o seu, em resume, "ser ou não ser" destes nórdicos ossos, e uma pergunta  que pelo momento, e na espera dos isótopos, meu caro Jorik queda "aberta": "that is the question"


Referências
 
- Burkert, W.: Homo Necans: The Anthropology of ancient Greek sacrificial ritual and myth University of California, Berkeley, 1983 pp. 1-81
- Graedner, D.: "Dancing with Corpses Reconsidered: An interpretation of famadihana (in Arivonimamo Madagascar)" American Ethnologist 22, 2  1995 pp. 258-278
- Guilaine, J. e Zammit, J.: El camino de la guerra. La violencia en la prehistoria. Ariel, Barcelona, 2002 pp. 61-100
- Lambrechts, P.: L´exaltation de la tête dans la penée et dans l´art des celtes. De Tempel, Brujas, 1954, 3 vols 
- Larson, P:"Austronesian Mortuary Ritual in History: Transformations of Secondary Burial (Famadihana) in Highland Madagascar" Ethnohistory 48, 1/2,  Emerging Histories in Madagascar, 2001, pp. 123-155, DOI: 10.1215/00141801-48-1-2-123 
- Needham, R.: "Skulls and Causality" Man 11,1, 1976  pp. 71-88
- Rose, J.C, Schmandt-Besserat, D.; Rollefson, G: "A Decorated Skull from MPPNB´ain Ghazal" Paléorient 24, 2  1998 pp. 99-104
- Zegwaard, G. A. "Headhunting Practices of the Asmat of Netherlands New Guinea" American Anthropologist 61, 6 1959 pp. 1020-1041 
- Ucko, P. J.: "Ethnography and Archaeological Interpretation of Funerary Remains" World Archaeology, 1, 2, 1969 pp. 262-280

Algo + de Informação em: 

- Kanaljorden – a Mesolithic Wetland  - Fredrik Hallgren, Univ. de Uppsala, Suecia
- Stone Age in Motala - Swedish National Heritage Board.
-  Arkeologi vid Motala ström - Blog das escavações (só em sueco)



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ethnohistory nº 58, 3


Ethnohistory nº 58, 3

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Harvard Celtic Colloquium 2011


31st Annual Harvard Celtic Colloquium

7–9 October 2011
The Thompson Room (Room 110)
Barker Center, 12 Quincy Street



The John V. Kelleher Lecture
Thursday, October 6, 2011, 5:00 p.m.
Harvard Faculty Club, 20 Quincy Street

Huw Pryce • Professor of Welsh History • Bangor University
Culture, Identity and the Medieval Revival in Victorian Wales


2011 Colloquium Sessions

October 7, 2011
Dydd Gwener / Dé hAoine / Friday

9:00-10:30 A.M. SESSION ONE

Deborah Furchtgott (Harvard University) "Ystorya Adaf ac Efa Wreic" and the the Apocryphal Narratives of the White Book of Rhydderch

Joey McMullen (Harvard University)
Three Major Forts to be Built for Her: Rewriting History through the Landscape in Breuddwyd Maxen Wledig

Mac Harris (UCLA)
Neighborliness in the White Book of Rhydderch

10:45 A.M.-12:15 P.M. SESSION TWO

Sìm Innes, Margaret Harrison, Barbara Hillers (Harvard University)
A Mixed Media Folklore Trove

Natasha Sumner (Harvard University)
From Cape Breton to Cambridge, MA: Ceudach’s Adventures in North America

Barbara Hillers (Harvard University)
"The Knight in the Green Cloak" and Other Irish Folklore Marvels

1:30-3:00 P.M. SESSION THREE

Stuart Dunmore (University of Edinburgh)
Decline, Revival, and the "Theory of Cornish Distinctiveness": The Historiography of Early Modern Cornwall

Fabienne Goalabré (University of the Highlands and Islands)
Breton and Gaelic-Medium Schools: A Study of Parental Choice and Language Use Within the Households

Grace Neville (University College Cork)
Tonguetwisted: Language, Children and Violence in Nineteenth and Early Twentieth Century France and Ireland

3:15-4:45 P.M. SESSION FOUR

Maire Johnson (Oklahoma State University – Stillwater)
Toward the Dating of Vita I S Brigitae

Alice Hutton Sharp (University of Toronto)
Creation and Redemption in Twelfth-Century Welsh Hagiography

Brian Douglass (University of York)
Seeking a "Desert in the Ocean": The Construction of Ascetic Space in Early Medieval Ireland

5:00-6:00 P.M. SESSION FIVE

Niamh Ní Shiadhail (University College Dublin)
"Cuirim ar m’anam nach ar mhaithe leó bhíos": Irish-Language Poets and Irish Society Teachers in the Early Nineteenth Century

Irene Whelan (Manhattanville College)
The Quest for a "Protestant" St. Patrick and the Origins of the Celtic Revival

October 8, 2011
Dydd Sadwrn/ Dé Sathairn / Saturday

9:00-10:30 A.M. SESSION SIX

Erin Boon (Harvard University)
Heritage Welsh: the Characteristics of Dormant Language

Ryan Sandell (UCLA)
Evidence for Acrostatic Presents in Old Irish?

Joe Eska (Virginia Tech)
A Salvage Grammar of Galatian

10:45 A.M.-12:15 P.M. SESSION SEVEN

Edyta Lehmann (Harvard University)
Speaking Against Fate: The Story of Derdriu as a Bildungsroman

Matthieu Boyd (Fairleigh Dickinson University)
Celt And Kwak’wala Speaker

Thomas Owen Clancy (University of Glasgow)
From Brideswell to Exmagirdle: Saints and their Cults in the Place-Names of Scotland

1:30-2:30 P.M. SESSION EIGHT

Craig Davis (Smith College)
Cædmon and the Fate of the Britons in Anglo-Saxon England

Nancy Edwards (Bangor University)
Recording Early Medieval Inscribed Stones and Stone Sculpture in North Wales

2:45-4:15 P.M. SESSION NINE

Roxanne Reddington-Wilde (Cambridge College)
Color Me Celtic: Hue, Value and Intensity in Scottish Gaelic, Celtic and Indo-European Languages

Ríona Nic Congáil (St. Patrick’s College)
Through the Looking-Glass: A Contextual History of Irish-Language Children’s Literature

Philip O’Leary (Boston College)
Reasoning Why after Fifty Years: The Easter Rising in Eoghan Ó Tuarisc’s Dé Luain (1966) and Bobi Jones’s Daw’r Pasg i Bawb (1969)

4:30-6:00 P.M. SESSION TEN

Georgia Henley (Harvard University)
Revision, Redaction and Self-Quotation in Gerald of Wales’s Itinerarium Kambriae

Owain Wyn Jones (Bangor University)
Valle Crucis and Medieval Welsh Historical Writing

Rhun Emlyn (University of Aberystwyth)
Rebels and Exiles: Welsh Graduates’ Careers and the Glyndŵr Rebellion

October 9, 2011

Dydd Sul/ Dé Domhnaigh / Sunday

9:30-10:30 A.M. SESSION ELEVEN

Lindy Brady (University of Connecticut)
Grafting in Old Irish Literature and Law

Bryan Carella (Assumption College)
Divine Law in the Pauline Commentary of Das Bibelwerk

10:45-11:45 A.M. SESSION TWELVE

Anthony Vitt (Independent Scholar)
Contextualizing Peredur: Methodological Considerations and the Evidence of Peniarth 7

Sarah Zeiser (Harvard University)
Bragmaticus omnibus Brittonibus: David, Sulien, and an Ecclesiastical Dynasty in Conquest-era Wales

12:00-1:30 P.M. SESSION THIRTEEN

Matthew Holmberg (Harvard University)
Lugaid mac Con: One Túath’s Villain, Another's Hero

Anna Pagé (UCLA)
On the Significance of Stones in the Birth Narratives of Irish Heroes, Kings and Saints

Joseph Nagy (UCLA)
Medieval Irish Poets and Personal Hygiene


+INFO no site do: Harvard Celtic Colloquium

sábado, 17 de setembro de 2011

Arqueologia das costas atlânticas - Homer 2011


O primeiro simpósio internacional "2011 HOMER" entende-se uma grande reunião científica sobre a questão da arqueologia das populações costeiras e da interação homem / meio ambiente no âmbito geográfico do Faciana Atlântica da Europa, partindo dos recentes avanços da Arqueologia costeira e insular do Complexo Atlântico/Canal/Mar do Norte.

Elo gerara por uma parte a síntese e troca de experiências dos diferentes países europeus envolvidos (França, Escócia, Inglaterra, Irlanda, País de Gales, Bélgica, Holanda, Espanha, Portugal, Dinamarca ...) e, da outra, uma prospetiva de futuro sobre a investigação europeia em arqueologia e ciências arqueológicas no domínio litoral.

As várias sessões irá fornecer uma atualização sobre a questão das identidades culturais insulares e costeiras e das inter-relações entre comunidades, sobre a estrutura, a evolução das paisagens marítimas, sobre a produção e utilização de matérias-primas, mas também sobre questões de metodologia e os novos desafios da arqueologia litoral (lato sensu) na Europa. A conferência Homer 2011 se desenrolara na vila de Vannes, cidade portuária e universitaria da costa sul da Bretanha com um rico passado histórico e arqueológico e proporá atrativo um programa  de excursões e eventos convidando a descobrir o excepçonal património insular e costeiro da e região.

A conferência é organizada pola Unidade Mista de Pesquisa 6566 CReAAH (Centre de Recherche en Archéologie, Archéosciences, Histoire), apoiado pelo CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique), do Ministério da Cultura, as Universidades de Rennes 1, Rennes 2, Le Mans e Nantes, bem como INRAP (Institut National de Recherche en Archéologie Préventive).

As línguas oficiais da conferência são o francês e o Inglês, e as comunicações e debates terão tradução simultânea.

As sessões acolheram comunicações orais e posters


Programa:


+INFO no site de:  Homer 2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Estrelas e Pedras - SEAC 2011



Conferencia Anual da SEAC 2011
Évora, 19-24 de Setembro


As migrações e as viagens são intrínsecos à humanidade, pois eles abriram as rotas para a difusão cultural e comércio, e também pelo domínio de energia. Seguindo essas rotas também é para seguir a sua diversidade cultural, como eles se conheceram ou entraram em confronto. O céu e fenômenos astronômicos forneceu os instrumentos para contagem de tempo, organização da agenda e de navegação celestial que apoiaram essas viagens. Astronomia nos dá hoje a capacidade de reproduzir o céu, abrindo uma janela através da qual podemos vislumbrar como essas sociedades percebido, integrada e manipulado o céu em suas visões de mundo e seus mitos, e, finalmente, em sua organização social.


Os principais temas da conferência são:

- Técnicas de orientação e navegação celestial no passado. Navegação, astronómica e instrumentos náuticos nos séculos XIV, XV e XVI.
- Expressões de conhecimento astronómico em monumentos, arte rupestre, arqueologia e paisagem. Migração de pessoas, uma reunião entre culturas diferentes.
- História da astronomía. Uma reunião de conceitos diferentes.
- Astronomía e os Jesuitas. Uma reunião entre mundos diferentes.
- Astronomía na antigüidade. Uma reunião de conhecimentos diferente.
- Ethnoastronomia E mitos, viagens no espaço e no tempo por culturas diferentes


Programa & Resumes




+INFO no site do:  SEAC 2011

Lingua dos nossos Pães?

membros de uma tribo melanésia atual

A língua mãe vem de teu pai "pré-histórico" 

Univ. of Cambridge
Reseach News


A mudança linguística entre os nossos devanceiros pré-históricos surgiu através da chegada de homens imigrantes -em vez de mulheres a novos assentamentos, segundo uma nova investigação.

A afirmação foi feita por dois académicos da Universidade de Cambridge, Peter Forster e Colin Renfrew, num informe que foi publicado em Science o 9 de Setembro.

Eles estudaram os casos de marcadores genéticos (o cromosoma Y masculino e feminino DNA mitocondrial) de vários milhares de pessoas em comunidades de todo mundo que pareciam mostrar a nível mundial o xurdimento de uma transmissão especifica de sexo da língua.

Desde escandinavos Viquingues que transportaram, sequestrando-as, mulheres britânicas à Islândia - ate tribos africano, da Índia e da Polinésia, disto xurdiu um estandar que parece mostrar que a chegada dos homens a determinadas localizações geográficas -, quer através de dispersão agrícolas ou como resultado da chegada de forças militares - pode ter um impacto significativo sobre o idioma que é falado ali.

O Professor Renfrew disse: "Pode ser que durante os episódios de colonização por agricultores que emigraram, os homens superaram às mulheres em geral nos primeiros grupos chegados e precisaram tomar mulheres de comunidades locais.?"

"Quando os pães tendem diferentes origens linguísticas, pose-se adotar a língua do pai, que é dominante no grupo familiar."

O Dr Forster, do Murray Edwards College, também apontou ao feito de que os homens têm uma maior variedade de filhos que as mulheres - são mais prováveis de ter filhos com mães diferentes do que vice-versa. Isto foi registado tanto em tribos pré-históricas, como dos séculos 19 e 20, nos esquimós de Groenlândia e em figuras históricas como Genghis Khan, que se acha que foi pai de centos de crianças: De facto, o seu cromossoma Y esta presente a 0,5 por cento da população mundial masculina atual

Cecais o exemplo mais destacada da tendência sexual ao cambio de idioma com todo venha dum estudo genético sobre o encontro pré-histórico entre os polinésios que se estavam a expandir com os melanésios residente en Nova Guinea e nas vizinhas Ilhas do Almirantado. A costa de Nova Guineia contém recunchos de língua polinésias separadas por áreas melanésias. O nível de mtDNA polinésio (40-50%) é semelhante nestas áreas, com independência da linguagem falada, mentres que o cromossoma Y se correlaciona fortemente coa presença de línguas polinésias
Estudos anteriores mostraram resultados similares no subcontinente índio entre os falantes do tibetano-Burmano e entre os imigrantes falantes de línguas indo-europeias, em oposição ás línguas indígenas dravídicas

Em América, a substituição linguística no curso de dispersão da agricultura foi também postulada topando-se unha correlação coa a família de línguas uto-azteca.

A isto Forster engade: "Seja-mos europeus, índios, chineses e outros idiomas, a expressão "língua materna" e o seu conceito está bem inserida na imaginação popular - quiçais esta seja a ração pola que durante tantos anos o papel dos pais, ou, mais provavelmente, grupos específicos de homens de êxito, na determinação cambia linguagem pré-histórica não foi reconhecido polos geneticistas."

"As mulheres pré-históricas possivelmente adotaram mais prontamente a língua dos homens imigrantes, sobretudo se esses recém chegados trouxeram consigo proezas militares ou um elevado status associados com a agricultura ou metalurgia."

"Estamos muito agradecidos a todos aqueles milhares de pessoas em todo mundo que participaram nas provas de ADN ancestral e, assim, contribuíram a nossa investigação."


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Re-Interpretando Stonehenge - Documentario



Recente o arqueólogo português António Carlos Varela tem postado no seu bloge Portuguese Prehistoric Enclosures uma referência a possibilidade da existência de recintos circulares de madeira contemporâneos aos recintos em pedra peninsulares.

Esta e outras novas sobre o alinhamento cara o sol em determinadas datas das enclosures portuguesas que Varela tem já publicado, não podia deixar de trair a minha cabeça este documentario intitulado Stonehenge Decoded no que se da um repasso às recentes investigações que tenhem cambiado a perspetiva destes tipo de monumentos nas ilhas Britânicas, graças a extensiva pesquisa arqueológica dentro do Riverside Project dirigida por Michael Parker Pearson, um dos mais interessantes estudiosos do ritual na pré e proto-historia Europeia.

Na reportagem se nos mostra como esse fascinante conjunto cerimonial, processional e ritual une noções cosmológicas coa vida e a morte, tanto humana como natural, ao longo duma longa jornada de "peregrinação" pola paisagem pré-histórica dos Chãos de Salinsbury entre o amencer o sol-pôr. Uma conceção muito complexa que mostra a escassa simplicidade dos habitantes da Europa nesse período entre o neolítico final e o Calcolítico  

Pode que ainda esteemos um pouco longe disto por estas terras, mas o tempo e o trabalho dos nossos colegas do outro lado do Minho, dirá


Pode que também te interesse:   O Rei de Stonehenge